“A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#16 Mensagem por Carnage » 15 Dez 2011, 22:22

Até mesmo parlamentares do PSDB assinaram o requerimento da CPI! Elgoio a atitude!

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia ... privataria
Protógenes quer apresentar ainda hoje pedido de criação da CPI da Privataria
14/12/2011 - 19h53

Política

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil


Brasília – O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-RJ) pretende apresentar ainda hoje (14) à Mesa Diretora da Câmara o pedido de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o esquema de lavagem de dinheiro apontado pelo livro Privataria Tucana, do jornalista mineiro Amaury Ribeiro Júnior. Protógenes, que iniciou ontem (13) a coleta de assinaturas, tinha na tarde de hoje, a adesão de mais de 100 deputados ao pedido. Para que a CPI seja criada, são necessárias pelo menos 175 assinaturas.

"Espero entregar hoje o pedido, com mais de 200 assinaturas colhidas em tempo recorde", disse o deputado que se surpreendeu com colegas ligando para seu gabinete para assinar o documento. "Geralmente, quando se começa a colher assinaturas para uma CPI, há muito debate, muita briga, o que não está ocorrendo. Deputados tucanos e de outros partidos da oposição assinaram o pedido", disse Protógenes. Ele citou, entre os apoiadores do pedido de criação da CPI, os deputados Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS), Antônio Imbassahy (PSDB-BA), Fernando Francischini (PSDB-PR) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

É a primeira vez que um livro provoca esse tipo de reação na Câmara dos Deputados. Com 343 páginas, o livro, que chegou às bancas no dia 9 deste mês, apresenta documentos de fontes públicas como a CPMI do Banestado, que foi arquivada em 2004. "Não é uma nova CPI do Banestado. O nosso foco é bem específico. Queremos investigar se as informações contidas no livro são mesmo verdadeiras", disse Protógenes.

O requerimento pede investigação em profundidade das denúncias contidas no livro, que vão de irregularidades no processo de privatização de estatais na década de 1990 até casos de lavagem de dinheiro que envolveriam políticos e pessoas ligadas ao PSDB. Entre os citados na publicação estão pessoas ligadas ao ex-governador de São Paulo José Serra, como sua filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado.

O livro aponta ainda o ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira como operador de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas offshore em paraísos fiscais e doleiros, com o objetivo de esconder os recursos desviados da privatização.

"O livro é um lixo", disse ontem (13) o ex-governador José Serra, em entrevista à TV Brasil. Recém-escolhido líder do PSDB na Câmara, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) disse que o partido "não perde nem uma noite de sono" com as denúncias contidas no livro. Para ele, é estranho que as denúncias venham à tona no momento em que se questionam as escolhas feitas pela presidenta Dilma Rousseff para os ministérios.

"Estranho isso vir à tona neste momento, 15 anos depois, sem nenhum questionamento feito por nenhum órgão de controle, sem que nenhuma dúvida fosse levantada pelo Tribunal de Contas de União, por exemplo, sobre o processo de privatização da década de 1990. É estranho que isso apareça em um momento em que se questiona a formação do ministério do governo do PT. Não podemos esquecer que a caneta que demite é a mesma que nomeou", enfatizou o líder.

Bruno Araújo defendeu o ex-governador, a quem considera um exemplo de espírito público. "[José Serra] é uma referência moral e ética dentro do nosso partido. É também estranho que essas denúncias ocorram justamente no momento em que ele está sem mandato."

O líder tucano disse que ainda não teve tempo de conversar com a bancada do PSDB sobre o que o partido fará em relação à CPI, nem informou se haverá punição para os integrantes do partido que assinaram o pedido de criação da comissão parlamentar. "Ainda não tratei desse assunto com a bancada, mas acho que devemos conduzir isso de forma conjunta."

Edição: Nádia Franco

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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#17 Mensagem por Carnage » 15 Dez 2011, 22:24

http://www.viomundo.com.br/politica/sen ... reage.html
Líder do PT no Senado pede CPI da Privataria. Tucano reage

de Olimpio Cruz Neto, assessor da liderança do PT no Senado


O líder do PT, Humberto Costa (PE), defendeu nesta quarta-feira (14/12) que o Ministério Público, a Polícia Federal e Receita Federal reabram as investigações sobre o processo de privatização das teles ocorrido no governo FHC. A declaração foi dada aos jornalistas logo após discurso no plenário do Senado, quando o parlamentar chamou a atenção para a importância do livro “A privataria tucana”, que traz documentos oficiais reforçando as suspeitas de fraudes contra o patrimônio público ocorridas no processo das privatizações no setor de telecomunicações.

O senador pernambucano destacou a contundência do material publicado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr, que traz 112 páginas de documentos oficiais obtidos legalmente durante a investigação.

“Os documentos são contundentes e mostram como essas pessoas conseguiram lavar bilhões de dólares em operações engenhosas e interná-los novamente no Brasil, em negócios de aparência legal. Os documentos são claros e não deixam sombras de dúvidas quanto à participação de dirigentes tucanos e familiares do ex-governador José Serra em negócios escusos, com dinheiro sujo desviado da venda das estatais de telefonia nos anos 90 pelo governo Fernando Henrique Cardoso”.

Segundo Humberto Costa, os documentos falam por si só ao tornar público esquema de lavagem de dinheiro com a participação de líderes do PSDB e pessoas próximas do ex-governador José Serra que “conseguiram mandar para fora do país e trazer para o Brasil dinheiro supostamente proveniente de propinas”, disse. “O livro vale a leitura e, imagino, será objeto de algumas providências legais a serem tomadas por procuradores da República. Até porque muitos dos crimes descritos no livro não prescreveram”, disse.

Para ele, o PSDB precisa entrar no debate em benefício da sociedade. “Quero dizer que aguardo a oportunidade de debater as denúncias trazidas em “A Privataria Tucana” com os nobres colegas do PSDB. Esse vai ser um debate importante a ser feito em benefício da sociedade brasileira e mostrar a verdadeira natureza das privatizações realizadas pelo Brasil no final dos anos 90. É chegada a hora de o Congresso Nacional discutir a fundo uma legislação mais eficaz contra a lavagem de dinheiro”, afirmou.

Diante do sucesso de vendas – as duas edições esgotaram e há uma lista de encomendas nas livrarias brasileiras -, Humberto Costa prevê que nos próximos dias jornais e revistas devem dedicar algumas páginas ao livro “A Privataria Tucana”. Até porque, lembrou o parlamentar, as primeiras denúncias sobre os bastidores das privatizações surgiram em reportagens da revista Veja e da Folha de S.Paulo.

Coisa inusitada

Logo depois de Humberto Costa, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), subiu à tribuna para contestar o discurso do líder do PT, afirmando que o PSDB está fazendo avaliação sobre quais providências serão tomadas pela legenda. Nunes disse que a publicação será objeto de escrutínio cuidadoso. E que aqueles que difundiram calúnia contra o ex-governador José Serra irão “pagar um preço alto por isso”.

Sem dar explicações sobre as denúncias envolvendo as privatizações das teles, Aloysio Nunes – então chefe da Casa Civil na gestão FHC – aproveitou para acusar o PT de espionagem dizendo estranhar que o PT, “useiro e vezeiro em espionar a vida dos outros por meios ilegais”, não tenha conseguido, em nove anos de poder, investigar eventuais irregularidades na venda das empresas.

Em resposta ao senador tucano, Humberto Costa disse que “quem lê o livro vai descobrir que quem gosta e faz dossiês não é o PT e nem os grupos de esquerda”, acrescentando que “são vários os casos em que o jogo bruto da política foi usado por integrantes do PSDB até mesmo contra gente do próprio partido”, o que ele classificou como uma “coisa inusitada”, em referência à informação publicada no livro de que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teria sido investigado a mando do seu colega de partido, o ex-governador José Serra.

Ao falar que não fez qualquer prejulgamento, o líder petista voltou a cobrar que o próprio PSDB deveria pedir a apuração das denúncias feitas no livro. “É interessante como a oposição se posiciona nesta Casa. São os grandes arautos da moralidade, as vestais da honestidade, que tudo querem investigar. Sai uma nota num jornal, querem convocar o ministro para vir ao Congresso Nacional, pedem a abertura de uma CPI, vão para o Ministério Público. Agora, diante de um livro de 300 páginas, que tem 141 documentos sobre as coisas que estão aqui denunciadas, uma única palavra para se pedir apuração eu não ouço, eu não ouço por parte da oposição”.

Segundo ele, a nenhum parlamentar ou cidadão sério causa alegria qualquer tipo de denúncia que envolva dinheiro público. “Na verdade, se o PSDB entrar, deveria entrar na Justiça para processar o jornalista, para que ele possa ter inclusive a oportunidade de dizer se isso aqui é verdade ou não. Eu desejo sucesso ao PSDB em provar que o que está aqui, aliás, quem tem que provar é o jornalista, em garantir que não seja provado o que está aqui colocado”, disse ele ao lado do senador Aécio Neves.

“[O senador Aloysio] devia ficar também um pouco mais tranquilo porque eu estou aqui só pedindo que se apure, se apure, se apure”, completou.

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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#18 Mensagem por Carnage » 15 Dez 2011, 22:27

http://www.tijolaco.com/do-paraiso-fisc ... citco-phc/
Do paraíso fiscal ao Paraíso, SP. A conexão Citco-PHC

Não, não é FHC, de Fernando Henrique Cardoso. É mesmo PHC, de Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente.

É o primeiro dos fios do novelo obscuro puxado pelo livro “Privataria Tucana” que, nós dissemos, iam começar a ser puxados.

Aos fatos, sem ilações e com documentos.

O livro de Amaury Ribeiro mostra que as empresas de fachada offshore de Ricardo Sérgio Oliveira, Verônica Serra e seu marido Alexandre Bourgeois foram abrigadas no Citco Building, edifício-sede de um grupo de companhias que, além das Ilhas Virgens onde se situa, se espalha pelos ancoradouros piratas de Aruba, Curaçao, Bahamas, Ilhas Cayman, Barbados e por aí …

Eles foram para a sede da Citco B.V.I. Limited, em Tortola, como está documentado no livro de Amaury.

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Foram longe, porque a Citco tem um escritório de negócios no Brasil. Bem ali em São Paulo, na Avenida Bernardino de Campos, 98, 14° andar, no bairro – se podemos perdoar a ironia – do Paraíso, onde funciona a Citco Corporate Serviços Limitada, uma “pequena empresa” – com capital registrado de apenas R$ 10 mil – dirigida pelo senhor José Tavares de Lucena, representante plenipotenciário da Citco Corporate Services, situada no 26° andar do número 701 da Brickell Avenue, em Miami, Flórida.

O décimo-quarto andar do nosso Paraíso paulistano é também a sede de inúmeras empresas. O senhor Lucena é um homem polivalente, que administra um uma plêiade de empresas dedicadas a negócios imobiliários (a Select Brasil Investimentos), de telecomunicações( BBT do Brasil), informática (Torex International Sistemas de Informática), de embalagens (Dixie Toga, a dos copinhos plásticos) e muitas outras.

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Nessa árdua tarefa ele tem a ajuda de outro contador, Jobelino Vitoriano Locateli, ambos muito atarefados com suas tarefas de representar oficialmente instituições de grande porte, como o JP Morgan e Citibank.

Mas sobra um cantinho no amplo andar do prédio da Bernardino de Campos para empresas menores,tão pobres quanto a pobre Citco Corporate Serviços Limitada e seus R$ 10 mil de capital social.

É o caso da Radio Holdings SA , que tem capital social neste valor, dos quais 98,6% (R4 9.860,00) pertencem a PHC, Paulo Henrique Cardoso, como demonstra certidão da Junta Comercial de São Paulo. Lucena e Jobelino revezam-se como administradores da empresa de PHC.

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Esta pobre microempresa do filho do ex-presidente Fernando Henrique comprou, por R$ 2,98 milhões - 300 vezes seu capital social – a Rádio Itapema FM, que pertenceu ao grupo Manchete e ao RBS. E o fez como sócia majoritária de ninguém menos que a Walt Disney Company, sob o nome de ABC Venture Corp, no endereço nos famosos estúdios de Burbank, Califórnia.

A rádio, claro, certamente por economia, também foi para efeitos fiscais, para o Paraíso paulistano da Bernardino de Campos, no mesmo lotado 14°andar.

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Mas nada disso vai para os jornais.

Sobre os temas tucanos, o jornalismo investigativo brasileiro não aguenta sequer uma manhã de Google.

Será que o Ministério Público é melhor que ele?

http://www.tijolaco.com/se-interessar-a ... ais/[quote]

Se interessar aos jornais…

Este blog publicou os documentos que mostram que o filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é dono ( com 71%) de uma sociedade com o grupo Walt Disney, através da Rádio Itapema, comprada por sua empresa a Radio Holdings, da qual é diretor um cidadão que é também,pelo menos formalmente, também o representante plenipotenciário de uma empresa de paraísos fiscais do Caribe.

Tudo comprovado com certidões da Junta Comercial de São Paulo.
O ponto de ligação é, portanto, o senhor José Tavares de Lucena, doublé de contador e de responsável pela sede das três empresas, no mesmo 14° andar da Bernardino de Campos, 98, no bairro do Paraíso, em São Paulo.
O sr. Lucena é diretor, administrasdor, procurador ou conselheiro de inúmeras empresas.
Algumas bem grandes, como Select Brazil Investimentos Imobiliários, que tem três registros na Jucesp e soma um capital de mais de R$ 100 milhões, onde o Citibank sucedeu ao JP Morgan.

A Select III, inclusive, nasceu modestíssima, com capital social registrado de R$ 100, dos quais R$ 99 pertenciam à casa Morgan, que pelo mesmo valor repassou sua parte ao Citibank e, então, elevou-se para R$ 57 milhões seu capital.

Mas não se cometa a injustiça de achar que um homem tão confiável é um nababo.Tem como endereço uma casa modesta, na modesta Rua Rafael Correia Sampaio, em São Caetano do Sul.
Se os jornais se interessarem, quem sabe o Sr. Lucena possa contar qual é o seu papel nessa história.
[/quote]

http://www.tijolaco.com/os-bons-negocio ... do-caribe/
Os bons negócios do JP Morgan com Verônica Serra e com o homem da Citco, a empresa do Caribe

Vamos contar duas histórias, que estão à espera do nosso famoso “jornalismo investigativo”.

Apenas fatos e documentos, sem qualquer ilação.

História N°1:

No dia 1° de fevereiro deste ano, a edição digital do jornal Monitor Mercantil publicou:

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“A One Equity Partners (OEP), braço de investimentos do banco J.P.Morgan, acertou a aquisição de 50% do Portal de Documentos, empresa brasileira que fornece soluções de gestão integrada nos serviços de cobrança de crédito”“

Cinco dias antes, a Portal de Documentos, até então uma empresa limitada, com capital social de R$ 200 mil, transformara-se em Sociedade.

Naquele 1° de fevereiro, a Portal de Documentos realiza uma assembléia, mas não há transferência de cotas para a OEP ou para o JP Morgan. Há, porém a eleição de dois cidadãos americanos como conselheiros administrativos: Bradley J.Coppens e Christian (que está grafado como Christina na Junta Comercial) Patrick Raymond Ahrens, ambos diretores da empresa de investimentos ligada ao JP . Amos fornecem CPF errado e indicam como residência Strawinskylaan 1135, NL-1077, a sede do JP Morgan na Holanda, embora o banco possua uma aqui, e muitos negócios no Brasil, como a compra, em outubro de 2010, da Gávea Investimentos, de Armírio Fraga, ex-presidente do BC no Governo FHC.

Na mesma assembléia, Bradley e Arhens nomeiam sua procuradora com plenos poderes.

A Sra. Verônica Allende Serra.

História N°2:

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Era uma vez três empresas modestas.

A Dernamo Participações Limitada, a mais rica de todas, com capital social de R$ 1.000,00 e duas outras, bem modestas, a Gurham Participações Ltda. e a Hemath Participações Ltda, cada das duas com R$ 100 (cem reais, não cem mil) de capital registrado.

Todas foram criadas por um escritório de despachantes, o Serpac – Serviços Paralegais e Contábeis – atualmente chamada TMF – que, criado em 2007 com capital de R$ 100 mil, pulou para mais de R$ 820 mil em em 2009.
Mas voltemos às três empresinhas.

Em junho de 2009, o J.P. Morgan Trustee and Depositary Company , de Londres, compra 99% da Dermano, por R$999. Em março de 2010, faz o mesmo com a Gurham e com a Hemath, pagando 99 reais por cada uma.

E aí, quem é nomeado administrador da empresa, que passa a chamar-se Select Brazil Investimentos Imobiliários?

Sim, ele, o multihomem, José Tavares de Lucena, que é o representante brasileiro da Citco do Caribe e gestor das empresas de Paulo Henrique Cardoso, o PHC: a Radio Holdings e a Rádio Itapema, a famosa Rádio Disney, em sociedade com a Walt Disney Corporation, sob o nome de ABC Venture Corp.

Com ele, o outro administrador da rádio PHC, Jobiniano Vitoriano Locateli.

E aí a empresa é capitalizada em mais de R$ 18,9 milhões!

A mesma coisa aconteceu com a Ghuram e a Hemat, mas em escala ainda maior. Dos R$ 100 de capital social que cada uma tinha, passou-se, de uma só tacada, para R$ 57.134.999,00 na Ghuram e para R$ 54.977.782,00 na Hemath.

Que destino será que tomaram estes mais de R$ 130 milhões vindos de fora,justo em 2010?

As três empresas são renomeadas, neste processo, como Select Brazil Investimentos Investimentos Imobiliários – I, II e III – e cada uma tem um real (isto mesmo, R$ 1) de participação da Select Brazil Nominee Limited, com sede em Londres, mais precisamente no escritório de advocacia Addleshaw Goddard & Co ., se estiver correto o endereço fornecido.

Dois contadores, diga-se, que vivem em casas modestas, considerando que o primeiro é administrador, diretor ou conselheiro de 66 empresas e o segundo de 204 empresas, a grande maioria com participação de capital estrangeiro.

PS:os documentos, que é só clicar e ampliar e todas as informações societárias foram obtidas dos arquivos online da Junta Comercial de São Paulo. São públicos. Basta fazer o cadastro e pesquisar. Ou isso será pedir muito ao “jornalismo investigativo”?

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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#19 Mensagem por Carnage » 15 Dez 2011, 22:28

http://osamigosdopresidentelula.blogspo ... ja-ja.html
Coragem, Reinaldo Azevedo! A Veja já publicou a corrupção do Serra há 9 anos atrás!
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Edição 1750 de 09/05/2002 - No racha demo-tucano de 2002, a revista ficou do lado do PFL por um momento, e publicou 10 páginas de fogo "amigo" denunciando propina na Privatização. Estão lá os mesmos nomes do livro de Amaury: Ricardo Sérgio e José Serra.
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Nove anos depois, o livro de Amaury Ribeiro Jr. traz respostas para a pergunta que a revista Veja fez na edição 1751 de 15/05/2002. Gregorio Preciado também foi alvo da reportagem.
A revista Veja está numa sinuca de bico com o livro de Amaury Ribeiro Jr. sobre a maior ladroagem da história do Brasil: a privataria tucana comandada por José Serra no governo FHC.

A revista não tem como contestar o conteúdo do livro, pois além das provas documentais, o livro aprofunda reportagens da própria revista Veja, de maio de 2002, sobre propinas na Privatização da Vale e das teles, denunciadas pelo fogo amigo demo-tucano na época: o próprio comprador da Vale, Benjamin Steinbruch, os tucanos Paulo Renato de Souza e Mendonça de Barros (foram as fontes da reportagem, sem "off").

É preciso entender o contexto da época, que levou os Civita a publicar o fogo amigo contra Serra. Eles desenganavam as chances de Serra vencer a eleição de 2002, e em conluio com o PFL de ACM e Bornhausen, procuravam eleger outro candidato que consideravam com mais chances de vencer Lula.

A aliança PSDB-PFL havia rachado. Serra trocara o PFL pelo PMDB como principal parceiro. ACM já atirava contra Serra, e era uma fonte constante de denúncias sobre Ricardo Sérgio. Em maio de 2002, Serra patinava nas pesquisas, havia abatido Roseana Sarney, a então candidata do PFL, e não conseguia herdar nem as intenções de votos que Roseana perdera. Os caciques ACM e Jorge Bornhausen desembarcaram na candidatura de Ciro Gomes, que crescia nas pesquisas, tinha um discurso de oposição, mas não sofria o preconceito e medo da elite, como Lula.

Foi nesse contexto que a revista Veja publicou denúncias envolvendo Ricardo Sérgio e Gregório Preciado, os mesmos protagonistas do livro de Amaury Ribeiro, e com as mesmas denúncias, só que desta vez com provas documentais, e acrescida a participação da filha e genro de José Serra.

A Veja não tem como apagar essas reportagens. Não pode fazer como FHC e dizer "esqueçam o que escrevi", justamente quando as suspeitas de então aparecem agora acompanhadas de provas no livro de Amaury.

A única coisa que a Veja pode fazer para proteger a corrupção tucana é o que está fazendo: silêncio sobre o assunto e cortina de fumaça com outras "denúncias" para preencher a pauta. Mas é preciso lembrar que essa conivência, mesmo que na forma de silêncio, hoje revela cumplicidade na corrupção.

O fim de José Serra e do PSDB

Não vai dar para fazer silêncio para sempre, até porque o livro é só a ponta do iceberg. Imaginamos o quanto é doloroso para alguém com Reinaldo Azevedo ter que escrever o obituário político de José Serra, (cujo futuro é o mesmo de Maluf), e o fim do PSDB como alternativa de poder, justamente no momento em que o marqueteiro Antonio Lavareda tentava resgatar o que o tucanos acham que seja o legado de FHC. Com o livro de Amaury, o único legado de FHC que sobra é a maior roubalheira que uma grande nação já sofreu em seu patrimônio, pela rapinagem de politiqueiros embusteiros e traidores da pátria que venderam as riquezas da nação a preço de banana em troca de propinas. Pobre Aécio Neves (outro vendilhão). Sua estratégia de defender FHC e a privataria acabou de falir e precisa voltar para a prancheta dos marqueteiros para recauchutagem geral.

Há 9 anos, o mesmo trololó

Em 2010, toda vez que José Serra era perguntado sobre algum dos vários escândalos de corrupção que ele esteve envolvido, ele desdenhava chamando de tititi e trololó. Em 2002 ele fez a mesma coisa:

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O que a Veja dizia em 2002

Clique nas imagens para ampliar
(vá no link abaixo, no pé da matéria, e veja as reproduções das reportagens da revista
http://osamigosdopresidentelula.blogspo ... ja-ja.html

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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#20 Mensagem por roladoce » 17 Dez 2011, 11:43

2 horas de vídeo, sobre o livro, com o jornalista que o escreveu, que por sinal, pouco eloguente!!

http://www.youtube.com/watch?v=ufUjcYOY ... embedded#!

Vale a pena

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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#21 Mensagem por Gilmor » 17 Dez 2011, 15:32

SERRA CUMPRIRÁ PENA EM CELA COMUM

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Se o ministro Gilmar Mendes não interferir no processo, o morto-vivo Zé Chirico, candidato à presidência da república derrotado por Lula e Dilma, deverá puxar a cana a que será condenado dividindo "espaço" com vários coleguinhas e correligionários.
Baseados nas bandalheiras apresentadas pelo livro A Privataria Tucana, renomados criminalistas consultados por este Cloaca News estimaram que Serra pode pegar uma condenação cumulativa superior a 50 anos de xilindró, em regime fechado. A privação da liberdade, nesse caso, não seria a pior notícia para o tucano. Por não possuir diploma de graduação em curso superior reconhecido no Brasil, Serra não poderá desfrutar o "benefício" da cela especial. Se tivesse concluído o curso de Engenharia na Escola Politécnica da USP, quem sabe. Mas, como ele mesmo já declarou, "não deu pra terminar". Serra não é engenheiro, apesar de já ter mentido a esse respeito em uma audiência no Senado. Serra também não é economista, uma vez que, até hoje, nenhum Corecon do país tenha encontrado sua ficha. A bem da verdade, alguns Conselhos Regionais de Economia já tentaram denunciá-lo por falsidade ideológica, contravenção que lhe renderia mais três meses tomando café de canequinha. O único alento para o ex-governador e ex-prefeito é que, em troca de alguns pacotes de cigarros, ele poderá gozar de visitas íntimas. Com direito a cortininha, claro.
http://cloacanews.blogspot.com/2011/12/ ... l?spref=fb

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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#22 Mensagem por Carnage » 18 Dez 2011, 15:55

Até mesmos alguns tucanos! Esses caras merecem o meu respeito

http://www.jb.com.br/informe-jb/noticia ... nvestigar/
Tucano defende CPI da Privataria: "É nosso dever investigar"
Jornal do BrasilJorge Lourenço


Os deputados Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS), Antônio Imbassahy (PSDB-BA) e Fernando Francischini (PSDB-PR) surpreenderam o tucanato ao assinarem a CPI da Privataria, proposta por Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) para investigar supostos esquemas de desvio de dinheiro durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O burburinho é fruto da publicação do livro "A privataria tucana", que acusa o ex-governador de São Paulo, José Serra, de integrar um intrincado esquema de lavagem de dinheiro em paraísos fiscais.

Delegado por delegado

Francischini e outros dois tucanos assinaram o pedido de abertura da CPI da PrivatariaFrancischini e outros dois tucanos assinaram o pedido de abertura da CPI da Privataria

Francischini esclareceu à coluna que não tem embaraço algum de apoiar a CPI, apesar de também pertencer ao PSDB. "Eu sou delegado, assim como o Protógenes, e me sinto mais como um delegado dentro da Câmara do que um político. Me sinto na obrigação de assinar qualquer CPI. Acho que tudo deve ser investigado e, se as denúncias forem verdadeiras, os culpados devem ser punidos. Se provarem tudo o que estão falando, vou ser o primeiro a pedir punição. Ao mesmo tempo, se elas forem falsas, os responsáveis pelo livro terão que pagar", observou o tucano dissidente.

Tucanos atrás do livro

Se você correu atrás do livro de Amaury Ribeiro e não o encontrou, não se sinta um desprivilegiado. Os próprios parlamentares estão com dificuldades para comprá-lo. "Ainda não consegui pegar o livro, mas vou comprá-lo com certeza. No entanto, pelo que já me disseram, tem tanto documento que é mais um dossiê do que um livro", conta Francischini.

Bicada amiga

No Senado, Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG) se bicaram de leve. Nunes discursava contra as denúncias do livro quando Aécio pediu um aparte, o que lhe daria o direito de fazer uma observação a respeito do que o colega tucano falava. Surpreendentemente, Nunes negou o aparte a Aécio. Para quem ainda não leu, "A privataria tucana" aponta um racha no PSDB e relata uma operação de José Serra para espionar Aécio Neves antes das eleições de 2010.
http://www.cartamaior.com.br/templates/ ... a_id=19222
CPI da Privataria dará entrada na 3ª; autor quer negociar no recesso
Com número mínimo de assinaturas obtido, deputado Protógenes Queiroz (PCdoB) já traça planos para CPI da Privataria Tucana. Eleito para grupo de plantonistas do recesso, quer definição de membros e relator em janeiro. Se CPI sair, será única consequência até agora. Ministério Público não abriu inquérito nem foi instado a fazê-lo. Assessoria da PF diz desconhecer eventual apuração.

André Barrocal


BRASÍLIA – A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Privataria Tucana, para investigar fraudes em privatizações do governo Fernando Henrique, já reúne o número mínimo de assinaturas de deputados e será protocolada na mesa diretora da Câmara na próxima terça-feira (20).

Às 18h desta quinta-feira (15), o proponente da CPI, Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), dizia ter 173 assinaturas, duas a mais do que o necessário. Inclusive de deputados do PSDB, principal implicado nos fatos motivadores da CPI, nas figuras do ex-presidente FHC e do ex-ministro José Serra, e do DEM, aliado histórico dos tucanos e participante do mesmo ex-governo.

Segundo Protógenes, teriam assinado deputados como Fernando Francischini (PSDB-PR), que também é delegado da Polícia Federal (PF), Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Luiz Carlos (PSDB-AP) e Onix Lorenzoni (DEM-RS).

Para Protógenes, o combustível da CPI é a internet, que deu ampla repercussão ao lançamento do livro. “Houve um impulso muito grande na CPI pelas redes sociais”, disse.

Confiante de que nenhum dos parlamentares que endossaram a proposta vai retirar a assinatura, exatamente por causa da pressão das redes sociais, e de que o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), não vai engavetá-la, Protógenes já traça planos para que o assunto não esfrie durante o recesso do Congresso, que deve começar dia 22.

Escolhido como integrante da futura comissão representativa, uma espécie de equipe de parlamentares de plantão no recesso, Protógenes disse à Carta Maior que vai trabalhar para que o grupo se reúna ainda em janeiro, para definir os membros e o relator da CPI.

Outras consequências
Nesta quinta-feira (15), Protógenes tentou, sem sucesso, levar o debate da Privataria para dentro da Câmara dos Deputados, mas fracassou. Membro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ele apresentou pedido para chamar o autor do livro A Privataria Tucana, Amaury Ribeiro Jr., para dar um depoimento. Seria uma forma de ajudar a aumentar o convencimento quanto à necessidade de uma CPI.

Um deputado tucano, Luiz Carlos, que segundo Protógenes assinou o pedido de CPI, agiu para impedir o convite. E, com o apoio, por omissão, da maioria da CCJ, conseguiu. “Já há um pedido de CPI, [a audiência pública] estaria ocupando um tempo precioso da CCJ”, disse Campos. Para ele, a discussão será "mais profícua" com a CPI.

A possível instalação da CPI, se ocorrer mesmo, será resultado dos esforços individuais de alguns poucos parlamentares, como Protógenes e Brizola Neto (PDT-RJ), que ajudou a coletar assinaturas. Até agora, os partidos, do ponto de vista institucional, se omitiram.

No PT, talvez o partido com maior interesse teórico em guerrear com os tucanos, os líderes na Câmara, Paulo Teixeira (SP), e no Senado, Humberto Costa (PE), fizeram discursos na tribuna a favor de investigações, mas a cúpula do partido até agora não se manifestou.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN), disse que o partido não vai “embarcar” na CPI, que seria uma briga entre petistas e tucanos.

Fora do Congresso, a denúncia também não produziu consequências. Até a noite desta quinta-feira, uma semana depois da notícia de que o livro seria lançado, o Ministério Público Federal não tinha aberto inquérito por iniciativa interna de algum procurador, nem sido provocado a fazê-lo por alguém de fora, segundo a assessoria de imprensa da instituição.

Na Polícia Federal, a assessoria de imprensa informou desconhecer o teor completo do livro e, portanto, não teria como saber se existe algum inquérito instaurado – e, mesmo que soubesse, disse, não poderia informar, por razões de sigilo funcional e de presunção de inocência.

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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#23 Mensagem por Carnage » 18 Dez 2011, 15:59

http://www.blogcidadania.com.br/2011/12 ... nistros-2/
Matéria da Folha sobre Privataria absolve Agnelo e ministros

Posted by eduguim on 15/12/11 • Categorized as Análise


Com toda certeza, os grandes meios de comunicação que ainda não noticiaram ou meramente comentaram a Privataria Tucana devem estar julgando que teria sido melhor a Folha de São Paulo não ter publicado nada sobre o caso a ter publicado o que publicou em sua edição de quinta-feira 15 de dezembro de 2011.

Apesar do constrangimento que causa a “distração” desses órgãos de imprensa que se recusam a divulgar um caso que teriam publicado desde o primeiro instante se fosse sobre outro partido que não o PSDB, já que até as imprensas paraguaia e americana já publicaram matéria sobre o tema enquanto que a maioria da imprensa pátria finge que não sabe e que não viu, essa emenda saiu bem pior do que o soneto.

O que a Folha publicou não foi exatamente uma matéria jornalística, pois seu caráter, indubitavelmente, é de defesa do principal acusado pelo livro do jornalista Amaury Ribeiro, José Serra, ainda que, ironicamente, o livro não contenha acusações diretas a ele e sim, tão-somente, a seus parentes, os quais, do dia para a noite, apareceram como donos de empresas com capital social de milhões de reais.

Antes de prosseguir, a reprodução da matéria do jornal paulista:
http://www.blogcidadania.com.br/wp-cont ... ataria.png

Texto e infográfico da matéria da Folha, como se vê, dedicam-se à defesa do acusado pelo livro-bomba, além da defesa que ele mesmo faz de si. Ao se defender, porém, Serra veste a carapuça das denúncias apesar de só envolverem os seus parentes. E faz isso porque se tais denúncias se comprovarem não haverá quem o leve a sério caso diga que “não sabia”.

Mas tratemos do que diz a Folha, já que o conteúdo “requentado” e “sem novidades” ao qual a matéria do jornal alude já está gerando desdobramentos no poder Legislativo e no Judiciário, além de matérias arrasadoras na blogosfera.

O infográfico da matéria é ainda mais parcial do que o texto – ou, pelo menos, mais explícito na parcialidade – porque providenciou uma desculpa para cada acusação a Serra que a mesma matéria diz não existir, como se fosse possível parentes próximos de um político dessa envergadura aparecerem com milhões de reais nas próprias contas, do dia para a noite, sem que ele soubesse.

O leitor poderá se surpreender com a proposta que este blog quer lhe fazer no sentido de que, só de brincadeirinha, dê algum crédito à matéria do jornal da família Frias, aceitando a sua tese sob razão que não é totalmente desprovida de sentido.

Apesar do tom exageradamente favorável ao acusado – devido ao contexto das acusações contidas no livro sobre a Privataria Tucana –, a matéria da Folha lhe concede benefício da dúvida que o jornal, ao lado de veículos como O Globo, Veja ou Estadão – só para ficarmos na imprensa escrita –, não dão a quem sofre acusações análogas à de Serra e não é tucano.

Matéria do Estadão publicada na última quarta-feira, por exemplo, “denuncia” ligação do governador de Brasília, Agnelo Queiroz, com “laranjas”. E quem seriam tais “laranjas”? Eis a cereja do bolo: são tão parentes do governador petista quanto os acusados pelo livro sobre a Privataria são parentes do ex-governador tucano.

Veja, abaixo, a matéria do outro grande jornal paulista. Este comentário é retomado em seguida.
http://www.blogcidadania.com.br/wp-cont ... ataria.png

Reflitamos. Se se admitir esse nível de exigência da Folha para levar em conta uma acusação contra políticos, os ministros do governo Dilma que caíram sob esse tipo de acusação feita de ilações e suposições que o jornal não admite contra Serra, também deveriam ser beneficiados.

Se não se aceita suposição de que Serra sabia que a filha, do dia para a noite, ficou milionária e de que ele, que então estava na linha de frente do processo de privatização do patrimônio público brasileiro, deu uma mãozinha a ela com os poderes que sua posição lhe concedia, por que se deve aceitar suposições de que Antonio Palocci, por exemplo, enriqueceu por algum motivo escuso que ninguém, até hoje, disse qual foi?

Devido ao “princípio civilizatório” de presunção da inocência e do cuidado que se deve ter com a honra alheia, até se pode dar ao ex-governador tucano o benefício da dúvida sobre se ele “sabia” ou “não sabia”. O que não dá para aceitar é que qualquer suposição contra um lado seja considerada prova e contra o outro seja considerada como o que é, suposição.

Mas isso é a imprensa. O problema, o grande problema, o descomunal problema, enfim, o problema inaceitável é se a Justiça agir como a imprensa. Aí será preciso parar este país até que se chegue a um acordo sobre que tipo de democracia é essa em que estamos vivendo, na qual alguns, em tal situação, serão “mais iguais” do que outros perante a lei.

*

Ombudsman da Folha critica matéria sobre Privataria


Eu e outros blogueiros recebemos por e-mail vazamento de crítica interna que a ombudsman da Folha, Suzana Singer, escreveu hoje sobre a matéria que este post comenta. Veja, abaixo

—–

ANTES TARDE DO QUE NUNCA

por Suzana Singer

Ainda bem que a Folha deu a notícia sobre o livro “A Privataria Tucana” (A11). A matéria está correta, com o destaque devido, mas o jornal deveria continuar no assunto, porque há mais pautas no livro.

Exemplo: por que Verônica Serra e o marido têm offshores? Não deveríamos investigar e questioná-los? É já publicamos que Alexandre Bourgeois, marido de Verônica, foi condenado por dever ao INSS? É verdade que as declarações que ela deu na época das eleições, sobre a sociedade com a irmã de Daniel Dantas, eram mentirosas? Fomos muito rigorosos com o caso Lulinha, por exemplo.

Outra frente é a o tal QG de dossiês anti-Serra na época da eleição presidencial, que a Folha deu com bastante destaque. O livro conta coisas de arrepiar a respeito de Rui Falcão. Ao mesmo tempo, sua versão de roubo dos seus arquivos parece inverossímel. Seria bom investigar, já que ele faz acusações graves contra a imprensa, especialmente “Veja” e “Folha”.

Teria sido bom editar um “acervo Folha conta a história da privatização” para lembrar ao leitor que o jornal foi muito duro com o governo FHC. É um erro subestimar a capacidade da internet -e da Record- de disseminar a tese do “PIG”. E também seria bom esclarecer, com mais detalhes, o que é novidade no livro sobre esse período.

O Painel do Leitor só deu hoje uma carta cobrando a cobertura do livro. Eu recebi 141 mensagens. Quem escreveu hoje criticou a matéria publicada por:

1) ter um viés de defesa dos tucanos;

2) não ter apresentado Amaury Ribeiro Jr. devidamente e não tê-lo ouvido;

3) exigir provas que são impossíveis (ligação das transações financeiras entre Dantas e Ricardo Sérgio e as privatizações);

4) não ter esse grau de exigência em outras denúncias, entre as mais recentes, as que derrubaram o ministro do Esporte (cadê o vídeo que mostra dinheiro sendo entregue na garagem?);

5) não ter citado que o livro está sendo bem vendido
http://www.blogcidadania.com.br/2011/12 ... ia-tucana/
Folha ignora ombudsman e omite fatos sobre privataria tucana

Posted by eduguim on 16/12/11 • Categorized as denúncia


Este é o caso mais emblemático que já surgiu sobre a transformação dos maiores meios de comunicação do país em um partido político dissimulado do qual o jornalismo passa longe. Leia com atenção, porque este post contém a prova final de que não se deve dar o menor crédito ao “jornalismo” que veículos como o jornal Folha de São Paulo dizem fazer.

Ao fim da tarde da última quinta-feira (15/12), recebi e-mail de uma fonte que, por sua vez, recebeu de alguém que trabalha na redação da Folha cópia da “crítica interna” diária que os ombudsmans do jornal fazem circular há anos entre seus jornalistas. É uma bomba.

Antes de prosseguir, vale explicar que a “crítica interna diária” dos ombudsmans da Folha era publicada abertamente na internet até abril de 2008. A razão de o jornal ter decidido torná-las “secretas”, ou seja, só para consumo de sua redação, foi uma dessas críticas que o ex-ombudsman Mario Magalhães fizera.

Magalhães, como no texto da atual ombudsman, Suzana Singer, que vazou na quinta-feira, acusou o jornal de partidarismo contra o PT. Aliás, a maioria dos ombudsmans fez essa crítica, ainda que com menos intensidade.

Contrariado com a crítica de Magalhães, o jornal optou por não mais publicar a crítica diária na internet afirmando que seus inimigos políticos – um jornal que atua como partido político, é claro que tem inimigos políticos – estariam usando as críticas do ombudsman para atacar. Contrariado, o jornalista pediu demissão do cargo.

Lamentavelmente, soube que a Folha descobriu quem foi, em sua redação, que, no melhor estilo Wikileaks, vazou ontem a crítica interna arrasadora da atual ombudsman. Não é preciso pensar muito para concluir o que acontecerá com esse profissional.

Todavia, é preciso que as pessoas entendam o poder de propagação da internet. Caiu na rede, se espalha como fogo em mato seco. Quem não quer grande divulgação de alguma coisa, que não ponha na rede. O que não dá é para um blogueiro publicar alguma coisa que alguém lhe passa e depois retirar.

Seja como for, vamos rever o que foi que Suzana Singer escreveu e que, ao vazar, deixou a direção do jornal tão furiosa. Abaixo, a crítica interna da ombudsman divulgada na redação da Folha na última quinta-feira, 15 de dezembro.

—–

Ver acima

—–

Mesmo que você seja um leitor de direita, adesista à mídia, reconheça que a ombudsman referendou, uma por uma, as teses da blogosfera progressista. Não só quanto ao viés tucano do jornal como, também, quanto ao poder de difusão da blogosfera.

Chega a ser ridículo a ombudsman ter que avisar ao jornal sobre esse poder. O fato, porém, é que veículos como Globo, Folha, Veja e Estadão, entre outros, parecem acreditar que o que não publicam, não aconteceu. Um dia pode ter sido assim, mas hoje em dia, com a internet, já era. A internet ajudou a derrubar ditaduras sangrentas no Oriente Médio. Não tem, portanto, qualquer dificuldade em fazer circular denúncias de maracutaias de jornais.

Diante de crítica tão arrasadora de sua ombudsman, porém, o que é que fez a Folha? Aprofundou o partidarismo e a omissão e em sua edição desta sexta-feira só publicou uma coisa sobre a privataria tucana, a nota que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou ontem se queixando do livro que desnuda o saque que seu governo praticou.

Vale registrar que os tucanos e a mídia, de mãos dadas e em uníssono, desqualificam o livro de Amaury Ribeiro, autor de “Privataria”, porque ele foi indiciado pela Polícia Federal , apesar de ter sido um indiciamento político feito para atender aos interesses eleitorais do PSDB ano passado, pois está sendo investigado por tucanos e mídia terem dito que trechos de seu livro seriam um “dossiê” contra José Serra, o que a publicação do livro, quinta-feira passada, desmente.

Mas se o fato de Amaury estar indiciado o desqualifica como cidadão e jornalista, então os indiciamentos e condenações de familiares de Serra e os processos a que o tucano responde não o desqualificam, também? Ou essa lógica só funciona para os adversários do PSDB e das empresas de comunicação que a ombudsman chama de “PIG”?

http://www.observatoriodaimprensa.com.b ... a_urgencia
Os velhos vícios da urgência

Por Luciano Martins Costa em 16/12/2011 na edição 672

Comentário para o programa radiofônico do OI, 16/12/2011


Corrupção e crise econômica mundial foram os temas predominantes na imprensa brasileira durante este ano. Se estendermos o período de observação, vamos chegar à conclusão de que o tema corrupção domina o noticiário como pauta mais frequente há pelo menos seis anos, e as instabilidades da economia estão presentes na rotina da imprensa desde setembro de 2008.

No entanto, observa-se que em nenhum momento a imprensa conseguiu ou pretendeu apresentar ao público análises capazes de desvendar tanto as raízes da crise financeira global como a natureza mais profundas da corrupção no Brasil.

O noticiário tem como características principais o imediatismo, a superficialidade e a fragmentação. Não se pode esquecer que é da natureza do jornalismo diário o eterno combate entre a urgência e a profundidade. Pois é justamente na resolução desse dilema que reside a capacidade da imprensa tradicional de manter sua relevância no mundo contemporâneo.

Sem discussão

O amadurecimento das novas tecnologias de informação deveria ser uma oportunidade para os jornais investirem em grandes reportagens. Pode-se aproveitar as amplas possibilidades da comunicação multimídia na internet, utilizando o meio digital como instrumento para suprir a demanda da urgência, consolidar o tema no meio papel e remeter o leitor de volta à internet para informações complementares, com acesso a bancos de dados, arquivos de som e vídeo, análises e estatísticas.

Mas, nesse período, foram raras as ocasiões em que os chamados jornais de circulação nacional aproveitaram esses recursos para brindar seus leitores com conteúdos mais consistentes.

No caso do noticiário sobre a crise financeira internacional, por exemplo, a imprensa chegou a divulgar informações sobre o comprometimento das agências de avaliação de risco em possíveis fraudes ou omissões que mantiveram o mercado americano de ações aquecido artificialmente. Mas não seguiu explorando esse filão.

Também foram poucas as referências ao sistema de remuneração dos executivos nos grandes bancos dos Estados Unidos, que levou à estratégia desastrada da busca de resultados em curtíssimo prazo.

Em quase todos os casos, o material mais crítico em relação à falta de sustentabilidade do sistema econômico mundial foi produzido por analistas estrangeiros ou por agências internacionais.

Essa constatação impõe uma conclusão: a imprensa brasileira, de modo geral, se nega a discutir o sistema capitalista.

Jogando o jogo

Quanto ao noticiário sobre a corrupção, é evidente a mesma falha, que se caracteriza pela incapacidade ou desinteresse da imprensa em discutir sistemas. A maioria das pesquisas de entidades que se dedicam a estudar a ação de organizações criminosas dentro das instituições públicas – como a Transparência Internacional, Artigo 19, Instituto Ethos, Amaribo ou Movimento Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral – apontam para a compreensão da corrupção como um problema sistêmico e não como uma questão moral circunstancial.

Pois a cobertura da imprensa brasileira se caracteriza pela abordagem pontual, fragmentada e seletiva do tema. Quando admitem avançar na abordagem, os jornais procuram convencer o leitor de que a corrupção é um fenômeno restrito basicamente ao governo federal, com origem na política de alianças partidárias e no sistema de financiamento de campanhas. Essa visão produz nos cidadãos um sentimento de indignação difuso, tornando difícil superar a contradição entre a sensação de bem-estar criada pela ação governamental com relação à economia, e o mal-estar produzido pelo noticiário sobre corrupção.

Sem interesse

Esses sentimentos contraditórios causam uma indignação sem objeto específico, paralisam a sociedade e desmoralizam a democracia, porque a percepção geral é de que todos os políticos são ladrões ou apenas esperam uma oportunidade para meter a mão no dinheiro público.

Portanto, não há uma direção clara para onde conduzir o desejo de mudança. Ao mesmo tempo, a imprensa estimula a consolidação de uma cultura política personalista, que dissimula os problemas estruturais do sistema representativo. Com isso, embora faça campanhas formais em favor da consciência de cidadania, a ação objetiva da imprensa se dá no sentido contrário.

A omissão da chamada grande imprensa brasileira em discutir sistemas segue sendo seu principal pecado. Pode-se especular sobre as razões dessa deficiência, mas acerta quem imaginar que a imprensa, como sistema corporativo, é beneficiária desse jogo de poder e por esse motivo não tem interesse em reformas no sistema.
A Globo segue ignorando a existência do livro, exceto por texto no O Globo assinado por Merval Pereira que ataca ferozmente o autor do livro, jornalista multi-premiado que ele mesmo já elogiou muito por um trabalho que fizeram juntos.

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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#24 Mensagem por Carnage » 18 Dez 2011, 16:06

http://www.ocafezinho.com/2011/12/16/mi ... defensiva/
Mídia segue na defensiva
16 December 2011 5 comentários


O muro do silêncio rachou e a repercussão sobre o livro de Amaury Ribeiro começa a vazar por um número cada vez maior de fendas. Falta só mesmo ganhar os cadernos principais e as manchetes e o Jornal Nacional.

Quer dizer, falta cair ainda uma barreira importante. O jornal O Globo até agora não mencionou uma palavra sobre o assunto, apesar do mesmo já ser motivo de duros embates no Senado e na Câmara dos Deputados. Em vez disso, o Globo prefere continuar apostando no desgaste do ministro Antônio Pimentel, numa perseguição bastante ridícula, já que não há acusação formal, sequer nenhum indício relevante de qualquer crime contra Pimentel.

O jornal O Globo talvez esteja com receio de dar uma notícia que o obrigue a levá-la ao Jornal Nacional, aí sim, provocando reações imprevisíveis da sociedade brasileira, cuja grande maioria até hoje é fortemente hostil ao processo de privatização tocado pelo governo FHC.

No caso de Pimentel, a trinca midiática (Globo, Folha, Estadão) segue de mãos dadas, revezando-se ou copiando-se uns aos outros. Seus repórteres ficam na cola do ministro fazendo todos as mesmas perguntas.

De qualquer forma, a mídia segue na defensiva, adotando também as mesmas táticas. No Estadão, editorial e coluna da Dora Kramer atacam as declarações do ministro Ricardo Lewandowski, de que as condenações do processo do mensalão podem prescrever. O Estadão comete a imprudência de escrever o seguinte:
No limite, isso é mais danoso para a imagem da Justiça e para a infusão de um mínimo de decência nos costumes políticos nacionais do que seria uma inimaginável absolvição dos principais protagonistas da operação que expôs as entranhas do governo Lula.
O autoritarismo, a arrogância e, sobretudo, o prejulgamento contido no ajetivo “inimaginável” é algo que deve ser posto em evidência, e merecem alguns comentários para afastar mal entendidos. Uma absolvição, por parte do STF, não significa, necessariamente, um atestado de idoneidade. Fernando Collor foi absolvido das acusações que pesavam contra ele no STF. A absolvição refere-se exclusivamente à acusação específica em curso num processo. Diferentemente do Congresso, que faz julgamentos políticos, e sobretudo dos jornais ou da “opinião pública”, onde o preconceito, a emoção e o embate ideológico desempenham os papéis principais, os ministros do Supremo devem julgar a culpabilidade dos réus somente com base em provas materiais. Se estas não forem suficientes, serão absolvidos. Vale lembrar que o dano político causado ao PT e a muitos de seus caciques pelo escândalo do mensalão foi a maior punição já imposta a um partido desde muitas décadas. Jamais um partido apanhou tanto como o PT por causa desse escândalo, que ninguém nega que tenha ocorrido, e que tenha sido grave. O que está em discussão é o que ele foi, em verdade: e tudo indica que ele foi um caso de caixa 2. Não se trata de “negar a existência do mensalão”, mas de apontar os exageros e a atmosfera mítica e monstruosa que a mídia tenta lhe associar. Foi um caso de caixa 2 tão grave quanto o mensalão original, protagonizado pela mesma pessoa, Marcos Valério, na eleição estadual de 1996 para o governo de Minas, envolvendo o então candidato Eduardo Azeredo.

No Globo, Merval Pereira usa a mesma estratégia, de reverberar o fantasma do mensalão para distrair a platéia de um escândalo de proporções infinitamente maiores: a privataria no governo FHC. Não digo isso para que esqueçamos um roubo em função de outro mais grave, mas porque em relação a este último temos fatos novos.

O mensalão petista movimentou cerca de 20 milhões de reais, dentro de uma campanha presidencial cujos recursos contabilizados legalmente chegaram perto de 1 bilhão. É outra mentira, portanto, o exagero de que se trata do maior escândalo de corrupção da história. Foi um dos menores na hierarquia dos valores financeiros – o que não significa que tenha a mesma posição na subjetiva hierarquia de valores morais.

Em todos os textos citados há claras ameaças veladas aos ministros encarregados de tocar o julgamento do mensalão, e uma notória antipatia por Joaquim Barbosa. Merval intitula seu texto da forma mais agressiva e direta possível: “Suspeição”, e questiona sem papas na língua a idoneidade de Lewandoswki, inclusive citando, despudoramente, uma conversa pessoal do ministro ao celular, flagrada por repórteres por ocasião dos debates para aceitar ou não a denúncia do procurador geral.

A faca no pescoço, de que falava Lewandoswki, empunhada pela imprensa e encostada na carne dos juízes, continua no mesmo lugar.

Como eu ia dizendo, todo esse melodrama em torno do mensalão, que irá a julgamento somente em 2013, constitui uma estratégia defensiva em relação a escalada de ataques políticos que a mídia e o PSDB vem sofrendo desde o lançamento do livro de Amaury Ribeiro, com novas denúncias e documentos sobre a privataria tucana.

O assunto tem invadido as redações de todas as maneiras. Hoje temos as seguintes notinhas que furaram o bloqueio.

No Estadão, temos uma matéria na capa da seção de política.

Vem acompanhada de um ataque do PSDB ao PT.

No Globo, temos notinha no Panorama Político, do Ilimar Franco:

Na Folha, temos duas notinhas no Painel, da Renata Lo Prete:
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Aliás, a segunda nota traz uma informação alarmante: irá mesmo o PT enterrar esta CPI? Como assim não tem objeto específico? O livro de Amaury não traz nada além de “objetos específicos”! São pessoas, documentos, datas, tudo documentado com uma especificidade de fazer inveja ao um microbiologista. Mas eu acho que tem erro na nota. Maia se referia à CPI da Corrupção.

Ainda na Folha, a coluna da Monica Bergamo, no caderno Ilustrada, também publicou notinhas sobre o mesmo assunto:


http://www.ocafezinho.com/2011/12/14/ma ... do-amaury/
Marona: Por que a imprensa finge que não vê o livro do Amaury?
14 December 2011 3 comentários

Por Mario Marona, em seu blog.


Deve ser possível contar nos dedos quantos amigos José Serra tem nas redações. Quase ninguém na mídia é “serrista”. Não nas redações dos jornais, das tevês e das rádios. Há exceções claro, e pelo que soube esta semana o editor-chefe de um grande jornal teria trabalhado para Serra, mas isto não significa que ele tenha pelo ex-chefe profunda admiração. Serra também não deve ter muitos amigos entre os acionistas das empresas de comunicação. Serra sempre foi apenas uma alternativa possível da imprensa a Fernando Henrique Cardoso para enfrentar Lula e, depois, a candidata de Lula.

Quem finge gostar de Serra nas redações, excetuando os amigos do peito, caso ele os tenha, na verdade não gosta mesmo de Serra – apenas o prefere a Lula. Jornalista que apoia Serra – de novo com as exceções possíveis – o faz por não gostar de Lula, e não gosta de Lula por vários motivos, razoáveis ou não: preconceito, antagonismo político, por considerá-lo populista, por conservadorismo, preferência clara por FHC etc. A imprensa protege Serra por falta de coisa melhor. Fará o mesmo com Aécio Neves, caso ele vire candidato, por motivo idêntico.

Não corre risco de perder quem apostar que Ricardo Noblat não tem qualquer identificação com Serra. Não seria estranho descobrir que Eliane Cantanhêde, Dora Kramer, Lúcia Hipólito e tantos outros, mesmo que queiram no poder alguém que considerem melhor que Lula e Dilma, e certamente querem, ficariam satisfeitos se a opção não fosse Serra nem Aécio. Especulo sobre a vontade destes poucos jornalistas, todos muito conhecidos, mas poderia estar falando da maioria. Cito-os porque estão entre os mais citados.

Serra não é diferente da maioria das fontes: detesta jornalista. Também não gosta de dono de jornal, mas os adula e quase sempre obtém deles o que precisa. Serra gostaria de demitir qualquer jornalista que fizesse matéria negativa para a imagem dele, e é possível que já tenha conseguido isso, embora não seja provável que tenha sido bem sucedido na maioria das tentativas. Hoje em dia, isto não é tão fácil como já foi.

E é aqui que trago ao assunto o livro “A privataria tucana”, sobre o qual a imprensa tradicional faz pesado silêncio.

Decididamente, os colunistas e os editores, pelo menos a maioria, não estão fingindo ignorar o livro de Amaury Ribeiro Jr para proteger Serra. Suspeito que até que alguns achariam divertido ver Serra em maus lençóis, tendo que se explicar sobre as acusações que sofre no livro.

Também não creio realmente que colunistas e editores desprezem o livro porque acreditam que Amaury foi contratado por assessores da campanha petista no ano passado para espionar Serra ou vender informações contra os tucanos. Todos eles sabem que esta foi uma, e apenas uma, das mentiras inventadas durante a campanha.

Este foi um dos fatos “esquentados” na campanha para beneficiar a oposição. Para os jornais e para as emissoras que dedicaram enorme espaço e tempo a este factóide fica muito difícil, agora, admitir que “não foi bem assim”. Como seria difícil, mesmo agora, noticiar que a agenda de Lina Vieira jamais apareceu e que Rubnei Quicoli já confessou que mentiu. Como foi difícil admitir com clareza que a ficha policial atribuída a Dilma era uma montagem mal feita.

Isto seria mais do que um “erramos”. Seria um “mentimos”.

Os jornalistas também sabem que, mesmo sendo meio falastrão e parecendo um tanto estabanado, Amaury é um grande repórter, é honesto e não está mentindo ou, para ser mais isento, pelo menos acredita que está contando a verdade. Sabem, por fim, que a origem desta história que resultou num livro está na reação de Aécio Neves a uma ação mafiosa típica dos serristas.

Por que, então, os colunistas, editores e jornalistas da maioria dos grandes veículos fingem ignorar o livro?

Porque obedecem à linha editorial dos jornais e das emissoras em que trabalham. Obedecem, agora, e sempre obedeceram. [E aqui, em nome da isenção, acrescento a parte que me toca: eu mesmo, quando trabalhei nas grandes redações, me sujeitei à linha editorial dos veículos e se eventualmente me insurgia internamente contra elas, tentando modificá-las, nunca deixei de seguí-las disciplinadamente, uma vez derrotado em minhas posições. Ou pedia o meu boné.]

O que mudou, então? Por que os jornalistas se vêem obrigados a depreciar publicamente um colega de profissão, como o Amaury, com quem, aliás, muitos deles conviveram amistosamente? E por que estamos vendo jornalistas importantes entrando em guerra com seus leitores por causa de um livro que, se pudessem, tratariam como notícia ou comentariam?

Arrisco uma resposta: porque hoje os leitores pisam nos calos destes jornalistas, o que há uma década atrás – ou menos – não acontecia.

No meu tempo, e vale dizer também no tempo do Noblat, da Dora, da Eliane, do Merval, o leitor não existia como figura real. Era um anônimo, mal representado, diariamente, em uma dúzia de cartas previamente selecionadas para publicação e devidamente “corrigidas” em seus excessos de linguagem. Tem gente que não lembra, porque começou a ler jornal depois, mas naquele tempo nem e-mail existia, exceto, talvez, como forma de comunicação interna das empresas.

Noblat, Dora, Merval, Eliane [e eu] escreviam, editavam e publicavam o que queriam, desde que não contrariassem os acionistas, representados pelos diretores de redação. Por acaso, dois dos citados foram diretores de redação e eu fui editor-chefe adjunto no Globo e editor-chefe do JN. Não eram – não éramos – contestados por ninguém. Quem não gostasse que se queixasse ao bispo, ao editor de cartas – por carta, claro – ou então que suspendesse a assinatura ou mudasse de canal.

Publicavam o que queriam, autorizados pelos donos, e continuam agindo da mesma maneira, mas hoje são imediatamente incomodados, cobrados, questionados, xingados pelos leitores, por e-mail, em blogs, por tuites e por caneladas no Facebook.

Fazem a mesma coisa – obedecer à linha dos seus jornais – só que agora têm que dar explicações a um grupo crescente de chatos, nem sempre bem educados, e não podem botar a culpa no patrão. Não podem dizer no twitter: “Olha, gente, eu não vou escrever sobre o livro do Amaury porque o meu jornal decidiu ignorá-lo, pelo menos por enquanto”.

Aparentemente, só existe uma opção: justificar a censura do livro nos seus veículos por meio da depreciação do autor, que está sendo chamado de louco e de venal – o que ele nunca foi, nem quando era um deles, época em todos o exaltavam como um dos maiores repórteres do país. Mesmo porque o ex-PM João Dias, o escroque Rubnei Quicoli e até Pedro Collor nunca foram tratados como cidadãos de reputação ilibada e nem por isso deixaram de ser considerados fontes válidas por estes e por quase todos os demais jornalistas. E estas fontes nem se deram ao trabalho de tentar provar o que diziam.

A alternativa a declarar-se censurado ou tolhido é entrar em guerra com uma parte dos leitores, buscando apoio em outra parte, neste caso naquela que detesta Lula, Dilma e o governo petista. Cobrados, reagem no mesmo tom. Acossados, pedem ajuda ao “outro lado”.

O autor deste texto trabalhou em pequenos e em grandes veículos. Também trabalhou como assessor de imprensa de empresários e de políticos, de vários matizes. É o que faz agora, como redator, razão pela qual fechou temporariamente o blog que mantinha para emitir opiniões. Entende que assessoria de imprensa, ainda que seja um trabalho digno e necessário, não é jornalismo, porque não lhe dá o direito à isenção. Continua analisando a imprensa, como cidadão, de maneira não-metódica, mas toma o cuidado de não depreciar pessoalmente aqueles que eventualmente critica. Não se julga melhor do que ninguém, nem sabe, francamente, como agiria hoje, na mesma situação dos colunistas e jornalistas dos grandes veículos – exceto que, talvez, evitasse o twitter e o Facebook, onde o confronto é muito mais agressivo.

Mas aos que alegam que é preciso ignorar o livro do Amaury porque ele foi acusado disso ou daquilo e não seria um autor confiável, responde com uma experiência pessoal. Editor do Globo em 1992, uma noite recebeu na redação o livro “Passando a limpo, a Trajetória de um Farsante”, de autoria de, vejam só, Dora Kramer e Pedro Collor de Mello. O livro trazia acusações tão pesadas contra Fernando Collor que, em alguns casos, a prova dependeria de exame de corpo de delito. O editor teve que ler o livro em duas horas, para escrever uma resenha rápida, que seria publicada na edição do dia seguinte.

Naquela época, no Globo e, creio, nos demais jornais, não era possível ignorar uma peça de acusação tão enfática, ainda que desprovida de provas. Nem era possível guardar para ler depois. E pouco importava se a origem das acusações de Pedro contra Fernando era uma briga entre irmãos envolvendo até mulher. Era notícia, e pronto.

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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#25 Mensagem por Carnage » 18 Dez 2011, 16:09

http://www.estadao.com.br/noticias/naci ... ,0.htm?p=1
Livro usa papéis da CPI do Banestado contra tucanos
Em 'A Privataria Tucana', Amaury Ribeiro Jr., indiciado pela PF, mostra documento inédito sobre suposta evasão de divisas
15 de dezembro de 2011 | 22h 40
Daniel Bramatti, de O Estado de S.Paulo


Com 15 mil exemplares vendidos em menos de uma semana, segundo a editora Geração Editoria, o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., revela documentos inéditos da antiga CPI do Banestado que apontam supostas movimentações irregulares de recursos por pessoas próximas ao ex-governador José Serra (PSDB).

Segundo os papéis da CPI – que investigou, entre 2003 e 2004, um esquema de evasão de divisas do Brasil –, o empresário Gregório Marin Preciado, casado com uma prima de Serra, utilizou-se de uma conta operada por doleiros em Nova York para enviar US$ 1,2 milhão para a empresa Franton Interprises, que seria ligada ao ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira.

Indicado por Serra para o Banco do Brasil no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio é apontado na obra como suposto articulador da formação de consórcios que participaram do processo de privatização, graças a sua influência na Previ, fundo de pensão dos funcionários do banco estatal.

O autor do livro foi indiciado no ano passado pela Polícia Federal por supostamente participar da violação do sigilo bancário de parentes e pessoas próximas a Serra, então candidato à Presidência. O objetivo seria a montagem de um dossiê contra tucanos. Ribeiro Jr. nega e acusa o deputado Rui Falcão (PT), então coordenador da campanha de Dilma Rousseff, de ter furtado dados sobre Serra de seu computador.

O jornalista diz, no livro, que Ricardo Sérgio controlava empresas em paraísos fiscais que teriam recebido supostas propinas de beneficiados pelo processo de privatização, entre eles o próprio Preciado, representante da espanhola Iberdrola na época em que a empresa comprou três estatais de energia no Brasil.

O elo entre a Franton Interprises e Ricardo Sérgio, segundo o autor, é uma “doação” de R$ 131 mil feita à empresa pelo ex-diretor do BB, em 1998. A operação é citada em documento da CPI do Banestado reproduzido no livro.

A mesma empresa Franton recebeu US$ 410 mil de uma empresa pertencente ao grupo La Fonte, de Carlos Jereissati, que adquiriu o controle da Telemar (atual Oi) durante a privatização da antiga Telebrás.

A CPI mista terminou em dezembro de 2004 sem que o relatório final fosse votado. Relator da comissão na época, o deputado José Mentor (PT-SP) afirmou que os dados que constam do livro fazem parte de um relatório parcial sobre Ricardo Sérgio, feito a pedido da Justiça Federal. “O repórter obteve os papéis na Justiça”, disse Mentor. “Jamais vazei documentos.” O presidente da CPI era o tucano Antero Paes de Barros, que se desentendeu com Mentor ao longo das investigações. Todos os documentos obtidos pela CPI, na época, foram enviados ao Ministério Público Federal.

Dívidas.

Ao descrever laços entre personagens do processo de privatizações ocorrido nos anos 90, Ribeiro Jr. também recupera episódios já publicados pela imprensa, como a redução de dívidas de empresas de Marin Preciado no Banco do Brasil quando Ricardo Sérgio era diretor.

Entre 1995 e 1998, segundo o Ministério Público Federal, duas empresas de Preciado obtiveram desconto de cerca de R$ 73 milhões em um empréstimo que, originalmente, era de US$ 2,5 milhões. O valor final da dívida, segundo o livro, chegou a pouco mais de R$ 4 milhões.

“O autor não tem idoneidade nem qualificação para escrever o que foi apresentado”, disse o advogado Wagner Alberto, que defende Preciado. “Esses dois casos (remessas de recursos e desconto nas dívidas) já foram amplamente debatidos e analisados pela Justiça, que os considerou improcedentes. Recomendo que a imprensa analise os autos dos processos do Banco do Brasil e as decisões das instâncias em Brasília, Bahia, São Paulo e São Bernardo do Campo, algo que o autor não fez.” O Estado procurou ouvir a versão de Ricardo Sérgio e deixou recados em sua empresa, mas não houve resposta.

A Privataria Tucana também aborda a sociedade entre Verônica Serra, filha do ex-governador, e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, na empresa Decidir.com, sediada em Miami. De acordo com o autor, a empresa foi transformada em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas e, de lá, injetou recursos em uma empresa brasileira que tinha Verônica Serra como vice-presidente, a Decidir do Brasil.

Ribeiro Jr. afirma na obra que começou a pesquisar o entorno do ex-governador no final de 2007, quando recebeu do jornal onde trabalhava, O Estado de Minas, a incumbência de descobrir quem eram “os arapongas que estavam no encalço do governador de Minas, Aécio Neves”, que então disputava com Serra a indicação para concorrer à Presidência pelo PSDB. Segundo o repórter, os passos de Aécio eram seguidos por um grupo de inteligência a serviço de seu adversário paulista.

Procurado para comentar o conteúdo do livro, José Serra não se manifestou. Na terça-feira, em Brasília, ele qualificou a obra como “lixo”. O Estado também procurou o deputado Rui Falcão, sem obter resposta.

A Geração Editorial informou que 30 mil exemplares do livro devem chegar hoje às lojas.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassi ... o-silencio
O dinheiro sem carimbo e os partidos
Por Maria Cristina Fernandes
Do Valor Econômico


Deputado cassado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson é réu no inquérito do mensalão. Responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Policial Militar no Distrito Federal, João Dias está preso. Agrediu um sargento que tentava contê-lo no Palácio do Buriti onde entrou com um pacote de R$ 159 mil em espécie.
Jornalista e ex-assessor da campanha petista em 2010, Amaury Ribeiro Jr. foi indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes: violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e oferta de vantagem a testemunha.
div style="text-align: justify;">
Com a denúncia de que o governo Luiz Inácio Lula da Silva pagava mesada a sua base parlamentar, Jefferson provocou um dos escândalos políticos de maior repercussão da história da República. Com a acusação, da qual voltaria atrás na defesa apresentada por seus advogados no Supremo, Jefferson pôs em risco o mandato de Lula e levou 40 réus a serem arrolados no Supremo Tribunal Federal.
Pela denúncia de que recursos públicos destinados a um programa de formação de núcleos esportivos em escolas públicas estavam sendo desviados para Ongs ligadas ao PCdoB, Dias precipitou a queda do titular do Ministério dos Esportes, Orlando Silva, um ex-presidente da UNE que estava no cargo havia cinco anos.
Tanto PSDB quanto PT mantiveram lavanderias em ação
Jefferson e Dias denunciaram esquemas ilícitos dos quais foram participantes. A valoração, pela Justiça, de depoimentos de suspeitos e até criminosos condenados, deu curso ao instituto da delação premiada.
A suspeição que recaía sobre ambos não impediu que os depoimentos de Jefferson e Dias, com ampla divulgação nos meios de comunicação, tivessem desdobramentos políticos e jurídicos significativos.
É com base nesses precedentes que cresce, na internet, a indignação com os escassos desdobramentos nos jornais e nos meios políticos das denúncias publicadas pelo jornalista Amaury Ribeiro no livro "A Privataria Tucana" (Geração Editorial, 344 páginas).
Contratado como elo da assessoria de comunicação da campanha petista e o universo da arapongagem, o jornalista foi indiciado no inquérito que apura a violação do sigilo fiscal de dirigentes tucanos e familiares do ex-candidato à Presidência, José Serra.
O livro é uma compilação de documentos que sugerem lavagem de dinheiro da privatização. O autor revela vínculos entre muitos dos personagens que estiveram ligados à venda das estatais, às campanhas do PSDB e à família de Serra, mas, apesar da farta documentação, não encontra carimbo no dinheiro lavado. Talvez pela simples razão de que o jornalismo não é dotado de meios policiais e jurídicos para identificar o carimbo.
Muitos personagens dos governos do PSDB e do PT que enriqueceram às custas de tráfico de influência e informação privilegiada passaram incólumes pela imprensa porque embolsaram dinheiro lavado. Uma única operação da Polícia Federal apurou que entre 1996 e 2002, no auge das privatizações, evadiram-se U$ 30 milhões pelas chamadas contas CC5, criadas pelo Real para liberalizar o fluxo de capitais.
Muito mais fácil do que identificar o carimbo nesse dinheiro é descobrir e, com toda razão publicar, a história de um ministro que um dia teve duplo emprego.
A indignação de internautas questiona por que os jornais que já execraram a família de Lula não se ocupam em seguir as pistas dos familiares de Serra que o livro revela.
Num tempo em que se derrubam ministros como quem preenche uma cartela de bingo talvez esteja fora de moda lembrar que o jornalista pode achar que apura como um promotor e julga como um magistrado, mas o jornal não tem como abrigar plenamente o direito de defesa e, por isso, não substitui a Justiça.
Isso não desmerece a reportagem. Muito pelo contrário. O valor do jornalismo investigativo está em identificar os interesses em disputa e revelá-los ao público. Propagar unicamente a munição que vem de um dos lados é partidarismo.
O livro é menos partidário do que o uso que se faz - e não se faz - dele. Depois de ter chegado às livrarias na última sexta-feira, teve sua primeira edição esgotada em 48 horas. O espaço que lhe dedicam os blogs é inversamente proporcional à centimetragem impressa. No fosso entre uma e outra abordagem está a constatação de que face às chances de se identificar o dinheiro carimbado, tanto tucanos quanto petistas preferiram deixar as lavanderias funcionando.
Boa parte da documentação de que se vale o livro é originária da CPI do Banestado, instalada no primeiro ano do governo Lula. Se houvesse real interesse em pôr freio à lavagem, ali teria sido o momento.
O volume de informações fiscais, bancárias e telefônicas levantado por aquela comissão foi mais do que suficiente para se fechar o ralo. Mas o relator (José Mentor), petista, ocupou-se em tentar incriminar o ex-diretor do BC, Gustavo Franco, pela liberação da remessa de recursos para o exterior sem a identificação do remetente. Deparou-se com o presidente da comissão (Antero Paes de Barros), tucano, disposto a sugerir o indiciamento do então presidente do BC, Henrique Meirelles, por ter se utilizado de uma conta de doleiros para transferir U$ 50 mil para o exterior. O resultado é que dois relatórios foram apresentados e nenhum foi aprovado.
Nos documentos da CPI já se viam as digitais do Rural, o que não impediu que o banco fosse o escolhido para a lavanderia do mensalão. Visadas, as agências de publicidade pouco a pouco foram cedendo espaço aos escritórios de advocacia na intermediação do dinheiro que a política busca esquentar.
No projeto de lei sobre lavagem de dinheiro que tramita no Congresso, a OAB faz pressão contra o artigo que obriga os advogados a revelar a origem dos recursos com que seus clientes pagam os honorários advocatícios. E encontra defensores de PT a PSDB.
Mesa de ontem no Casserole, centro de São Paulo, reunia o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, um dos principais personagens do livro, o ex-ministro da Casa Civil do governo Fernando Henrique Cardoso, Clóvis Carvalho, e o advogado José Carlos Dias.

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Carnage
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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#26 Mensagem por Carnage » 18 Dez 2011, 16:11

http://www.tijolaco.com/dinheiro-nao-te ... fareja-se/
Dinheiro não tem cheiro? Tem, e fareja-se

Quem acompanha este blog tem visto que, rastreando o depósito de empresas-fantasmas no paraíso fiscal das Ilhas Virgens apontado no livro de Amaury Ribeiro Jr – “A Privataria Tucana” – sabe que começamos encontrando o representante da Citco – aquela famosa PO Box 662 de Tortola – aqui no Brasil.

O senhor José Tavares de Lucena, contador, que abriga a sucursal brasileira da empresa. E é, ao lado de seu sócio e vizinho de prédio, na Bernardino de Campos, 98, Paraíso ( Paraíso, bairro paulistano, bem entendido) de um senhor, também contador, Jobelino Vitoriano Locateli, o administrador da Rádio Holdings – pertencente a Paulo Henrique Cardoso – que é sócia da Walt Disneu na Rádio Itapema. As três empresas situam-se no prédio aí da foto, no 14° andar. Jobelino fica três andares abaixo, no 11°.

Neste prédio estão sediadas dezenas das mais de 250 empresas que a Junta Comercial de São Paulo indica terem Tavares e Jobelino como proprietários, administradores ou procuradores.

Seria normal, pois são contadores, profissão legítima e que presta inestimável apoio legal a micro e pequenas empresas que não podem ter contadorias próprias, embora existam e possuam sede onde realmente funcionam.

Mas não é o caso desta dupla, descrita pela Istoé como “sócios em uma consultoria especializada em trazer multinacionais para o Brasil”. Dezenas de filiais de empresas estrangeiras representadas pela dupla estão registradas no mesmo prédio e até no andar da Rádio Holding. As empresas que representam são graúdas, muito graúdas, como as Select Brazil Investimentos Imobiliários I, II e III, que a gente já mostrou aqui, que receberam um aporte de cerca de R$ 130 milhões do JP Morgan, aquele mesmo banco que comprou – embora não apareça isso na Jucesp – a Portal de Documentos S.A. , nomeou dois americanos como conselheiros e fez de Verônica Serra sua procuradora.

Ali, naquele 14° andar, tem sede até uma empresa chamada Ryder do Brasil Ltda.- cujo objeto destacado é “SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO MECÂNICA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES” – e não tem mais filiais, embora tenha um capital social de quase R$ 54 milhões, 96 % deles pertencente a um escritório de investimentos na Holanda, a RSI Holding B.V. Deve ter bons elevadores, o prédio.

Tavares é um homem discreto, que mora modestamente em São Caetano do Sul, conforme consta dos registros da Jucesp. Discreto, mas descuidado, porque aparece com dois CPFs diferente nas empresas Select-JPMorgan-Citibank International. A bagunça é tanta que trocaram os CPFs e forneceram como seu o do moçambicano Décio Golins NG Deep, que é da empresa TMF, ex-Serplac, que montou as pequenas firmas que os dois bancões estrangeiros fizeram elevar o capital de R$ 1.200 para R$ 130 milhões. Por isso, Tavares de Lucena aparece com um CPF incorreto, como aliás aparecem os dois americanos do JP Morgan que Veronica Serra representa na Portal de Documentos SA.

Já Jobelino Locatelli não é tão discreto. Há 12 anos atrás, abriu suas intimidades pessoais para a edição de 2° aniversário da Revista Época, cuja a imagem se reproduz ao lado. Ali, aliás, é identificado como advogado, embora não seja registrado na Ordem, segundo pesquisa no site da OAB-SP.

Mais recentemente tem falado à imprensa como CEO da Grant Thornton Brasil, na verdade quatro empresas que mantém com em sociedade com Lucena, sem qualquer participação acionária da Grant Thornton International, depois que o escritório que a representava no Brasil era outro e se juntou à empresa de auditoria Ernst&Young.

Esta Grant Thorthon, que funciona no mesmo escritório da Radio Holdings, da Radio Itapema-Disney, da Citco do Caribe e da oficina mecânica Ryder do Brasil, diz, no seu site, que tem “uma equipe de profissionais competentes, liderada por responsáveis com uma vasta experiência nos mais diversos ramos de atividade”. Deve ser duro fazer consultoria econômica com tanta gente e tanto barulho, não é? Ainda mais que lá no prédio é a sede do Facebook no Brasil, da Netscape (para quem responde pelo registro de dezenas de domínios de internet), da Netflix. Todas, claro, com Jobelino como diretor ou administrador.

Aos 72 anos, realmente, é um homem de grande vigor, dirigindo duas centenas de empresas e, certamente, dezenas de milhares de funcionários naquele prédio.

PS. Não, isso nada tem a ver com a redução do IPI para máquinas de lavar, recentemente adotadas pelo Governo. E espero não estar atrapalhando o pessoal da Polícia Federal. Só usei a consulta pública da Junta Comercial de São Paulo. É só fazer o cadastro, procurar pelo nome e abrir os documentos.
http://www.tijolaco.com/margot-a-ex-soc ... ica-serra/
Margot, a ex-sócia de Verônica Serra

Graças ao leitor Ivan, a gente confere que, de fato, a D. Verônica Serra é a representante da OEP, braço do JP Morgan, em seus investimentos no Brasil.

Está lá, no Valor Econômico, que a Portal de Documentos SA foi mesmo comprada pelo banco, por um valor entre US$ 100 e 200 milhões de dólares.Diz o jornal:

“De acordo com Verônica, não haverá mudanças na gestão da empresa investida. “A One Equity não entra nas companhias para fazer mudanças no dia a dia. A atuação é feita por meio do conselho de administração”, diz. Dos seis assentos do conselho, a One Equity terá três deles. Além da própria Verônica, estão nele Christian Ahrens e Brad Coppens, diretores do braço de investimentos do J.P. Morgan.”

Embora a transação seja de 1° de fevereiro deste ano, não há registro dela na Junta Comercial, muito embora Serra, Ahrens e Bradley ( o Brad), estejam desde esta época lá como conselheiros. Donde se pode, despreparados como somos, concluir que foram vendidas três cadeiras no conselho da empresa, não parte da empresa. Ou será que eles mandam na empresa, mas não respondem societariamente por isso?

Bem, mas a matéria nos aponta que o negócio foi feito pela Pacific Investimentos, uma das empresas de Verônica.

Um empresa recente, criada em março do ano passado, com um capital de R$ 268.834,00. Três sócios de R$ 1,00, para constar e R$ 188.181 de Verônica e R$ $ 80.650 para a cidadã americana Margot Alyse Greenman.

Em apenas cinco meses, em agosto, esta eficientíssima empresa consegue lucros de R$172.930 – uma proeza fantástica, pois menos de 30% do capital registrado tinha sido integralizado, ou R$ 82, 6 mil - e estes lucros são distribuídos da seguinte forma: a sócia majoritária, Veronica Serra, fica com menos, R$ 80.650 – pagos à vista – e Margot com R$92.280, sendo R$ 24.280 cash e o resto na forma de um Corolla 2008, flex, pertencente à empresa. Como o carro foi contabilizado como lucro, não deve ter feito parte da integralização do capital.

No mesmo dia 25 de agosto, D. Margot vai embora, a bordo do Corolla, da empresa, que passa a ser toda, exceto por R$ 2, de Verônica Serra.

Com D. Margot, vão embora as ligações formais da Pacific Investimentos com o nome Morgan e com o Caribe.

Porque D. Margot é uma mulher muito presente nestes negócios.

Logo em setembro ela é admitida como diretora da Solfin Securitizadora de Crédito, que muda de nome para Financial Crédito, e que salta de um capital de R$ 10 mil para R$ 65 milhões. Lá, ela tem a companhia, como colegas de diretoria, do ex-presidente do BNDES, José Pio Borges, e o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda de FHC,Winston Fritsch.

Mas, deslocando-se com seu Corolla, ela acha tempo para representar, como diretora financeira, os modestos R$ 200 que a MR Brasil Empreendimentos Imobiliários adquire na Financial 1 Desenvolvimento Imobiliário, criada em 13 de outubro de 2010. E ela já representava esta empresa nas participações de R$ 160 na Abioye Empreendimentos e de ser diretora da Financial ABV, outra empresa modesta, de apenas R$ 1 mil de capital social.

Uma trabalheira, sobretudo para quem, dois dias antes de fundar a empresa em sociedade com Verônica Serra, era admitida como administradora da Acelo Participações, fundada por membros de um escritório de advocacia e que, naquele mesmo dia 3 de março os substituia pela Morgan Rio Interests II, PLC e pela MR (bom abreviar, não é?) Aflilliants II, LLC, ambas sediadas na 9 West 57TH Street, 26 ° andar, em Nova York. Com D. Margot e com as MR, o capital da empresa, que era de R$ 1 mil, foi subindo até chegar aos R$ 20.718.966 de hoje.

Com tudo isso, D. Margot – e participando de outras empresas, que não listo por piedade do leitor – ainda participava de seminários, como representante no Brasil do Morgan Rio Capital Manegement.

Este fundo, dirigido pelo sr. Jacobo Buzali, tem escritório em Nova York e está sediado – adivinhou? – nas Ilhas Cayman, mais precisamente na 27 Hospital Road, 5TH Floor, P.O. BOX 10293, no Citi Hedge Fund Services , no Cayman Corporate Centre, em Georgetown.

Ou o mundo é pequeno ou o Caribe é grande, o que vocês acham?

PS. Os documentos, como sempre aqui, são públicos. Estão na Junta Comercial de São Paulo. Basta fazer o cadastro e acessar.

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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#27 Mensagem por Fireheart » 18 Dez 2011, 17:11

Taiado escreveu:Sinceramente:

1) Vcs não podem acreditar que com o Lula e o PT seja diferente disso;
2) Qualquer q seja o ser humano que chegue a estes cargos, não dá para esperar coisa diferente;
3) Os politicos são apenas o reflexo da população;
4) Cuidado com suas convicções políticas, muito provavelmente seu ídolo vai te meter um chifre pior do que vc fosse casado com atriz porno especialista em gang-bang.

Brasil, mostra a sua cara...

Concordo. E acrescento: alguém já leu ou viu a mídia divulgar o livro "O Chefe" do Ivo Patarra?

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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#28 Mensagem por roladoce » 18 Dez 2011, 17:31

Fireheart escreveu:
Taiado escreveu:Sinceramente:

1) Vcs não podem acreditar que com o Lula e o PT seja diferente disso;
2) Qualquer q seja o ser humano que chegue a estes cargos, não dá para esperar coisa diferente;
3) Os politicos são apenas o reflexo da população;
4) Cuidado com suas convicções políticas, muito provavelmente seu ídolo vai te meter um chifre pior do que vc fosse casado com atriz porno especialista em gang-bang.

Brasil, mostra a sua cara...

Concordo. E acrescento: alguém já leu ou viu a mídia divulgar o livro "O Chefe" do Ivo Patarra?
So uma pergunta!!?

Esse livro, tem documentados registrados, como provas!!!?

Ou é livro feito de "ouvir dizer"?

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Carnage
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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#29 Mensagem por Carnage » 18 Dez 2011, 17:48

Fireheart escreveu:Concordo. E acrescento: alguém já leu ou viu a mídia divulgar o livro "O Chefe" do Ivo Patarra?
Existe uma grande diferença entre os dois livros.

"O Chefe" teve sim divulgação no seu lançamento. AInda dei uma procurada, encontrei algumas notas, esta por exemplo:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/livr ... ouca.shtml

Sobre as disponibilidade do livro gratuitamente na internet:
http://www.observatoriodaimprensa.com.b ... a-internet

Agora, enquanto o livro Privataria é fruto de uma investigação jornalística minuciosa que apresenta fatos novos e provas sobre estes fatos, listando crimes que teriam sido cometidos que nunca foram devidamente investigados ou processados, o livro "O Chefe" se trata apenas de uma compilação dos fatos noticiados, majoritariamente sobre o casdo do Mensalão. Não apresenta nenhum fato que já não tenha sido exaustivamente noticidiado e que já não tenha sido investigado e seja alvo de processo correndo. Ou seja, é apenas um registro hitórico. São duas coisas muito diferentes.

Da palavra do próprio autor:
Meu livro não é investigatório. Ele contém as investigações feitas. Eu compilei e organizei os documentos investigatórios e o equilíbrio que eu dei foi em cima da reiteração e confirmação das denúncias. Tirei todo o ruído, a contra-informação do governo, que procurava minimizar e comparar o escândalo do mensalão com o que aconteceu com a mal-sucedida candidatura de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais. São fatos incomparáveis. Uma é candidatura mal-sucedida ao governo. A outra [o mensalão] é o governo federal constituído usando o esquema do Marcos Valério para distribuir, comprar e subornar parlamentares no Congresso.

(...)

Não. Ficará valendo enquanto documento porque O Chefe é um diário desses 403 dias do escândalo do mensalão.

“Este livro é um empenho pela memória. Tantos os caminhos da corrupção, dos personagens corruptores e corrompidos, que ao longo dos 403 dias de crise esquecemos, nos cansamos, ficamos anestesiados, descrentes. Temos de lembrar. Lembrar para não repetir... Lula não queria a verdade. Não a quer. O chefe de tudo foi, desde o início, como se verá no dia-a-dia dos acontecimentos, o próprio presidente Lula”.

(...)

Por que você utilizou como fonte somente a mídia impressa?

I.P. – Entrou um pouco de TV e rádio, mas as investigações foram conduzidas basicamente pelas três revistas, por ordem de importância: Veja, Época e IstoÉ, e os jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, O Globo e Correio Braziliense. Foram esses os sete veículos de comunicação que conduziram todo o processo de apuração. O Congresso sempre a reboque da imprensa e, por incrível que pareça, também a Procuradoria Geral da República ficou a reboque.
Além disso, todo o processo atual do Mensalão aponta pra que não houve nenhuma "compra de votos". O que houve foi caixa dois de campanha e falcatruas com dinheiro pra campanha. O mais gritante é que os parlamentares supostamente comprados já era do próprio PT e da base aliada. Pra que o PT ia comprar votos de quem já votaria com eles? O crime é caixa dois, e pelo que vi, o livro falha em apontar que seria diferente disso e quanto mais o tempo passa mais fatos parecem desmentir a tese dele.

Lógico que o livro é importante enquanto documento histórico do caso do mensalão, afora supostas possíveis falhas, mas acredito que não houve por parte da mídia interesse em alardeá-lo justamente por ele tratar apenas de coisas que a própria mídia já cansou de falar em tanto tempo.

Livros como "Lula minha Anta" do Diogo Mainaird e "O país dos Petralhas" do Reinaldo Azevedo tiveram muita divulgação, bem mais que a Privataria teve até agora. E pra se ter uma idéia, "Petralhas" foi lançado em 2008 e até hoje vendeu pouco mais de 50 mil cópias, cifra que o "Privataria" vai atingir em menos de duas semanas, me parece. Mesmo assim nunca houve nenhum "terrorismo" contra estes livros para a sua não publicação.

O autor de "O Chefe" fala de editoras que não quiseram o publicar por "medo de retaliação". Mas ele se recusa a revelar que editoras seriam estas... Oras, se o governo nunca barrou extensas reportagens contra ele, se não barrou livros como estes que citei ou como o "Honoráveis Bandidos" que ataca o Sarney, porque haveria de tentar barrar ou retalar um livro que apenas relata o que já saiu nos jornais sobre sua corrupção? Me parece delírio.

Link para o livro "O Chefe"
http://www.escandalodomensalao.com.br/

O livro "Privataria" trás coisas novas e acusações supostamente com provas contra gente que nunca foi processada. É de uma dimensão muito diferente.

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Carnage
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Re: “A PRIVATARIA TUCANA” O MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DA HISTORIA DESSE PAÍS.

#30 Mensagem por Carnage » 18 Dez 2011, 20:26

http://blogs.estadao.com.br/jt-politica ... o-governo/
MP abre investigação sobre contrato do governo

xxxxxxxxx SERAPIÃO

O Ministério Público abriu inquérito para apurar possíveis irregularidades na contratação da Fence Consultoria pela Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp).

A investigação foi solicitada pelo deputado estadual Simão Pedro (PT) após o JT revelar, em setembro, que a empresa – classificada pelo próprio dono como prestadora de serviços de “contrainformação” e “varreduras” contra escuta telefônicas – foi contratada na gestão do ex-governador José Serra (PSDB) sem licitação. Para a Prodesp, a empresa era a única no mercado que atendia a todas as necessidades e, por isso, não era necessária licitação.

“Solicitei a investigação para saber por que Serra contratou essa empresa para prestar serviços que a Secretaria de Segurança poderia desenvolver”, explicou o petista, para quem a contratação visava “custear com dinheiro público e dar legalidade ao serviço de arapongagem contra inimigos políticos do ex-governador”. O governo e a Fence afirmam que os serviços ocorreram apenas dentro da Prodesp, em suas linhas telefônicas, sem acesso a qualquer outro órgão da administração.

Do ex-chefe de comunicação do extinto Serviço Nacional de Informações Ênio Fontenelle, a Fence foi contratada em julho de 2008 e atuou até setembro deste ano, já na gestão Geraldo Alckmin. No total, recebeu R$ 2,6 milhões por “serviços técnicos especializados em segurança de comunicações em sistemas de telefonia fixa” nos “ambientes internos e externos”.

Histórico

Com sede no Rio de Janeiro, a Fence também foi contratada por Serra quando o tucano comandava o Ministério da Saúde, no governo FHC. Em 2002, durante a eleição presidencial, foi acusada pelo então PFL de ser a responsável pela escuta clandestina que levou a Polícia Federal a encontrar R$1,4 milhão no cofre da empresa Lunus, do marido da governadora do Maranhão e possível candidata à presidência no lugar de Serra, Roseana Sarney. A empresa nega.

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