
Gripe Suina
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Vão ficar mais restritivas...ussama escreveu:sera que as putas entraram em recesso?
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Sim, as putas vão ficar mais retraidas....
Agora mesmo que não vão querei beijar na boca.
Agora mesmo que não vão querei beijar na boca.
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Sobre o assunto Gripe Suína, olhem que interessante essa reportagem da Wired:
http://www.wired.com/science/discoverie ... ntech_0324
http://www.wired.com/science/discoverie ... ntech_0324
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gripe suina dificulta a pesquisar antes de postar o tema do topico embaixo deste é exatamente o mesmo
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Pronto, agora estão unidos.kank escreveu:gripe suina dificulta a pesquisar antes de postar o tema do topico embaixo deste é exatamente o mesmo
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VERDADE.Roy Kalifa escreveu:Sim, as putas vão ficar mais retraidas....
Agora mesmo que não vão querei beijar na boca.
OUTRO PROBLEMA ESTARÁ COM OS AMIGOS QUE GOSTAM DE TRAÇAR UMA GORDA, AQUELAS ENORMES PORCAS PELANCUDAS. CUIDADO AMANTES DE PORCAS.
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O grande problema é essa cultura de achar que epidemias são coisa de terceiro mundo e de eras antigas. Se esquecem que

camus escreveu: Na verdade, ao ouvir os gritos de alegria que vinham da cidade, Rieux lembrava-se de que essa alegria estava sempre ameaçada. Porque ele sabia o que essa multidão eufórica ignorava e se pode ler nos livros: o bacilo da peste não morre nem desaparece nunca, pode ficar dezenas de anos adormecido nos móveis e na roupa, espera pacientemente nos quartos, nos porões, nos baús, nos lenços e na papelada. E sabia, também, que viria talvez o dia em que, para desgraça e ensinamento dos homens, a peste acordaria seus ratos e os mandaria morrer numa cidade feliz.
Isso é o que preocupaDriller escreveu:Vão ficar mais restritivas...ussama escreveu:sera que as putas entraram em recesso?

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Agora, olhando pelo outro lado: será que os clientes vão voluntariamnete ficar mais restritivos, coisas como só deixar fazer oral com? 

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Última pandemia de gripe, em 1968, matou 1 milhão
No último século, houve apenas 3 pandemias de gripe
Apesar das várias ameaças de pandemia de gripe, no último século foram registradas apenas três casos de epidemias globais, a última delas há mais de quatro décadas.
Em 1968, a propagação de um vírus da gripe originado em Hong Kong provocou a morte de 1 milhão de pessoas, segundo as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Antes disso, em 1957, cerca de 2 milhões de pessoas morreram em consequência da "gripe asiática", originada na China.
As pandemias de 1957 e 1968 foram relativamente leves em comparação à gripe espanhola, que matou até 50 milhões de pessoas entre 1918 e 1919 e infectou cerca de 40% da população mundial.
Ameaças
Apesar de não ter havido nenhuma pandemia de gripe após 1968, houve desde então várias ameaças e alertas da OMS.
Nos últimos anos, vários países do mundo vinham se preparando para uma possível propagação do vírus da gripe aviária, cujos primeiros casos foram registrados em 1997.
O quadro de pandemia não se concretizou até hoje, porém, com apenas raros casos de contágio entre seres humanos do vírus H5N1, causador da gripe aviária. Na grande maioria dos casos, a contaminação ocorreu por contato com aves infectadas.
No atual foco de gripe suína, originado no México, apesar de o novo tipo do vírus H1N1 ter aparecido inicialmente em porcos, a propagação da doença tem ocorrido por meio de contágio entre seres humanos.
Isso levou a OMS a elevar na segunda-feira o nível de alerta para a gripe suína de 3 para 4 numa escala até 6. No caso da gripe aviária, o nível de alerta nunca havia chegado a 4.
Em 2005, a OMS havia estimado que uma eventual pandemia de gripe aviária poderia provocar entre 2 milhões e 7,4 milhões de mortes em todo o mundo. Segundo a organização, essa era uma estimativa conservadora, baseada em dados da pandemia de 1957, considerada leve.
As epidemias anuais de gripe comum costumam atingir de 5% a 15% da população e provocam entre 250 mil e 500 mil mortes anuais, principalmente entre idosos.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticia ... s_rw.shtml
Brasil não está preparado para alta letalidade de gripe suína, diz infectologista
Alessandra Corrêa
Da BBC Brasil em São Paulo
O infectologista Stefan Cunha Ujvari, autor do livro A história da humanidade contada pelos vírus, disse em entrevista à BBC Brasil que o país não está preparado para uma epidemia de gripe suína de alta taxa de mortalidade.
"Se (o vírus) tiver mortalidade baixa, não vai haver tanto impacto na população. Mas se a mortalidade for maior do que a do vírus da gripe normal, não vamos estar preparados", afirma Ujvari, que é médico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.
Na segunda-feira, o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Agenor Álvares, afirmou que não há motivo para alarme no país. A Anvisa disse que o governo brasileiro vai utilizar o mesmo plano de contingência criado em 2006 para combater a gripe aviária, com monitoramento de passageiros provenientes de locais afetados pelo vírus e distribuição de folhetos explicativos sobre a doença.
Ujvari diz que as medidas anunciadas pelo governo são corretas, mas que mesmo assim é muito difícil que o vírus da gripe suína não chegue ao Brasil e, nesse caso, as filas nos hospitais públicos vão aumentar e não haverá leitos suficientes, "não apenas para internação, mas também para isolar os pacientes".
O especialista afirma também que os estoques de medicamentos no país não devem ser suficientes no caso de uma epidemia.
Mesmo sem precisar o número de leitos ou o estoque de medicamentos que seriam necessários para conter uma epidemia, Ujvari afirma que o país não tem estrutura para lidar com o problema. "Já é difícil tratar os casos de dengue."
Mortalidade
A gripe suína é causada por uma versão mutante do vírus H1N1. Diferentemente da gripe aviária, que era transmitida de animais para seres humanos, esse vírus se propaga de pessoa para pessoa.
Segundo Ujvari, ainda é preciso conhecer o vírus um pouco mais para saber sua taxa de mortalidade e o quanto é agressivo.
"O número de casos ainda é muito pequeno", diz o infectologista. "Começou a aumentar em uma região isolada, ganhou outras nações, outro continente. Está se alastrando, e vamos começar a ver os casos."
O atual surto de gripe suína começou no México, onde suspeita-se que mais de 150 pessoas tenham morrido em decorrência da doença, e já se espalhou por outros países.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já elevou seu nível de alerta para 4, que representa um aumento significativo no risco de pandemia.
Na noite de segunda-feira, o Ministério da Saúde divulgou um comunicado em que afirma que "até o momento não há evidências" da ocorrência do vírus no Brasil.
"O Ministério da Saúde acompanha o estado de saúde de 11 viajantes procedentes de áreas afetadas que apresentaram alguns sintomas clínicos", diz a nota. "Até o momento, nenhuma dessas pessoas preenche a definição de caso suspeito."
De acordo com Ujvari, é essencial diagnosticar os casos rapidamente para conter o avanço do vírus e orientar a população.
Para o especialista, é provável também que haja muitos alertas falsos. "É o pânico da epidemia."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia ... i_ac.shtml
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http://www.ecoagencia.com.br/?open=arti ... lRaVXTWJVU
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
A gripe suína e o monstruoso poder da indústria pecuária
Em 1965, havia nos EUA 53 milhões de porcos espalhados entre mais de um milhão de granjas. Hoje, 65 milhões de porcos concentram-se em 65 mil instalações.
Por Mike Davis
A gripe suína mexicana, uma quimera genética provavelmente concebido na lama fecal de um criadouro industrial, ameaça subitamente o mundo inteiro com uma febre. Os brotos na América do Norte revelam uma infecção que está viajando já em maior velocidade do que aquela que viajou a última cepa pandêmica oficial, a gripe de Hong Kong, em 1968.
Roubando o protagonismo de nosso último assassino oficial, o vírus H5N1, este vírus suíno representa uma ameaça de magnitude desconhecida. Parece menos letal que o SARS (Síndrome Respiratória Aguda, na sigla em inglês) em 2003, mas como gripe, poderia resultar mais duradoura que a SARS. Dado que as domesticadas gripes estacionais de tipo “A” matam nada menos do que um milhão de pessoas ao ano, mesmo um modesto incremento de virulência, poderia produzir uma carnificina equivalente a uma guerra importante.
Uma de suas primeiras vítimas foi a fé consoladora, predicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na possibilidade de conter as pandemias com respostas imediatas das burocracias sanitárias e independentemente da qualidade da saúde pública local. Desde as primeiras mortes causadas pelo H5N1 em 1997, em Hong Kong, a OMS, com o apoio da maioria das administrações nacionais de saúde, promoveu uma estratégia centrada na identificação e isolamento de uma cepa pandêmica em seu raio local de eclosão, seguida de uma massiva administração de antivirais e, se disponíveis, vacinas para a população.
Uma legião de céticos criticou esse enfoque de contrainsurgência viral, assinalando que os micróbios podem agora voar ao redor do mundo – quase literalmente no caso da gripe aviária – muito mais rapidamente do que a OMS ou os funcionários locais podem reagir ao foco inicial. Esses especialistas observaram também o caráter primitivo, e às vezes inexistente, da vigilância da interface entre as enfermidades humanas e as animais. Mas o mito de uma intervenção audaciosa, preventiva (e barata) contra a gripe aviária resultou valiosíssimo para a causa dos países ricos que, como os Estados Unidos e a Inglaterra, preferem investir em suas próprias linhas Maginot biológicas, ao invés de incrementar drasticamente a ajuda às frentes epidêmicas avançadas de ultra mar. Tampouco teve preço esse mito para as grandes transnacionais farmacêuticas, envolvidas em uma guerra sem quartel com as exigências dos países em desenvolvimento empenhados em exigir a produção pública de antivirais genéricos fundamentais como o Tamiflu, patenteado pela Roche.
A versão da OMS e dos centros de controle de enfermidades, que já trabalha com a hipótese de uma pandemia, sem maior necessidade novos investimentos massivos em vigilância sanitária, infraestrutura científica e reguladora, saúde pública básica e acesso global a medicamentos vitais, será agora decisivamente posta a prova pela gripe suída e talvez averigüemos que pertence à mesma categoria de gestão de risco que os títulos e obrigações de Madoff. Não é tão difícil que fracasse o sistema de alertas levando em conta que ele simplesmente não existe. Nem sequer na América do Norte e na União Européia.
Não chega a ser surpreendente que o México careça tanto de capacidade como de vontade política para administrar enfermidades avícolas ou pecuárias, pois a situação só é um pouco melhor ao norte da fronteira, onde a vigilância se desfaz em um infeliz mosaico de jurisdições estatais e as grandes empresas pecuárias enfrentam as regras sanitárias com o mesmo desprezo com que tratam aos trabalhadores e aos animais.
Analogamente, uma década inteira de advertências dos cientistas fracassou em garantir transferências de sofisticadas tecnologias virais experimentais aos países situados nas rotas pandêmicas mais prováveis. O México conta com especialistas sanitários de reputação mundial, mas tem que enviar as amostras a um laboratório de Winnipeg para decifrar o genoma do vírus. Assim se perdeu toda uma semana.
Mas ninguém ficou menos alerta que as autoridades de controle de enfermidades em Atlanta. Segundo o Washington Post, o CDC (Centro de Controle de Doenças) só percebeu o problema seis dias depois de o México ter começado a impor medidas de urgência. Não há desculpas para justificar esse atraso. O paradoxal desta gripe suína é que, mesmo que totalmente inesperada, tenha sido prognosticada com grande precisão. Há seis anos, a revista Science publicou um artigo importante mostrando que “após anos de estabilidade, o vírus da gripe suína da América do Norte tinha dado um salto evolutivo vertiginoso”.
Desde sua identificação durante a Grande Depressão, o vírus H1N1 da gripe suína só havia experimentado uma ligeira mudança de seu genoma original. Em 1998, uma variedade muito patógena começou a dizimar porcas em uma granja da Carolina do Norte, e começaram a surgir novas e mais virulentas versões ano após ano, incluindo uma variante do H1N1 que continha os genes do H3N2 (causador da outra gripe de tipo A com capacidade de contágio entre humanos).
Os cientistas entrevistados pela Science mostravam-se preocupados com a possibilidade de que um desses híbridos pudesse se transformar em um vírus de gripe humana – acredita-se que as pandemias de 1957 e de 1968 foram causadas por uma mistura de genes aviários e humanos forjada no interior de organismos de porcos – e defendiam a criação urgente de um sistema oficial de vigilância para a gripe suína: advertência, cabe dizer, que encontrou ouvidos surdos em Washington, que achava mais importante então despejar bilhões de dólares no sumidouro das fantasias bioterroristas.
O que provocou tal aceleração na evolução da gripe suína: Há muito que os estudiosos dos vírus estão convencidos que o sistema de agricultura intensiva da China meridional é o principal vetor da mutação gripal: tanto da “deriva” estacional como do episódico intercâmbio genômico. Mas a industrialização empresarial da produção pecuária rompeu o monopólio natural da China na evolução da gripe. O setor pecuário transformou-se nas últimas décadas em algo que se parece mais com a indústria petroquímica do que com a feliz granja familiar pintada nos livros escolares.
Em 1965, por exemplo, havia nos Estados Unidos 53 milhões de porcos espalhados entre mais de um milhão de granjas. Hoje, 65 milhões de porcos concentram-se em 65 mil instalações. Isso significou passar das antiquadas pocilgas a gigantescos infernos fecais nos quais, entre esterco e sob um calor sufocante, prontos a intercambiar agentes patógenos à velocidade de um raio, amontoam-se dezenas de milhares de animais com sistemas imunológicos muito debilitados.
No ano passado, uma comissão convocada pelo Pew Research Center publicou um informe sobre a “produção animal em granjas industriais”, onde se destacava o agudo perigo de que “a contínua circulação de vírus (...) característica de enormes aviários ou rebanhos aumentasse as oportunidades de aparição de novos vírus mais eficientes na transmissão entre humanos”. A comissão alertou também que o uso promíscuo de antibióticos nas criações de suínos – mais barato que em ambientes humanos – estava propiciando o surgimento de infecções de estafilococos resistentes, enquanto que os resíduos dessas criações geravam cepas de escherichia coli e de pfiesteria (o protozoário que matou um bilhão de peixes nos estuários da Carolina do Norte e contagiou dezenas de pescadores).
Qualquer melhora na ecologia deste novo agente patógeno teria que enfrentar-se com o monstruoso poder dos grandes conglomerados empresariais avícolas e pecuários, como Smithfield Farms (suíno e gado) e Tyson (frangos). A comissão falou de uma obstrução sistemática de suas investigações por parte das grandes empresas, incluídas algumas nada recatadas ameaças de suprimir o financiamento de pesquisadores que cooperaram com a investigação.
Trata-se de uma indústria muito globalizada e com influências políticas. Assim como a gigante avícola Charoen Pokphand, sediada em Bangkok, foi capaz de desbaratar as investigações sobre seu papel na propagação da gripe aviária no sudeste asiático, o mais provável é que a epidemiologia forense do vírus da gripe suína bata de frente contra a pétrea muralha da indústria do porco.
Isso não quer dizer que nunca será encontrada uma acusadora pistola fumegante: já corre o rumor na imprensa mexicana de um epicentro da gripe situado em torno de uma gigantesca filial da Smithfield no estado de Vera Cruz. Mas o mais importante – sobretudo pela persistente ameaça do vírus H5N1 – é a floresta, não as árvores: a fracassada estratégia antipandêmica da OMS, a progressiva deterioração da saúde pública mundial, a mordaça aplicada pelas grandes transnacionais farmacêuticas a medicamentos vitais e a catástrofe planetária que é uma produção pecuária industrializada e ecologicamente bagunçada.
Mike Davis é professor no departamento de História da Universidade da Califórnia (UCI), em Irvine, e um especialista nas relações entre urbanismo e meio ambiente. Ex-caminhoneiro, ex-açogueiro e ex-militante estudantil, Davis é colaborador das revistas New Left Review e The Nation, e autor de vários livros, entre eles Ecologia do Medo, Holocaustos coloniais, O monstro bate a nossa porta (editora Record), e Cidade de quartzo: escavando o futuro em Los Angeles (Boitempo) Também é membro do Conselho Editorial de Sin Permiso.
Artigo publicado originalmente no The Guardian (27/04/2009). Publicado também, em espanhol, no Sin Permiso. Reproduzido da Agência Carta Maior.
Tradução: Katarina Peixoto.
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http://www.viomundo.com.br/voce-escreve ... ismo-mata/
Gripe suína: neoliberalismo mata
Eduardo (28/04/2009 - 01:52)
Atualizado e Publicado em 28 de abril de 2009 às 06:01
A gripe suína só atingiu a proporção que tomou no México por causa dos anos seguidos de governo de direita por lá. É como se o PSDB tivesse estivesse no poder aqui no Brasil desde 1990.
Se a "epidemia" de sequestros e descontrole da ordem já demonstravam a (triste) falência do estado mexicano (causada pelos conservadores, fraudadores de eleições), essa gripe suína vem demonstrar a impotência do governo de nosso irmão latino para conter a epidemia.
Para que tenham uma ideia, agora (pouco depois da 0h do dia 28), o México tem apenas 20 casos confirmados (menos até que os EUA) e milhares de casos suspeitos. As mortes no México também carecem de confirmação.
Passeando pelos blogs e portais mexicanos e da comunidade latina, é possível encontrar relatos de pessoas que estão no Mexico, e creditam a crise ao governo, que sucateou estrutura do sistema de saúde.
O estoque de Tamiflu [uma das drogas eficazes (e assunto para um artigo de cunho mais conspiracionista sobre a alta das vendas de remédios e ações de laboratórios)] é baixo por lá, e até domingo, não se tinha perspectiva de comprar mais .
Os laboratórios mexicanos, simplesmente não são dotados de infra-estrutura para confirmar os casos. Eles os tratam como suspeitos, e não se tem certeza se os mortos morreram ou não da gripe norte-americana (como a Organização Internacional e Epizotias sugere que ela seja chamada).
A combinação Nafta conservadorismo de direita privatizações falta de políticas públicas causou tudo isso.
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http://noticias.uol.com.br/ultnot/inter ... 9u915.jhtm
27/04/2009 - 11h27
Organização pede que gripe suína passe a ser chamada de gripe da América do Norte
Paula Laboissière
Da Agência Brasil
Em Brasília
A Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) divulgou nota hoje (27) pedindo que a gripe suína passe a ser chamada de gripe da América do Norte, uma vez que o vírus causador da doença, até o momento, não foi isolado em animais.
"Não se justifica o nome dessa doença como gripe suína", diz o comunicado. A OIE lembrou que outras epidemias de gripe humana com origem animal foram denominadas de acordo com a origem geográfica, como a gripe espanhola e a gripe asiática. "Seria lógico que essa doença se denominasse gripe da América do Norte."
A organização pede "urgência" na realização de pesquisas científicas que comprovem se os animais estão suscetíveis ao vírus e também na implementação de medidas de segurança, como a vacinação dos animais.
"A gripe que surgiu no México realça a necessidade de se ter, em todo o mundo, uma rede veterinária que permita a detecção precoce de agentes patogênicos emergentes com potencial impacto na saúde pública".
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http://www.observatoriodaimprensa.com.b ... =535IMQ008
GRIPE SUÍNA
O Globo veste marrom
Por Luciano Martins Costa em 28/4/2009
Comentário para o programa radiofônico do OI, 28/4/2009
O noticiário internacional sobre a expansão da gripe suína se divide entre os jornais de maior prestígio, que trazem informações oficiais e recomendações à população, e os chamados tablóides, modo genérico de qualificar a imprensa de má qualidade, que sai com manchetes alarmantes e pouca informação útil. No Brasil, o papel dos tablóides – ou, como chamamos, da imprensa marrom – foi assumido pelo Globo com sua manchete: "Gripe se alastra no mundo e Brasil mostra despreparo".
Nos demais jornais brasileiros e na imprensa internacional de qualidade, a informação predominante dá conta de que a Organização Mundial de Saúde elevou o nível de alerta porque o vírus demonstra capacidade de transmissão entre humanos, o que pode facilitar sua expansão muito rapidamente em grandes cidades.
Embora os casos confirmados se restrinjam a cinco países – México, Estados Unidos, Canadá, Espanha e Escócia – o Globo entendeu que o vírus "se alastra no mundo". É um caso de alto alarmismo e baixo jornalismo.
Realidade distorcida
Dos três chamados grandes jornais de influência nacional, o Globo tem se caracterizado pela linguagem menos refinada e pelas escolhas de manchetes mais ruidosas. Quando se trata de casos de corrupção ou de violência extremada, pode-se justificar. Mas, no caso de um risco para a saúde pública, o gosto pelo escândalo pode representar um desserviço à sociedade.
Quando a notícia de um fato que pode causar pânico na população é produzida com os cuidados necessários, um número maior de pessoas procura adotar as medidas recomendadas pelas autoridades e a sociedade reage melhor.
Quando a mesma notícia produz mais alarmismo do que informação útil e segura, o resultado pode ser a irracionalidade coletiva, que reduz as chances de sucesso das ações preventivas.
No caso da gripe suína, todos os grandes jornais, com exceção do Globo, apresentam, em suas primeiras páginas, recomendações e dicas para que os leitores tenham uma idéia mais clara dos cuidados a serem tomados. Entre essas recomendações, uma das mais importantes é evitar a automedicação.
A manchete do Globo distorce a realidade, gera pânico, desinforma e nada garante que ajude a vender jornal. Então, para que o alarmismo?
Liberdade e responsabilidade
A escolha do Globo, que contrasta com as dos outros grandes jornais brasileiros, abre espaço para um bom debate sobre liberdade e responsabilidade no jornalismo. Além de informar pouco e fazer muito barulho, a primeira página do Globo de terça-feira (28/4) mistura a notícia sobre o grave perigo de uma epidemia mundial a querelas da política, ao inserir uma charge no meio da notícia principal. Na charge, o presidente da República aparece desenhado, com um guarda-chuva, sob uma chuva de porcos, e a frase: "Mais essa agora".
Ora, que graça pode haver em ilustrar a notícia sobre o risco de uma pandemia de graves consequências com preocupações eleitorais do presidente da República? Ou será que os editores pretendiam relacionar a figura do presidente à afirmação sacada na manchete, segundo a qual "o Brasil mostra despreparo" para enfrentar um surto de gripe?
No momento em que o Supremo Tribunal Federal se reúne para votar a extinção da Lei de Imprensa, a edição de terça-feira (28) do Globo pode servir como bom exemplo de mau jornalismo – ou de como a liberdade de imprensa deveria ser acompanhada de muita responsabilidade.
Alberto Dines:
O fim da Lei da Imprensa, que deve ser votado nos próximos dias no Supremo Tribunal Federal, vai criar as condições para um jornalismo mais livre, mais qualificado e mais responsável? Sem a Lei de Imprensa poderemos dispor de um leque maior de opções de informação? A Lei de Imprensa representa o fantasma da ditadura. Convém substituí-lo pelo fantasma da desregulação total?
Não perca a edição televisiva desta terça-feira do Observatório da Imprensa. Às 22h40, ao vivo, pela TV Brasil. Em São Paulo pelo Canal 4 da Net e 181 da TVA. E também pela TV aberta, canal 2 VHF e 32 UHF (transmissora da zona rural); em SP, canal digital 63 UHF. Pela Net, canais 16 (DF) e 18 (RJ e MA); e pela Sky-Direct TV, canal 116.
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Será que o tal do fim do mundo pregado para 2012 se dará pela gripe suína ?
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