Prostitutas contra o preconceito

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Re: Prostitutas contra o preconceito

#151 Mensagem por marvosa5 » 02 Out 2013, 09:24

Talvez ela seja boba "florestal", ou talvez não...

A procura é muito maior que a oferta, principalmente considerando que as boas GPs são minoria. Logo, as boas GPs nunca ficam sem clientes, e elas são inteligentes, também procuram fidelizar os melhores.

Pior seria ela fazer muita propaganda, sair marcando com várias pessoas ao mesmo tempo, atender sem qualidade e ainda cobrar caro ::basta::

E não pode ser como a outra celebridade, que não beija, não chupa, não faz anal, não tem local, cobra 400 contos, e diz na TV que "entrou nessa porque gosta de sexo"... ::basta::

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Re: Prostitutas contra o preconceito

#152 Mensagem por EXT » 02 Out 2013, 21:06

Lola Benvenutti em http://www.lolabenvenuttioficial.com.br ... t%C3%A1vel escreveu: Perda lamentável
por Lola Benvenutti • 18 Comentários • 13.10.2013

Olá pessoal,

Este fim de semana foi triste para mim. Na sexta feira, recebi a notícia de que Gabriela Leite havia falecido. Não sabe quem é? Pois é....ela não teve um filme com uma atriz gostosa representando sua vida, mas escreveu um livro que é poesia e aprendizado puros e teve sua história representada no teatro, na peça Mãe, avó e PUTA- uma entrevista, sob direção de Guilherme Leme.

Na década de 70, estudou Ciências Sociais na USP e trabalhou como prostituta na Boca do Lixo, em São Paulo, na Zona Boêmia, de Belo Horizonte e na Vila Mimosa, no Rio.

Militando pela regulamentação da profissão de prostituta, organizou o primeiro encontro nacional de prostitutas em 1987 e em 1992, fundou a ONG Davida. Em 2005, criou a grife Daspu,em ironia à grife de luxo Daslu, visando fundos para a ONG.

Gabriela Leite morreu aos 62 anos, vítima de câncer e deixou como legado não apenas toda a sua determinação e amor à profissão, mas também a lei que tramita no congresso sob a batuta de Jean Wyllis, para legalização da p rostituição, cujo nome não poderia ser mais apropriado: Lei Gabriela Leite.

Ter assistido a todas as entrevistas e lido a vida dessa mulher fizeram com que eu a admirasse e respeitasse profundamente. Deixo aqui, como homenagem àquela que tanto idolatro, um trecho de sua incrível autobiografia: Filha, Mãe, avó e PUTA.

"A EXCLUSÃO DA DIFERENÇA

Uma vez eu estava na porta do apartamento de um prédio de prostituição quando desceu do elevador um homem negro, com graves defeitos físicos. Ele tinha os braços contorcidos, paralisados. Andava arrastando os pés bem devagar e falava com dificuldade. Ele veio direto até onde eu estava e perguntou quanto era. Eu imediatamente disse um preço bem alto, muito maior do que o normal, para que ele nao me quisesse. Ele aceitou. Entramos no quarto e eu estava com ódio, não queria fazer aquele programa. Sentia nojo e pensava em como sair dali quando me dei conta que ele nao conseguia tirar a roupa. Tentava de todas as formas e não conseguia. Fiquei parada olhando aquilo, até que, muito humildemente, ele me pediu ajuda, nesse momento me deu um nó no peito. As lágrimas rolaram. Me toquei do enorme preconceito.

Tirei a roupa dele disfarçando o choro. Chorei por tanta coisa. Chorei de raiva de mim mesma, de vergonha por ter cobrado tão caro e ainda estar com repulsa. Percebi que aquele sujeito era um homem com sentimentos. E me perguntei: "Meu deus, que tipo de mulher sou eu?".

Transar com ele foi muito difícil. Ele não tinha coordenação motora, tinha dificuldade de ereção e não conseguia controlar o próprio peso quando subia sobre o meu corpo. Mas se tornou uma pessoa muito importante para mim. Nunca teria vivido uma experiência assim se não fosse prostituta. Ele passou a ser meu cliente e sempre conversávamos muito. Contei a ele tudo o que tinha me passado pela cabeça da primeira vez e ele disse que havia percebido tudo.

Depois dele tive outros clientes com deficiência física. Cegos, homens com paralisia da cintura para baixo que não tinham ereção mas tinham desejo. Essas pessoas se tornam importantes para nós. Toda prostituta tem clientes assim. Nem todas percebem que esse é um privilégio na nossa profissão, que é uma das suas partes mais nobres. Esse aprendizado da solidariedade, da quebra de preconceitos tão enraizados na sociedade, que cultua o belo e exclui a diferença."



Trecho retirado do livro Filha, Mãe, Avó e PUTA, de Gabriela Leite
Rapidinha com a Lola 03 - Devo me tornar acompanhante?

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A legalização da prostituição.

#153 Mensagem por florestal » 11 Out 2013, 11:36

Morre no Rio a criadora da Daspu, Gabriela Leite.

Uma grande perda para o Brasil e, principalmente, para os brasileiros dos estratos inferiores da sociedade.
[ external image ]

A idealizadora da grife Daspu, Gabriela Leite, morreu de câncer, aos 62 anos, às 19h, no Rio. Ex-prostituta da Boca do Lixo, em São Paulo, da zona boêmia de Belo Horizonte e da antiga Vila Mimosa, no Rio, Gabriela estudou ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP) e lutou pela regulamentação da profissão de prostituta. Será enterrada no sábado.

Em 1987, ela organizou o primeiro encontro nacional de prostituas, no Rio. Em 92, fundou a ONG Davida. Em 2005, Gabriela criou a grife Daspu, em ironia à Daslu, que foi a maior de artigos de luxo do país. Em 2010, foi candidata à deputada federal pelo PV.

Hoje o deputado Jean Wyllys apresentou no Congresso o projeto Gabriela Leite, que regulamenta a atividade dos profissionais do sexo.

-- Gabriela foi uma pessoa público muito importante, que fez diferença -- disse Flávio Lenz, assessor e amigo de Gabriela.
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/pos ... 511677.asp

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Re: Prostitutas contra o preconceito

#154 Mensagem por Comedor da ZN » 18 Nov 2013, 16:58

Essa Lola é esperta, ganha dinheiro de tudo quanto é lado

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Re: Prostitutas contra o preconceito

#155 Mensagem por marvosa5 » 18 Nov 2013, 19:07

Muito lindo a Lola publicar essa história da Gabriela (que pode até ser verdade), até parece que as GPs em geral possuem consciência social... Nem sei porque a gente precisa consultar o GPguia antes de sair com uma garota :roll: ...
davemustaine escreveu:... lembrando sempre que puta não tem amigo, tem cliente. No dia que o seu dinheiro sumir, ela também desaparece.
Eu queria saber se no fim a Gabriela cobrou o valor normal... Nenhuma GP é obrigada a atender alguém (deficiente físico ou não), ela devia ter falado logo a verdade...

E mais sobre a Lola Benvenutti:
-A coragem da Lola é invejável realmente, mas quem quiser ser GP não precisa se expor tanto para a "sociedade" como ela fez, rompendo com a família e com a possibilidade de outros trabalhos "normais".
-Essa história de que GP gasta muito com beleza é bufa fria... GP tem que gastar é fazendo curso de sexo e principalmente de relações humanas ::basta:: ... Se fosse assim as mulheres que não são GPs e ganham pouco não andariam bem arrumadas.
-Ela sabe que a maioria das GPs ganha bem (se quiser), e tá querendo é desestimular outras mulheres para evitar concorrência, porque pelos relatos positivos dela aqui (apenas 1), só mesmo um "banana" (que gosta de apanhar e inversão :shock: ) vai pagar o que ela cobra por um atendimento de meia pataca... Inclusive o primeiro TD dela foi forjado por um forista antigo, expulso pela moderação.
-Tem GP aqui que é 250x mais positivada e melhor que essa Lola, principalmente no preço...
jornal A TARDE entrevistando uma GP escreveu: (...) A jovem diz que é formada em administração e vive bem (...) mas evita revelar a renda mensal. "Receio contar o valor e acabar estimulando muitas adolescentes que ainda não têm maturidade para decidir que profissão desejam seguir (...) Luana deixa escapar apenas que possui renda maior do que a de muitos médicos e advogados (...)

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Prostitutas contra o preconceito

#156 Mensagem por florestal » 22 Nov 2013, 17:14

Eu entendo que a Lola Benvenutti foge ao padrão das garotas que vêm por aqui. Ela possui uma desenvoltura acima da média pelo fato de gostar de ler (as tatuagens dela são frases do Manuel Bandeira e do Guimarães Rosa, que ela disse que leu e gostou). Então não é apenas uma questão de formação superior, pois existem diversas GPs que são formadas, na clínica mesmo que eu vou tem várias. Acontece que nosso ensino é uma droga e um curso superior hoje não significa muito, no caso dela, ela é culta, o que é diferente e os clientes dela devem perceber isso com facilidade. Assim, o cliente que ela pega também é diferente do putanheiro tradicional que vem por aqui; o cliente paga por um serviço que ele considera superior, ficar com uma menina que tem uma erudição muito acima da média. Não é a toa que ela já esta com 21.800 curtidas no Face.

Todo homem que gosta de ler ou que tenha um nível cultural elevado, sempre tende a procurar uma mulher com nível cultural idem, existem diversos casos assim. O DSK, por exemplo, era casado com uma jornalista filiada ao Parti Socialiste e rica; O FHC buscou casar com uma mulher também culta e assim vai. Na hora de escolher uma garota de programa esses homens também vão dar preferência para esse tipo de garota. Daí o sucesso dela, que eu não sei dizer se será constante ou apenas enquanto ela estiver aparecendo na mídia. Ela corre em uma faixa própria, que as outras garotas não querem ou entendem que não compensa ou não sabem trabalhar. Ela é uma prostituta diferente, nem melhor, nem pior, apenas diferente.

Assim, não dá para comparar com as meninas daqui, ela corre em uma faixa específica. Observem que ela não vai posar nas revistas masculinas da forma tradicional, como fazem as outras.

Ela informou no programa da Gabi que tinha cinco assessores e que se considerava empresária. Então ela também contribui para a redução do desemprego e qualquer país desenvolvido sempre estimula as pessoas com esta característica. Além disso, ao se expor publicamente, ela quebra a sacralização do sexo existente na sociedade e patrocinado principalmente pela ideologia dominante dos assuntos sexuais, o que é positivo. A nossa sexualidade vive ameaçada, prova disso é que todos nós vivemos escondidos, com um nick, porque a sociedade aí fora é hipócrita.

De maneira que eu somente vejo aspectos positivos nela e entendo que ela deva ser prestigiada e fazer bastante sucesso. Ela é uma pessoa de boa índole, dotada de princípios. Quanto mais ela aparecer na mídia, melhor será para todos nós que vivemos na putaria.

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Re: Prostitutas contra o preconceito

#157 Mensagem por MrNatural » 22 Nov 2013, 17:41

concordo 100%

O que eu ainda não cheguei a conclusão é se eu deveria ter feito um TD com ela enquanto era tempo ou não...

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#158 Mensagem por florestal » 24 Nov 2013, 22:37

Onde será que está o tópico ao qual ela está se referindo? Será que é por aqui?


http://www.youtube.com/watch?v=UohlFaqv ... e=youtu.be

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Re: Prostitutas contra o preconceito

#159 Mensagem por Comedor da ZN » 25 Nov 2013, 11:01

Essa Lola fala muita merda, e se acha muito. O pior é que muito putanheiro vai sair com ela, só por causa da fama que essa puta tem.

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Re: Prostitutas contra o preconceito

#160 Mensagem por MrNatural » 25 Nov 2013, 11:08

é... eu tb tenho certeza que ela sabe do GPguia.

Quando ela trabalhava aqui, depois que ela começou a anunciar, eu imaginei que para conseguir um TD seria muito concorrido.

E de fato era muito concorrido. Um amigo meu marcou e tomou uma pisada na bola. Pedi para ele postar, mas ficou com medo..

Mas dou todo apoio a ela, mesmo quando ela critica os clientes.
Porque por mais que existam GPs ruins, existem mais clientes ruins.

Em relação aos TDs com ela, de fato a sonegação foi de 100%..... O pessoal da cidade é muito fraco, uma cultura muito atrasada em relação a sexo pago. E ela apareceu justamente aqui. vai entender

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Re: Prostitutas contra o preconceito

#161 Mensagem por Compson » 25 Nov 2013, 11:35

florestal escreveu:Onde será que está o tópico ao qual ela está se referindo? Será que é por aqui?
http://www.youtube.com/watch?v=UohlFaqv ... e=youtu.be
Definitivamente ser puta não é a prioridade profissional da moça...

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#162 Mensagem por florestal » 26 Nov 2013, 14:20

Eu entendo que a maioria das coisas que ela falou é pertinente e que são o resultado de uma evolução do ambiente de putaria. Inclusive eu já havia me manifestado a respeito, quando disse estas coisas:
Eu entendo que o Fórum deva proibir qualquer comentário degradante para a mulher que trabalha oferecendo serviços de natureza sexual, assim sendo, ficariam proibidas de se utilizar expressões como puta (devido a alta conotação negativa que a palavra possui em nossa sociedade), vagabunda, perva, baranga, rampeira e outras expressões, como por exemplo que "as putas são um depósito de porra", que são safadas etc. Tudo isso deveria ser editado e com o tempo não haveriam mais essas expressões pejorativas contra as mulheres.

Deve-se buscar chamá-las da maneira que elas preferem: Garotas de Programa, simplesmente garotas ou acompanhantes.

Deveria ser proibido também qualquer tentativa de diminuir a mulher, afirmando, por exemplo, que puta não serve para nada, que são putas porque não conseguem outras qualificações, que se não quiser ser puta que vá ser faxineira, etc... Qualquer tentativa de diminuir a mulher deveria ser proibida.

Poder-se-ia pensar também em substituir a palavra TD por outra que não tivesse qualquer significado de coisificação da mulher, mesmo se sabendo que não a utilizamos com essa intenção.

Na descrição dos TDs ficaria proibida qualquer menção negativa ao aspecto físico da mulher: peitos caídos, bunda quadrada, flacidez, espinhas no rosto, corte de cesariana, cara estropiada, etc... Esse tipo de coisa visa ofender e não interessa aos demais, o que importa realmente é o atendimento.

Desejo observar que sigo a maioria desses critérios nos meus relatos. O fato de existirem situações piores em outras profissões não significa que não devamos tentar aprimorar o nosso meio.

O preconceito, também chamado de estigma da prostituição, deve ser combatido e é perfeitamente possível fazer com que ele desapareça. Historicamente, os judeus também foram vítimas de preconceito, principalmente à época da Inquisição e hoje ele permanece apenas residual na Europa, não existindo no Brasil. Se foi possível com os judeus, por que não será possível com as Garotas de Programa?
Eu acrescentaria que o adequado é que as garotas tivessem também o direito de resposta, uma réplica e criar também uma tréplica para o forista.

Acredito que com essas inovações estaríamos caminhando no sentido de um avanço nessa questão. Não vejo nenhum problema nessas iniciativas, o que sabemos é que o novo sempre desperta desconfiança e rejeição, mas com o tempo ele acaba se impondo e todos começam a gostar da nova situação, passando a rejeitar a situação anterior.

Por qual motivo fazer essas coisas? Bem, descrever negativamente a garota (peitos caídos, etc.) causa abalos psicológicos, insegurança, depressão e um monte mais de outros problemas negativos (lembram-se do aluno que matou toda uma classe no Rio porque era xingado pelos outros na escola?). E também não há necessidade dessa descrição, ela é feita para ferir, porque as garotas possuem fotos e nas clínicas e privês existe a apresentação; acontece que tem cara que vê, sabe perfeitamente bem com quem está saindo e depois posta essas coisas ou porque quer ofender ou de alegre. Então o ideal é ir educando.

Já com relação aos xingamentos (vagabunda, etc...) existe uma grande violência contra as pessoas que trabalham nessa atividade; todos os dias uma garota de programa é assassinada por esse Brasil afora. E essa xingação favorece essa violência, existem diversos estudos a respeito, a violência contra o diferente começa com os impropérios, inclusive historicamente foi o que aconteceu com os judeus, os homossexuais, os ciganos e os comunistas na Alemanha nazista.

Sobre a violência, desejo transcrever apenas parte do trabalho de uma pesquisadora portuguesa, ela própria vítima de óleo queimado que lhe foi atirado quando ela estava trabalhando na coleta de dados para o seu trabalho:
A violência contra estas mulheres continua evidente?

A violência sobre as pessoas que se prostituem na rua é muito intensa e frequente. As agressões assumem diversas formas: violência física, sexual, psicológica, com maior ou menor gravidade, sendo dirigidas a mulheres, homens e transexuais. Entre as diversas vitimações, destacam-se as agressões físicas directas, incluindo murros, pontapés, ameaças com armas e o arremesso de objectos, a violação ou tentativa de violação, o rapto e os insultos verbais.

Neste estudo destaquei ainda a violência institucional, que decorre do contacto destas pessoas com instituições na área da saúde, da justiça e da segurança social. Como, por exemplo, quando os trabalhadores do sexo são discriminados em instituições de saúde ou quando a polícia não os trata como aos restantes cidadãos.
http://www.oregional.pt/pt/newspaper/33 ... plexo.html
Um clima de bom relacionamento com as garotas favoreceria uma melhora no atendimento. Se a garota atende mal, o ideal é que seja criticada para que passe a atender bem, tem muita novata que quando começa é dura e tudo o mais, com o tempo elas acabam pegando o jeito e passam a atender melhor. Então a finalidade é esta, melhorar o atendimento e denunciar aquelas que querem apenas dar golpes; mas para melhorar o atendimento é preciso que a crítica seja real e bem dosada, nenhuma garota vai melhorar o atendimento sendo chamada de vagabunda.

Politicamente, um clima de animosidade com as garotas não interessa, porque fazemos parte do mesmo ambiente. É bom lembrar que o avanço religioso no Brasil é preocupante, cada vez eles galgam mais cargos e não tenham dúvidas, se eles se sentirem fortes politicamente, eles passariam a perseguir a prostituição mais ainda do que é perseguida, com a polícia dando batidas diariamente em bordéis, principalmente os do interior do Brasil, em cidades médias e pequenas. De maneira que a garota é uma aliada contra essa política.

No mais, considero que a Lola consegue se comunicar muito bem e tenho a lamentar que ela não esteja aparecendo mais na mídia como eu gostaria. No programa da Marília Gabriela ela disse que saiu a primeira vez com 11 anos; hoje, com as leis da Maria do Rosário (PT/RS) é crime punível com 12 anos de cadeia (sem certeza) para o homem. Quantos brasileiros estão presos por esse motivo? Seguramente estamos pagando prisão para um monte de gente que não cometeu crime algum mas permanecem presos por capricho de religiosos que conseguiram impor sua vontade para a sociedade com uma lei totalmente contra os costumes. Enquanto apenas 8% dos homicídios são solucionados as polícias são colocadas para perseguir menores que estão fazendo sexo e fechar bordéis pelo interior do Brasil. Quem sofre com isso? Quem paga a conta? Como não se vê ninguém falar nada contra essas arbitrariedades, então, viva a Lola.

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Re: Prostitutas contra o preconceito

#163 Mensagem por marvosa5 » 26 Nov 2013, 22:36

florestal escreveu:...
descrever negativamente a garota (peitos caídos, etc.) causa abalos psicológicos, insegurança, depressão e
...
Já com relação aos xingamentos (vagabunda, etc...) existe uma grande violência contra as pessoas que trabalham nessa atividade
...
Se a garota atende mal, o ideal é que seja criticada para que passe a atender bem
...
Então a finalidade é esta, melhorar o atendimento e denunciar aquelas que querem apenas dar golpes
...
Existem relatos exagerados e agressivos, mas geralmente são consequência de algum mal que a garota fez, na propaganda ou no serviço. A mulher sabe quando tem os "peitos caídos", se ela se ofende com isso é porque engana a si mesma, e deve ter enganado alguém... O que tem de blogs de GPs por aí, com fotos roubadas de outras GPs ou de modelos que não têm nada a ver com prostituição... Eu já vi até cópia de um site inteiro, no qual não mudaram nem os nomes das mulheres, apenas os telefones...
Infelizmente esse tipo de "mercado" não funciona como uma empresa, não se pode esperar profissionalismo, qualidade, confiabilidade, honestidade...

MrNatural escreveu:...
Eu imagino q ela era mais dominadora, que pegava os caras que gostavam de tomar no rabo e ela não precisava se melecar com nada.
...
Eu também acredito que seja isso, ou então é do tipo conselheira de homens carentes...

E respeitando a opinião de quem gosta, sadomasoquismo nunca foi sexo...

É sim uma forma de prazer, mas se vestir de couro e correntes, trocar agressões ou simplesmente desfilar com um "escravo(a)", fazem parte da complexidade da mente humana mas não é sexo natural e verdadeiro.

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Amsterdã inaugura primeiro museu da prostituição

#164 Mensagem por Compson » 12 Fev 2014, 09:34

Não sei se há um tópico específico para cultura da putaria. Se houver, favor transferir...

Tem um vídeo legal no link:
Amsterdã inaugura primeiro museu da prostituição

Foi aberto em Amsterdã, na Holanda, um museu especializado em prostituição, o Segredos da Luz Vermelha.

Localizado no distrito da Luz Vermelha, o famoso bairro que concentra as atividades das profissionais do sexo, o museu tenta mostrar um pouco da vida das prostitutas.

Os visitantes podem até se sentar em uma janela, e se "expor" aos passantes, a exemplo do que fazem as prostitutas na cidade.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_ ... o_fn.shtml

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Prostituta chinesa, Ye Haiyan, luta contra as trevas em seu país.

#165 Mensagem por florestal » 02 Mar 2014, 12:44

Na China, as autoridades estão fazendo uma campanha contra a prostituição e o nome de Ye Haiyan foi lembrado, como o de alguém que combate as trevas em seu país.
Prostituta por solidariedade

-Esta jovem chinesa lidera a luta para legalizar o ofício mais antigo do mundo em seu país;

-Em 2012 ofereceu seus serviços sexuais para denunciar as duras condições do coletivo.


Não se sabe com exatidão quantas prostitutas existem na China. As estimativas oscilam entre 2 e 10 milhões. O que se sabe com certeza é quem é a mais controvertida defensora de um coletivo que sofre, noite após noite, o acosso, a chantagem e a perseguição da polícia. Ye Haiyan, que levantou a bandeira da legalização do ofício mais antigo do mundo e já há uma década vem utilizando suas palavras e seu corpo para dar voz as trabalhadoras sexuais desse país asiático.

Converteu-se em ativista após conhecer em primeira mão as condições de trabalho dos bordéis. Divorciada de seu marido e com uma filha pequena para sustentar, Ye aceitou o convite que lhe fizeram várias prostitutas para que ficasse com elas enquanto as coisas se arrumavam. Ali escutou suas histórias de sofrimento: as prisões, as multas, as detenções, o medo de levar preservativos - a polícia os utiliza como prova contra elas - a AIDS...

A experiência a marcou. Primeiro abriu um Blog, logo uma Associação e em 2010 organizou em Wuhan - sua cidade natal, capital de Hubei - a primeira manifestação de prostitutas na China. Porém, seu grande golpe de efeito, aquele que chamou a atenção da sociedade sobre um coletivo marginalizado, chegou um pouco mais tarde. Em 2012, alugou um quarto sem janelas em uma pensão de Yulin, na província de Guangxi. Na porta colocou o seguinte letreiro: "Ofereço serviços sexuais gratuitos".

Queria chamar a atenção da sociedade sobre um coletivo que não conhecem e sobre o qual têm muitíssimos preconceitos e fazer com que as pessoas saibam das condições em que estas mulheres fazem seu trabalho, conforme assegurou por telefone a EL MUNDO. Durante dois dias, Ye atendeu aproximadamente a meia dezena de clientes, camponeses e trabalhadores das fábricas próximas. Escreveu sua experiência nas redes sociais. E contou como era a vida nos bordéis mais imundos do país, onde prostitutas de 40, 50 anos, cobram dois euros por programa.

Perseguição do regime

Ye pagou caro por sua audácia em um regime que tolera mal as vozes discordantes. Capangas invadiram sua Associação, a polícia a deteve em várias ocasiões e as autoridades locais a expulsaram de sua casa, a última vez na província de Cantão.

O governo de Pequim criminaliza as prostitutas, os clientes e os empresários da indústria do sexo. Periódicamente as autoridades executam campanhas de mão dura contra os bordéis, como a que começou a duas semanas em Dongguam (Cantão), uma operação que tem se desenvolvido por todo o país e na qual tem sido detidas milhares de pessoas, muitas das quais prostitutas.

"Se deve perseguir a violência, a exploração, o tráfico de mulheres, porém acredito que deveríamos legalizar a prostituição, tanto para as trabalhadoras, quanto para os clientes e intermediários", afirma Ye, desde Wuhan, onde vive nestes momentos. "Assim, ao menos as prostitutas poderiam sair a luz, ocupar seu espaço no sistema legal e proteger melhor seus direitos", afirma.

http://www.elmundo.es/internacional/201 ... b4574.html

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