Gripe Suina

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Re: A vingança dos suinos parte II - Reston-Ebolavirus encontrado em porcos

#361 Mensagem por Austim » 24 Ago 2009, 17:36

Calma pessoal, também acho que não há motivos pra pânico.

Em todo caso, é bom fazer um estoquezinho em casa (estratégico). Arroz, feijão, oleo de soja, sal, açucar, carne seca, café, banha (menos de porco), anti-acidos, leite condensado (adoro), barras de cereais (servem aquelas da GOL e da TAM), caxara de fósfro, velas (inclusive de 7 dias), vaselina, bicarbonato de sódio, dominó, radinho de pilha (c/pilhas alcalinas, duram mais) celular carregado, wish-list, vinho (não esquecer o saca-rôlhas, eu disse rôlhas), ração pro cachorro (se acabar a comida, vc come ele), muita agua (não precisa ser gelada), cópia do código morse, lorax, rivotril, viagra e não esqueçam os cotonetes.

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ZeitGeist
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#362 Mensagem por ZeitGeist » 25 Ago 2009, 00:19

O crematório da Vila Alpina trabalha em escala industrial :twisted:!

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srmadruga
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#363 Mensagem por srmadruga » 31 Ago 2009, 19:04

O Poder da Coincidência:
Alguns Comentários sobre Previsões "Psíquicas"

Coincidências ocorrem na vida de todo mundo. Algumas são triviais, como receber um flush no pôquer, mas outras realmente chamam nossa atenção, como pensar em um amigo que não vemos há anos e recebermos um telefonema dele um pouco depois. O que esses eventos têm em comum é nosso desejo intenso em explicá-los, uma crença de que há uma razão especial para as coisas acontecerem da maneira que elas acontecem. Essas explicações podem variar de um pé de coelho da sorte até uma ligação psíquica com um amigo. O que a maior parte das pessoas não sabem ou não querem acreditar é que coincidências, mesmos as notáveis, não são assim tão surpreendentes. Na verdade a maioria são ocorrências inevitáveis sem nenhum significado especial.

Existem muitas razões simples pelas quais a maioria das pessoas interpreta erroneamente as coincidências:

Humanos têm uma pobre compreensão inata de probabilidade.
Acreditamos que todos os efeitos devem ter causas deliberadas.
Não compreendemos as leis que regem os números verdadeiramente grandes.
Sucumbimos facilmente à validação seletiva -- a tendência de lembrar somente correlações positivas e esquecer um número muito maior de insucessos.
Probabilidade não era uma disciplina muito popular quando fui para a faculdade. Isto é lamentável, porque compreender probabilidade pode dar o poder para apreciar mais grandiosamente o significado, ou a falta de significado, de muitos eventos do dia a dia. Uma compreensão precária de probabilidade e estatística, comum em nossa sociedade, leva as pessoas a se surpreenderem mais do que deveriam quando confrontadas com coincidências, por conseguinte um salto fácil em direção a uma explicação metafísica.

Por exemplo, quais são as chances de duas pessoas terem o mesmo dia de aniversário em uma sala com vinte e três pessoas? Muitas pessoas com quem tenho conversado dizem que deve ser uma em trinta ou mais. Surpreendentemente para a maioria das pessoas, é de somente uma em duas [1]. Desconhecer esse tipo de coisa tem levado muitas pessoas a concluírem que uma vez que suas experiências parecem tão improváveis, talvez elas compartilhem alguma ligação especial ou que uma força sobrenatural as uniu.

O verdadeiro significado de coincidências bizarras pode ser compreendido mais plenamente com o que é chamado de a lei dos números verdadeiramente grandes. Esta lei da estatística amplamente aceita declara que com uma amostra grande o suficiente, mesmo um evento extremamente improvável torna-se provável, e portanto qualquer coisa ultrajante está fadada a acontecer. Um exemplo notável disto ocorreu há alguns anos atrás quando uma mulher de Nova Jersey ganhou duas loterias no prazo de quatro meses. Os jornais anunciaram amplamente que é era uma coincidência de um em dezessete trilhões [2]. Tecnicamente falando, isto é correto; mas é enganador porque é baseado em uma perspectiva muito estreita. A chance de uma pessoa em particular ganhar duas loterias após comprar dois bilhetes é realmente uma em trilhões, mas a probabilidade de alguém ganhar entre os milhões que jogam é de apenas uma em trinta. Essa é a essência da lei dos números verdadeiramente grandes. Quando um número suficiente de pessoas está envolvido, ocorrências "incomuns" tornam-se altamente prováveis. Essa perspectiva dissipa o manto de mistério e coloca o foco no lugar correto, na ciência.

A memória humana não é como um gravador, gravando fielmente todas as experiências. As experiências dramáticas tendem a ser recordadas mais do que outras. Isto leva a um fenômeno chamado validação subjetiva, mais comumente conhecido como memória seletiva. Deste modo é natural lembrar-se de experiências incomuns, mesmo vítimas do Alzheimer com déficits significativos de memória de curto prazo podem relembrar mais facilmente eventos recentes que foram extraordinários. Voltando ao nosso amigo que ligou logo após você pensar nele, esse evento se torna muito menos notável se considerarmos quantas vezes pensamos em amigos que não nos ligaram em seguida.

Um truque comum usado por médiuns (freqüentemente chamado de efeito Jeanne Dixon) é fazer dezenas de previsões sabendo que quanto mais fizer, maiores são as chances de que acerte uma. Quando uma se torna real, o médium conta com que convenientemente esqueçamos os 99% que passaram longe. Isto faz com que as previsões corretas pareçam muito mais devastadoras do que realmente são. Isso é uma forma consciente ou deliberada de validação subjetiva, ou, colocado de uma maneira mais simples, fraude.

Nossas habilidades de detecção de coincidências têm sido finamente afiadas através das eras pela evolução e seleção natural. Ser capaz de identificar correlações significativas entre eventos proporcionaria uma importante vantagem de sobrevivência aos nossos ancestrais que seriam então selecionados através das gerações. Podemos especular, desse modo, que o homem é programado para procurar padrões e conexões por toda parte. A cultura moderna, entretanto, com sua miríade de conexões entre eventos e pessoas, ativa essas capacidades toda vez, levando-nos continuamente a sugerir explicações e invocar forças estranhas -- tais como poderes psíquicos -- que não existem.

Não quero dizer com isto que todas coincidências são sem sentido e deveriam ser ignoradas. De fato, eventos verdadeiramente improváveis podem ter algum significado nas entrelinhas e a busca por suas causas seria um esforço louvável. Entretanto, a vasta maioria das que vivenciamos vem a ser muito mais provável do que parece, se analisada criticamente. Quando isto é levado em conta, junto com nossa propensão em validação seletiva, nosso desejo em acreditar em algo ligado ao destino, e nosso "hardware" de detecção de coincidência, o verdadeiro poder ilusório da coincidência é percebido.

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Carnage
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#364 Mensagem por Carnage » 22 Set 2009, 16:31

http://www.viomundo.com.br/denuncias/fo ... -19-meses/
Folha e gripe suína: dois crimes em 19 meses

Atualizado em 21 de setembro de 2009 às 16:09 | Publicado em 19 de setembro de 2009 às 15:24

por Conceição Lemes

Em 22 de julho, o Viomundo denunciou: Reportagem da Folha sobre gripe suína é totalmente furada; uma irresponsabilidade.

A matéria da Folha de S. Paulo foi publicada no dia 19 de julho, domingo, com esta manchete na capa: Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses. Internamente, no caderno Cotidiano, o título Gripe pode afetar até 67 milhões de brasileiros em oito semanas e o primeiro parágrafo da reportagem, mais atemorizadores, previam uma catástrofe muito pior:

A pandemia de gripe provocada pela nova variante do vírus A H1N1 poderá atingir entre 35 milhões e 67 milhões de brasileiros ao longo das próximas cinco a oito semanas. De 3 milhões a 16 milhões desenvolverão algum tipo de complicação a exigir tratamento médico e entre 205 mil e 4,4 milhões precisarão ser hospitalizados.

Na ocasião, o médico epidemiologista Eduardo Hage Carmo, diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, alertou: “Os parâmetros utilizados pela Folha de S. Paulo são totalmente furados. Não têm base epidemiológica, estatística, científica. Foi um chute a quilômetros de distância do alvo. Uma irresponsabilidade. Ao final desta fase da pandemia os números não serão os da reportagem da Folha. Serão bem menores”.

Hoje, 19 de setembro, faz dois meses (ou nove semanas) que a reportagem da Folha foi publicada. A realidade provou que o doutor Eduardo Hage, do Ministério da Saúde, estava absolutamente certo e a Folha completamente errada.

Nessa quarta, dia 16, o Ministério da Saúde divulgou o balanço da influenza A (H1N1), gripe A, mais conhecida como gripe suína. Nele, estão computados os números de junho, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou a pandemia, até 12 de setembro.

* Nesse período de pouco mais de três meses, foram confirmados 9.249 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza A. São casos graves de gripe pelo novo vírus: as pessoas apresentam febre, tosse e dificuldade para respirar, acompanhada ou não de outros sinais ou sintomas.

* Das 9.249 pessoas que tiveram gripe suína grave, 899 morreram. A taxa de mortalidade é de 0,46 para cada 100.000 brasileiros. É a quinta maior do mundo. Lembrem-se de que os casos, semelhantes à gripe sazonal, comum, representam 95% dos casos.

* Desses 9.249 casos graves, nem todos foram internados. “O fato de nem todos os casos graves de gripe A precisar de internação já evidencia o chute grosseiro do articulista da Folha”, observa Hage. Ele se refere a Hélio Schwartsman, autor da reportagem.

* Ainda existem casos aguardando confirmação laboratorial. Mesmo que todos sejam positivos para gripe suína, não atingiriam o dobro dos já confirmados.

“Este número, portanto, está muito longe da estimativa equivocada de que haveria de 3 a 16 milhões de pessoas com alguma complicação. Longe também se consideramos somente a estimativa de 205 mil a 4,4 milhões de casos”, atenta Hage. “Note que estamos levando em conta aqui um período de mais de três meses, quando o Ministério da Saúde começou a priorizar o monitoramento de casos. Logo, superior aos dois meses da estimativa da Folha.”

A Folha teve esta semana a segunda chance de assumir o erro pela reportagem irresponsável. Lamentavelmente, não o fez. A primeira foi quando questionada por seus leitores e pelo ombudsman Carlos Eduardo Lins e Silva.

Resultado: em 19 meses, a Folha de S. Paulo cometeu dois crimes contra a saúde pública brasileira. Não aprendeu que fazer política com notícias de saúde causa sérios efeitos colaterais e pode até matar.

O primeiro foi em dezembro de 2007/janeiro de 2008 durante a epidemia midiática de febre amarela. Junto com grande parte da mídia corporativa gerou pânico e levou milhões de pessoas a se vacinar inutilmente e a correr riscos desnecessários devido aos efeitos colaterais. Duas morreram estupidamente.

O segundo foi em 19 julho, quando publicou a reportagem com previsões absolutamente furadas sobre a gripe suína no Brasil.

Ambos os crimes com o objetivo político de atingir o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva em benefício do governador José Serra, de São Paulo, candidato da Folha para presidente em 2010. Um jogo mesquinho e sujo em que vale tudo, inclusive prejudicar a população; ela que se dane. Conversamos um pouco mais com o doutor Eduardo Hage sobre o assunto.

Eduardo_Hage_2_1.jpg

Dr. Eduardo Hage, do Ministério da Saúde.

Viomundo – Como o senhor interpreta hoje a reportagem irresponsável da Folha, prevendo números catastróficos de gripe suína no Brasil?

Eduardo Hage – Representou uma tentativa mal sucedida e perigosa de desacreditar o Ministério da Saúde e gerar o pânico na população, utilizando malabarismos estatísticos que, já se sabia, não poderiam ser aplicados para a presente pandemia. Durante a entrevista ao articulista da Folha, eu alertei-o, mas ele ignorou. Indubitavelmente um equívoco colossal que em nada contribuiu para esclarecer a população, apenas confundir e alarmar.

Viomundo – A gripe suína matou até 12 de setembro 899 pessoas. Quantos óbitos a gripe comum causou nesse mesmo em anos anteriores?

Eduardo Hage – Nós temos fechados os dados de 2007. Se juntarmos as mortes por influenza + pneunomias + bronquites, já que muitas vezes uma doença leva à outra, temos 77 mil óbitos. A maioria dos países, porém, tem feito comparações com os casos e óbitos por influenza + pneumonias. Aí, se utilizarmos este parâmetro, foram 44.171 mortes em 2007. Se pegarmos apenas julho e agosto foram, respectivamente, 4.636 e 4.085 óbitos. Dá um total de 8.721 mortes. Em todo o período da pandemia de gripe A foram registradas no Brasil 899 mortes pelo novo vírus. Mesmo que juntássemos os demais casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e os resultados laboratoriais pendentes, esse total é inferior à média de mortes registradas todos os anos por gripe comum e pneumonias. A síndrome respiratória aguda grave inclui os casos graves de gripe comum e as pneumonias.

Viomundo – Se poderia dizer então que a gripe suína mata menos do que a gripe comum, sazonal?

Eduardo Hage – Por enquanto, é preciso ter ainda alguns cuidados para fazer comparações sem correr o risco de malabarismos estatísticos. O mais prudente – e isso nós já começamos a fazer – é revisar todas as informações para comparar todos os óbitos por influenza + pneunomias de 2009 com os óbitos de anos anteriores.

Viomundo – Qual a grande lição da gripe suína?

Eduardo Hage – Nesta primeira onda da pandemia, a gravidade e a letalidade foram menores do que se supunha no seu início, quando surgiram os primeiros casos no México e Estados Unidos. A absoluta maioria das pessoas infectadas pelo novo vírus se recupera bem, como ocorre todo ano com a gripe sazonal. Na maioria dos casos, os sintomas também se assemelham muito ao da gripe sazonal. Em compensação, foram observadas algumas diferenças entre os grupos mais afetados, com predomínio de casos numa faixa etária inferior à que se observa na gripe comum.

Viomundo – A gripe sazonal afeta mais gravemente as pessoas acima de 60 anos e a gripe suína não.

Eduardo Hage – É o que indicam os dados até agora. A maior proporção de casos de gripe está concentrada na faixa de 15 a 49 anos de idade. Em adultos jovens – muitos sem fator de risco conhecido mas que tiveram a forma grave – se observou evolução para um tipo de pneumonia que não é comum na influenza sazonal. Nas análises mais recentes feitas pelos países, inclusive Brasil, se verificou que a maioria dos casos da nova gripe tem pelo menos um fator de risco que torna a pessoa mais vulnerável a desenvolver a forma grave da doença e evoluir para o óbito. Essas informações são fundamentais para a preparação para uma segunda onda da pandemia. Estima-se que ela ocorrerá a partir de outubro/novembro, quando começa o inverno nos países do Hemisfério Norte, como Estados Unidos, Canadá, Europa.

Viomundo – Mas para esta segunda onda já haverá a vacina.

Eduardo Hage – Exato. Só que não há capacidade de produção para imunizar toda a população do mundo. Então precisaremos estabelecer prioridades. São prioridade os grupos com maior risco de desenvolver a forma grave e óbito e os profissionais de saúde. No Brasil, existe o único laboratório da América que produzirá a vacina. Isso nos assegura maior tranqüilidade quanto ao acesso a ela.

Viomundo -- Vale a pena relembrar: quem tem maior risco de desenvolver as formas de gripe suína?

Eduardo Hage -- Crianças menores de dois anos de idade; pessoas acima de 60 anos; gestantes; pessoas com imunodepressão (por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento de aids ou em uso regular de corticosteróides), hemoglobinopatias (doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como a anemia falciforme), diabetes, cardiopatia, doença pulmonar ou renal crônica e pacientes com obesidade mórbida.

Viomundo – Qual a outra grande lição desta pandemia de gripe suína?

Eduardo Hage – Que a melhor forma de evitar o pânico é divulgar continuamente e de forma transparente para população e profissionais de saúde todas as informações sobre a pandemia no mundo e no Brasil. Para a população, a fim de que se proteja. Para os profissionais de saúde, para que atuem com mais segurança e proteção. Infelizmente, alguns setores da mídia e mesmo alguns profissionais de saúde contribuíram para que esta tranqüilidade não fosse mantida por todos.

Viomundo – De que forma?

Eduardo Hage – Por exemplo, alguns setores da imprensa fazendo previsões catastróficas E disseminando-as. Alguns profissionais de saúde recomendando medidas de saúde pública sem base científica, diferentes das preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo Ministério da Saúde. Foi o caso do debate sobre o uso do oseltamivir [Tamiflu]. Alguns profissionais de saúde e alguns setores da mídia recomendavam o uso do antiviral para todas as pessoas que tinham gripe sem nenhum sinal de agravamento ou fator de risco.

Viomundo – Esses mesmos setores alegaram que o Ministério da Saúde indicava o tratamento com antivirais apenas para aqueles grupos determinados porque não se dispunha de medicamento suficiente para todas as pessoas.

Eduardo Hage – Isso é mentira. É fácil demonstrar a inconsistência dessa afirmação. O número de tratamentos de oseltamivir distribuídos desde 24 de abril, pouco mais de 820 mil, é quase dez vezes maior que o número de pessoas que se enquadraram na definição de caso grave, ou seja, os casos de SRAG. Mesmo que tratássemos todas as pessoas gripadas sem fator de risco que procurassem os serviços de saúde, ainda assim teríamos quantidade mais do que suficiente do medicamento. A questão central é a seguinte: até o momento, não há nenhuma evidência científica de que se deve tratar todas as pessoas com sintomas gripais. Tanto que OMS, Estados Unidos e Canadá, entre outros países, só estão indicando o antiviral para os casos graves e para as pessoas com maior risco de desenvolver complicações. É o que adotou o Brasil. Esses países e a OMS têm reiterado que existe, sim, o risco de que o uso do antiviral fora das indicações citadas aumenta a probabilidade de o novo vírus desenvolver resistência ao medicamento. Mesmo quando não se conhece tudo sobre uma doença, como é o caso da nova gripe, precisamos ter muita tranqüilidade para adotar as medidas que sejam as mais indicadas com base científica.

Viomundo – O senhor esteve esta semana em Miami, Estados Unidos, numa reunião de países das Américas para tratar da segunda onda da pandemia de gripe suína. O Brasil já está se preparando para enfrentar a segunda onda?

Eduardo Hage – Neste momento, os países concentram os seus esforços para a segunda onda da pandemia da nova gripe. Daí essa reunião científica em Miami. Com certeza, estamos tomando todas as medidas necessárias para enfrentamento da segunda onda. Com as avaliações que estamos realizando com profissionais de saúde de outros estados e outros países bem como com outros setores da sociedade, as medidas de enfrentamento serão ainda mais aperfeiçoadas. Nesta semana, já haverá uma reunião no Ministério da Saúde, em Brasília, com todas as Secretarias de Saúde para tratar a segunda onda da pandemia da nova gripe. A estimativa é que deverá começar em outubro/novembro nos Estados Unidos, Canadá e Europa, entre outros países do Hemisfério Norte. Nos países do Hemisfério Sul, como Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, e no continente africano, em maio/junho de 2010.

Viomundo – O Brasil tem a quinta taxa de mortalidade do mundo. A “grande” imprensa noticia com prazer cada vez que o Brasil sobe nesse ranking. Em cima disso, um leitor do Viomundo quer saber por que o Brasil tem mais casos atualmente do que os Estados Unidos, Canadá e Europa.

Eduardo Hage – É um detalhe que parte da mídia brasileira ainda não percebeu, não quer entender ou simplesmente ignora. A questão é simples. A nova gripe se disseminou primeiramente nos países do Hemisfério Norte. Os primeiros casos foram detectados em fevereiro/março. Em abril, a OMS fez o alerta global. Naquela altura, existiam casos confirmados no México, Estados Unidos e Canadá. Daí foi se disseminando para os países da Europa, da América do Sul. Acontece que a primeira onda da nova gripe no Hemisfério Norte coincidiu com a primavera. E gripe -- a nova ou a comum -- acontece principalmente no inverno. Portanto, a nova gripe chegou aos países do Norte -- inclusive na Europa -- fora do inverno. Diferentemente do que aconteceu no Hemisfério Sul. Ela chegou no final do outono e prosseguiu durante todo o inverno. E como no inverno há maior número de casos de gripe todos os anos, é natural que, neste momento, existam mais casos nos países do Hemisfério Sul, inclusive no Brasil, do que Hemisfério Norte.

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#365 Mensagem por Carnage » 30 Set 2009, 12:21

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve ... o-tamiflu/
Brasil está certo sobre o Tamiflu

Atualizado em 27 de setembro de 2009 às 23:32 | Publicado em 27 de setembro de 2009 às 19:18

por Conceição Lemes

No início do agosto, alguns especialistas e outros desinformados e/ou mal-intencionados passaram a exigir que o Ministério da Saúde fornecesse o Tamiflu (oseltamivir é o nome da droga) a todas as pessoas com sintomas gripais.

No ato, parte da mídia adotou o discurso. Nem sequer se deu ao trabalho de consultar o site do Centers for Disease Prevention and Control, dos EUA, até então considerado o oráculo dos oráculos por esses mesmos críticos do Ministério da Saúde. Bastaria um clique, para saber que o Brasil adotava a mesma recomendação do CDC, de Atlanta, em relação ao tratamento antiviral. Também que seguia o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugeria.

Em 21 de agosto, o Viomundo denunciou: Tamiflu: uso indiscriminado é absurdo total.

“Quem advoga a distribuição indiscriminada do oseltamivir não está bem informado” reprovou, na ocasião, o infectologista Caio Rosenthal, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. “Esqueceu-se da facilidade com que o vírus se torna resistente à droga.”

“É um absurdo total”, condenou igualmente o infectologista Artur Timerman, do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, em São Paulo. “Há muitos pacientes tomando sem necessidade.”

“O oseltamivir não é nenhuma panacéia”, alertou o epidemiologista Eduardo Hage, diretor da Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde. “O oseltamivir deve ser dado somente para pessoas que tenham risco aumentado de complicações ou apresentam sinal e/ou sintoma da síndrome respiratória aguda grave (SRAG). É lamentável que alguns setores da mídia e alguns profissionais de saúde estejam disseminando informações equivocadas, causando intranqüilidade na população.”

Na reportagem Folha e gripe suína, dois crimes em 19 meses, Eduardo Hage reforçou: “Até o momento, não há nenhuma evidência científica de que se deva tratar todas as pessoas com sintomas gripais. Tanto que OMS, Estados Unidos e Canadá só estão indicando o antiviral para os casos graves e para as pessoas com maior risco de desenvolver complicações. É o que adotou o Brasil. Esses países e a OMS têm reiterado que existe, sim, o risco de que o uso do antiviral fora das indicações citadas aumentar a probabilidade de o novo vírus desenvolver resistência ao medicamento”.

Na sexta-feira, 25 de setembro, 35 dias após a primeira denúncia do Viomundo, a OMS fez um alerta justamente sobre o risco do vírus A (H1N1) se tornar resistente ao Tamiflu. O A (H1N1) é o vírus causador gripe A ou nova gripe, mais conhecida como gripe suína.

Segundo a OMS, duas situações são de alto risco para o desenvolvimento de vírus resistente ao Tamiflu:

1) Em pacientes com sistema imunológico imunodeprimido ou gravemente comprometido por doença prolongada que receberam o oseltamivir (especialmente por tempo prolongado) e ainda apresentam replicação viral persistente.

2) Na chamada profilaxia pós-exposição. Ou seja, depois de se expor a alguém com gripe, a pessoa começa a tomar o antiviral antes desenvolver os sintomas e, apesar disso, desenvolve a gripe.

Dos 28 casos de resistência viral ao Tamiflu já detectados no mundo, 12 têm ligação com o seu uso preventivo. Até o momento, acrescenta a OMS, os casos de vírus H1N1 resistentes ao oseltamivir ainda são relativamente pequenos. Não há evidência de que estejam circulando no interior de comunidades ou no mundo inteiro.

Como o uso de oseltamivir continua a crescer, novos vírus resistentes a esse antiviral certamente vão aparecer.

Moral da história: desde o começo, o Ministério da Saúde estava com razão. O uso preventivo, indiscriminado, do Tamiflu aumenta o risco do novo vírus desenvolver resistência ao antiviral. O Brasil está certo sobre o Tamiflu.

Agora, a pergunta que não quer calar: cadê os “especialistas” e a mídia que advogavam o uso indiscriminado do antiviral? Será que depois do alerta da OMS farão o mea culpa ou vão ficar na moita?Tenho 99,99% de certeza que optarão pela segunda saída. É como se nunca tivessem falado estupidez e induzido a população a erro. E a saúde pública? Bem, para eles, ela que se lixe. Infelizmente.

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#366 Mensagem por Carnage » 06 Jan 2010, 21:14

Cadê o Armagedon da Gripe Suína?

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/ ... midiatico/
05/01/2010 - 08:00
A gripe H1N1 foi um fenômeno midiático?
Do Portal Luís Nassif
França cancela encomenda de 50 milhões de vacinas para gripe H1N1


* Postado por Mario Lobato da Costa em 4 janeiro 2010 às 23:30

AFP

PARIS, França — O governo francês cancelou a encomenda de 50 milhões de doses de vacinas contra a gripe H1N1, anunciou na noite desta segunda-feira a ministra da Saúde, Roselyne Bachelot, à rede de televisão TF1.

“Esta encomenda não havia sido entregue, nem paga. Ela está, portanto, cancelada”, destacou a ministra.

Levando em conta o valor total das doses encomendadas (712 milhões de euros), o cancelamento de hoje “representa uma economia de mais de 50%”, ressaltou.

O governo francês está enfrentando uma onda de críticas externas e internas pela compra excessiva de vacinas contra a gripe H1N1, o que motivou, inclusive, uma demanda de investigação parlamentar.

COMENTÁRIO:Vejam que interessantes as matérias de hoje NA IMPRENSA falando da pujança financeira da Novartis e do “mico” das vacinas no Primeiro Mundo.

http://mariolobato.blogspot.com/2010/01 ... -novartis-…

http://mariolobato.blogspot.com/2010/01 ... -de-vacina…

http://mariolobato.blogspot.com/2010/01 ... z-oferta-d…

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Ministra- ... ue-nao-ha-…

Eu publiquei no MEU blog uma série de postagens no ano passado, auge da “pandemia” de gripe suína alertando que havia mais fumaça do que fogo na coisa toda.

A maioria das matérias falava sobre a paranóia alimentada pela imprensa (financiada ou não) e pelos laboratórios produtores de medicamentos e vacinas.

Além da “pandemia”, rolava no chamado “Primeiro Mundo” (Primeiro Mundo é aquele lugar onde moram os homens brancos de olhos azuis) uma tremenda crise financeira.

Pois bem, pelo visto a indústria farmacêutica deu a volta por cima e também por baixo, pela direita e pela esquerda ou, em linguagem de ‘emergentes’, fez cabelo, barba e bigode.

Em tempo: “Países Emergentes” são aqueles que são vítimas dos corsários brancos de olhos azuis que vem do “Primeiro Mundo”.

Pois bem, os corsários do Primeiro Mundo passaram a atacar também os habitantes do Primeiro Mundo.

Empurraram toneladas de Tamiflu (fosfato de Oseltamivir) goela abaixo de meio mundo e também alguns bilhões de doses de vacinas anti-H1N1 (tudo sob os auspícios da OMS).

Qualquer aluno de curso de biologia sabe que os diversos vírus que causam as diversas gripes são altamente mutantes. Não é a toa que a vacina contra “gripe-comum” muda todos os anos. Lá por Março ou Abril de cada ano, as clínicas de imunização ostentam aquelas faixas (que no Primeiro Mundo se chamam ‘banners’) anunciando “Já recebemos a vacina da gripe”.

É por isso também que aqui no Brasil se tomou tanta precaução com relação ao uso indiscriminado do Tamiflu. Em alguns países onde vivem os homens brancos de olhos azuis já apareceu vírus H1N1 resistente ao Tamiflu.

Saca aquela revenda de automóveis que abre a maior promoção na base de juros zero, entrada zero e prestações infinitas? Daí, depois que você caiu no conto – digo – depois que você comprou o carro, descobre que o modelo novo vai ser lançado na semana que vem e você ficou com o “mico” do ano passado?

É o que parece estar acontecendo lá no Primeiro Mundo. Tremenda crise por encalhe de vacinas, estoques excessivos, ministros de saúde tentando vender os excedentes… Quase como tentar vender o modelo 2010 quando a fábrica já apresentou o modelo 2011…

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VErmEEr
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#367 Mensagem por VErmEEr » 14 Jan 2010, 20:47

http://www.sidneyrezende.com/noticia/70 ... e+europeia


A Falsa Pandemia: empresas farmacêuticas lucraram com o pânico da gripe suína, afirma o chefe da Agência de Saúde Européia


"O surto de gripe suína era uma "falsa pandemia" movida por empresas de medicamentos que fizeram bilhões de libras através do pânico em todo o mundo, alegou um importante especialista europeu em saúde.

Wolfgang Wodarg (foto), chefe de saúde do Conselho da Europa, acusou os fabricantes de medicamentos e vacinas da gripe de influenciar a decisão da Organização Mundial de Saúde de declarar uma pandemia.Isto levou a que as empresas farmacêuticas assegurassem "enormes lucros", enquanto os países, incluindo o Reino Unido, "desperdiçaram" seus parcos orçamentos da saúde com milhões que estão sendo vacinados contra uma doença relativamente branda.

A resolução proposta pelo Dr. Wodarg pedindo uma investigação sobre o papel das empresas de droga foi aprovada pelo Conselho da Europa, o "senado" baseado em Estrasburgo que é responsável pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Um debate de urgência sobre a questão será realizado ainda este mês.As afirmações do Dr. Wodarg emergem no mesmo momento em que o governo britânico está tentando desesperadamente se livrar de 1 bilhão de libras em vacina da gripe suína, encomendadas na época do pânico.O Departamento de Saúde britânico alertou que poderia haver até 65.000 mortes por causa da gripe suína, criou uma linha telefônica e site especial para aconselhamento, suspendeu as regras normais para drogas anti-gripe para que pudessem ser dadas sem receita médica e aconselhou às autoridades locais para se prepararem para uma pandemia grave.

Planejadores foram orientados a prepararem os necrotérios para uma grande número de mortes e houve alertas de que o Exército poderia ser chamado para evitar tumultos enquanto a população lutasse para obter drogas.Mas com menos de 5.000 pessoas na Inglaterra contraindo a doença até a semana passada e apenas 251 mortes no total, Dr. Wodarg definiu o surto do H1N1 como "um dos maiores escândalos médicos do século". Ele afirmou: "O que tivemos foi uma gripe leve - e uma falsa pandemia."

Ele acrescentou que as sementes do pânico foram semeadas cinco anos atrás, quando se temia que o vírus mais letal da gripe aviária poderia se transformar em uma forma humana.O "clima de pânico" levou os governos a estocar o remédio anti-gripe Tamiflu e criando "contratos adormecido" para milhões de doses de vacina.

Dr Wodarg afirmou: "Os governos fecharam contratos com produtores de vacinas onde assegurariam as encomendas com antecedência e tomariam para si quase toda a responsabilidade. Desta forma, os produtores de vacinas teriam a certeza de enormes lucros sem qualquer risco financeiro. Então, eles só esperariam até que a OMS declarasse a "pandemia" e ativassem os contratos".

Ele também afirma que para continuar a avançar os seus interesses, as principais fabricantes de medicamentos colocaram 'seu pessoal' nas "engrenagens" da OMS e outras organizações influentes.Ele acrescentou que sua influência poderia ter conduzido a OMS a suavizar a sua definição de pandemia - levando à declaração de um surto mundial em junho passado.

Dr Wodarg disse: "A fim de promover os seus medicamentos patenteados e de vacinas contra a gripe, as empresas farmacêuticas influenciaram os cientistas e os órgãos oficiais, responsáveis pelas normas de saúde pública, para alardear os governos pelo mundo inteiro."Eles nos fizeram esbanjar parcos recursos de saúde para estratégias de vacina ineficientes e que milhões de pessoas saudáveis fossem expostas desnecessariamente ao risco dos efeitos colaterais desconhecidos de vacinas insuficientemente testadas.

Ele não dá os nomes de ingleses com os conflitos de interesse.Mas no ano passado, o Daily Mail revelou que Sir Roy Anderson, um cientista que aconselha o Governo sobre a gripe suína, também possui um salário de 116.000 libras por ano no conselho da GlaxoSmithKline (GSK).A GSK produz drogas e vacinas anti-gripe e deve ser uma das maiores beneficiárias da pandemia.

O Departamento de Saúde britânico afirmou que embora a doença pareça estar em declínio, não descarta uma terceira onda, e insiste que todos as pessoas que podem receber a vacina que o façam.O professor David Salisbury, chefe de imunização do governo britânico, disse que não havia "nenhuma razão" para as alegações do Dr Wodarg, dizendo que as pessoas com conflitos de interesse foram mantidos fora do processo decisório.

Um porta-voz da GSK declarou: "Alegações de influência indevida são equivocadas e infundadas. A OMS declarou que o vírus H1N1 preenchiam os critérios para uma pandemia. Como a OMS afirmou, regulamentos legais e inúmeras salvaguardas existem para evitar eventuais conflitos de interesse. "

A empresa, que ainda emprega Sir Roy, disse que ele tinha declarado os seus interesses comerciais e não tinha qualquer participação em reuniões relacionadas com a compra de drogas ou vacina para o Governo ou GSK.

Fonte: The Daily Mail: The false pandemic: Drug firms cashed in on scare over swine flu, claims Euro health chief.

Do blogueiro: Trata-se de um tema que esteve muito no imaginário das pessoas no semestre passado e que mostra como interesses econômicos alheios podem influenciar as decisões sobre saúde de pessoas e governos"

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#368 Mensagem por Carnage » 22 Jan 2010, 23:47

Esse tópico havia sido movido pra área de DSTs, mas gripe suína não é DST.
Com as desculpas a quem tomou a decisão eu acredito que o melhor lugar pro tópico seja mesmo o AG, onde a discussão pode tem melhor atenção. Por isso retornei ele pra cá

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#369 Mensagem por Carnage » 22 Jan 2010, 23:51

Especial pro Vlad que apregoava o fim do mundo na pandemia de gripe suína:

http://www.swissinfo.ch/por/sociedade/E ... id=8038812
10 Janeiro 2010 - 10:01
Europa tenta se livrar da vacina contra gripe A

Vários países europeus, entre eles a Suíça, tentam se livrar do excesso de vacinas contra a gripe A(H1N1), a chamada gripe suína, que não foi tão forte quanto previsto.


Berna comprou 13 milhões de doses. Agora uma parte deverá ser doada ou vendida ao exterior, a outra será mantida em estoque para uma eventual próxima pandemia.

Em meio a uma polêmica sobre sua cara campanha de vacinação contra a gripe suína, a França anunciou na última segunda-feira que cancelaria a compra de 50 milhões das 94 milhões de doses que havia encomendado.

Inicialmente, o país tinha previsto gastar 869 milhões de euros com 94 milhões de doses da vacina, estimando que cada cidadão receberia duas doses. Mas apenas 5 milhões dos 65 milhões de franceses se vacinaram, e as autoridades europeias de saúde disseram que uma dose é suficiente.

Paris seguiu decisões semelhantes tomadas no mês passado pela Suíça, Espanha, Alemanha e Holanda de reavaliar as encomendas de vacinas que haviam feito no início da pandemia.

A Suíça, que tem uma população de 7,7 milhões de habitantes, encomendou 13 milhões de doses de vacina da britânica GlaxoSmithKline (GSK) e da empresa nacional Novartis, no valor de 84 milhões de francos, sem contar os custos de estocagem.

Apenas 3 milhões de doses foram enviadas aos estados. A Secretaria Federal de Saúde (SFS) ainda não sabe quantas foram usadas. Algumas autoridades estaduais falam de índices de vacinação entre 15 e 30% da população (no cantão de Berna, por exemplo, 13 a 15%).

Em dezembro, o governo disse que planejava doar à Organização Mundial da Saúde (OMS) ou vender a outros países cerca de 4,5 milhões de doses excedentes da vacina contra a gripe suína, devido à pouca procura pela população.

"Estão em curso negociações com vistas à venda ou doação de nossos estoques", disse o porta-voz da SFS, Jean-Louis Zurcher, à swissinfo.ch.

Zurcher não revelou quais países estariam interessados e não confirmou se a Suíça, como a França e a Alemanha, negocia com empresas farmacêuticas o cancelamento de pedidos ou a devolução das vacinas excedentes.

"Muito dinheiro foi investido nas vacinas, mas a situação de pandemia poderia ter sido muito pior", acrescentou.

Cancelamentos

A Alemanha também está tentando se livrar dos excedentes e renegociar as encomendas feitas durante a fase inicial da onda de gripe A(H1N1). Na quinta-feira (7/1), Berlim começou a negociar com a GSK um corte de metade das 50 milhões de doses da vacina Pandemrix encomendadas.

A Holanda anunciou em novembro de 2009 que iria vender 19 milhões das 34 milhões de doses encomendadas.

A Espanha tenta devolver vacinas não utilizadas, argumentando que seus contratos com a Novartis (22 milhões de doses), a GSK (14,7 milhões) e a Sanofi-Aventis (400 mil) incluem cláusulas que permitem a devolução de excedentes.

Um porta-voz do Ministério da Saúde britânico disse à agência France Presse, no domingo, que seu país também considera a possibilidade de vender vacina não utilizada.

Mina de ouro

Diante disso, os analistas estão cada vez mais pessimistas quanto à receita dos fabricantes de vacinas e as perspectivas de lucros com a pandemia da gripe A(H1N1), que já era considerada uma mina de ouro do setor.

Analistas do Morgan Stanley disseram que os últimos cortes franceses sublinham a diminuição da demanda por vacinas contra o vírus A(H1N1) e representam um "modesto risco de curto prazo para os resultados" da GSK, Novartis e Sanofi.

"A longo prazo, o excesso de capacidade evidente da produção da vacina conta o H1N1 deve limitar o aumento da receita associada à gripe pandêmica", acrescentaram.

As vendas de vacinas contra o vírus H1N1 tem sido uma bênção para as empresas farmacêuticas. A GSK poderá ser a maior beneficiária, com vendas previstas no valor 3,7 bilhões de francos até o final do primeiro trimestre de 2010, segundo analistas. A Sanofi e a Novartis previram lucros estimados em 1,1 bilhão e 628 milhões de francos, respectivamente.

Os últimos cancelamentos de pedidos na Europa podem reduzir esses números. Mas um porta-voz da Sanofi disse que sua empresa deverá compensar a queda de vendas na França com encomendas de outras partes do mundo.

A Glaxo recusou-se a comentar o eventual impacto comercial das últimas decisões, mas um porta-voz disse que o grupo britânico estava discutindo as encomendas com os governos.

"A Novartis irá avaliar caso a caso os pedidos do governo, no âmbito dos acordos contratuais que consideramos vinculativos", disse Eric Althoff, diretor de relações com a mídia da gigante farmacêutica suíça.

"Fiasco extravagante"

A decisão do governo francês veio depois de fortes críticas de políticos e cientistas. O Partido Socialista, de oposição, descreveu a campanha nacional francesa como um fiasco "extravagante" e exigiu uma investigação parlamentar.

Países-membros do Conselho da Europa avaliam a possibilidade de criar uma comissão de inquérito para analisar a influência das empresas farmacêuticas sobre a campanha global da gripe suína.

A campanha da " falsa pandemia" da gripe, encenada pela Organização Mundial da Saúde e outros institutos em benefício da indústria farmacêutica, foi "um dos maiores escândalos da medicina no século", disse o médico alemão Wolfgang Wodarg, presidente da Comissão de Saúde Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que apresentou a proposta a ser debatida em 25 de janeiro.

Simon Bradley, swissinfo.ch e agências
(Adaptação: Geraldo Hoffmann)
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve ... oi-ficcao/
Conselho da Europa vai investigar e debater a "Pandemia inventada"
por Dr. Wolfgang Wodarg, integrante alemão do Parlamento europeu, em seu blog


Com o objetivo de promover suas drogas patenteadas e as vacinas contra a gripe, companhias farmacêuticas influenciaram cientistas e agencias oficiais responsáveis pelos padrões públicos de saúde para alarmar governos em todo o mundo e fazer com que eles desperdiçassem recursos com estratégias ineficientes e expusessem desnecessariamente milhões de pessoas saudáveis ao risco de efeitos colaterais de vacinas insuficientemente testadas.

A campanha da "gripe aviária" (2005/06) combinada com a campanha da "gripe suína" parece ter causado um grande dano não somente aos pacientes vacinados mas aos orçamentos de saúde e à credibilidade de importantes agencias internacionais de saúde.

O Conselho da Europa e seus países-membros deve pedir investigações imediatas e cobrar consequências a nível nacional e internacional.

A definição de uma pandemia alarmante não deve ficar sob a influência de vendedores de drogas.


Quando em abril de 2009 algumas centenas de casos normais de gripe na Cidade do México foram anunciadas como sendo a ameaça de uma nova pandemia, havia poucas provas científicas para fazê-lo. Ainda assim um processo grande, imediato e mundial de definição de agenda começou e foi espalhado pela mídia alarmista e formalmente legitimado pela Organização Mundial de Saúde, a agência que é monitor epidemiológico e força-tarefa.

Além disso, programas de vacinação contra a gripe já estavam estabelecidos como rotina anual na maioria dos paises expostos. Eles regularmente levam em conta todas as variedades de vírus da gripe e juntam fragmentos de antígenos em uma vacina polivalente.

Mas depois dos casos do México, a OMS, em cooperação com alguns grandes laboratórios farmacêuticos e seus cientistas redefiniu o que é pandemia para tornar mais fácil adotar o alerta. Esse novo padrão forçou políticos na maioria dos países a reagir imediatamente e assinar compromissos de compra para vacinas adicionais contra a "gripe suína" e a gastar bilhões de dólares para se adequar ao cenário alarmante que a indústria, a mídia e a OMS estavam espalhando.

Desde o início, em abril de 2009, estava claro que um novo vírus combinado de gripe estava a caminho -- como muitas variações do vírus da gripe surgem todos os anos. Dos primeiros casos do México também estava evidente que esse novo subtipo estava causando menor dano aos humanos infectados do que os vírus de anos anteriores. Ainda assim a campanha da "gripe suína" estava ameaçando as pessoas cada vez mais, enchendo programas de TV, jornais, debates sobre saúde, ambulâncias e hospitais.

Nunca antes a busca por traços de um vírus foi feita de forma tão ampla e intensa. Além disso, muitos casos de morte coincidiram com exames de laboratório positivos para H1N1, o que foi usado para atribuir as mortes da "gripe suína" a esse vírus e para aumentar o pânico.

Adicionalmente, está provado que pelo menos um terço da população de mais de 60 anos já tinha testado positivo para o vírus por ter tido contato com ele na segunda metade do século 20. Em contraste com esse "processo de definir a agenda" há de ser dito que a "pandemia" de 2009 pode ter ajudado a saúde, se comparado com o sofrimento causado pelas ondas de gripe de anos anteriores.


A temporada de gripe da Austrália, que já acabou com o fim do inverno local, oferece provas de que a infeção pela "gripe suína" traz alguma proteção contra outros tipos mais perigosos de vírus. Ainda assim, observamos que a falsa pandemia de "gripe suína" ainda é usada para fazer o marketing de vacinas.


As vítimas dentre as milhões de pessoas desnecessariamente vacinadas precisam ser protegidas pelo países e esclarecimento científico independente e transparência deveriam ser providenciados pelos tribunais nacionais e, se necessário, europeus.
http://www.odiario.info/articulo.php?p=1431&more=1&c=1
Gripe A:
OMS sob suspeita de corrupção


Depois de umas férias informativas sobre a gripe A H1N1, que mais parece ter sido determinado para permitir a concentração de milhares e milhares de pessoas nos centros comerciais para as compras natalícias, regressaram aos media as recomendações do ministério da Saúde e as notícias sobre a Gripe A, algumas provocadoras de algum alarme. Tudo isto num momento em que reaparecem as críticas e aparece a suspeita de a corrupção já ter chegado à Organização Mundial de Saúde (OMS).
F.William Engdahl* - 05.01.10
Durante o decurso deste ano, o parlamento da Holanda [1] manteve suspeitas sobre o famoso Dr. Osterhaus e iniciou uma investigação por conflito de interesses e má administração. Fora da Holanda e da comunicação social dessa nação, só umas poucas linhas foram publicadas na respeitável revista britânica Science, mencionando a sensacional investigação sobre os negócios do Dr.Osterhaus.

Não se questionavam, nem as referências de Osterhaus, nem os seus conhecimentos da sua especialidade. O que se põe em causa. como assinalava num simples comunicado a revista Science, é a independência da sua opinião pessoal no tocante à pandemia da gripe A. Referindo-se ao Dr.Osterhaus, a revista Science publicava as seguintes linhas na sua edição de 18 de Outubro de 2009:

«Na Holanda, durante os últimos seis meses, era difícil abrir a televisão sem ver aparecer o célebre caçador de vírus Albert Osterhaus e ouvi-lo falar da pandemia da gripe A. Pelo menos, era isso que se promovia. Osterhaus era o Senhor Gripe, o director de um laboratório, internacionalmente conhecido, no Centro Médico da Universidade Erasmo de Roterdão. Todavia, a sua reputação decaiu rapidamente a semana passada, quando surgiu a referência a uma série de suspeitas sobre o seu desejo de incentivar o temor sobre a pandemia, afim de favorecer os interesses do seu próprio laboratório na elaboração de novas vacinas. No momento em que a Science era impressa, a Segunda Câmara do Parlamento da Holanda anunciava também que o assunto será objecto de um debate urgente.» [2]

No dia 3 de Novembro, sem sair completamente incólume, Osterhaus conseguiu evitar prejuízos. No sítio na net da revista Science, um dos blogues informava: «A Segunda Câmara do Parlamento da Holanda, rejeitou hoje uma moção que exigia que o governo rompesse todo o vínculo com o virólogo Albert Osterhaus do Centro Médico da Universidade Erasmo de Roterdão, que está a ser objecto de acusações por conflito de interesses como conselheiro governamental. Por outro lado, o Ministro da Saúde Ab Klink anunciava na mesma altura uma lei [3] para a transparência do financiamento da investigação, que obrigará os cientistas a revelar os vínculos financeiros que mantém com empresas privadas» [4]

Num comunicado difundido através do sítio do Ministério da Saúde na Internet, o ministro Klink, de que se sabe que é amigo pessoal de Osterhaus [5], afirmava posteriormente que este último não era mais do que muitos outros conselheiros do ministério para as questões relacionadas com as vacinas da gripe A H1N1. O ministro informou também estar «ao corrente dos interesses financeiros de Osterhaus [6] que, segundo o próprio ministro, não tem nada de extraordinário, apenas o progresso da ciência e da saúde pública». Pelo menos, isso era o que se pensava.

Uma análise mais profunda do processo Osterhaus permite antever que esse virólogo holandês, de fama internacional, poderá ser o eixo de uma burla de vários milhares de milhões montada ao redor do risco de uma pandemia. Seria o caso de um sistema fraudulento, em que as vacinas, não submetidas aos processos necessários de ensaio, estariam a ser utilizadas em seres humanos, o que implicaria o risco - o que já aconteceu - de provocar sequelas sérias, como paralisias graves e, inclusivamente, a morte.

O embuste dos excrementos das aves

Albert Osterhaus não é um indivíduo qualquer. Trata-se de um cientista que desempenhou um papel nas grande ondas de pânico que se desencadearam devido à aparição de vírus, desde as mortes misteriosas imputadas à SRAS (Síndroma Respiratório Agudo Severo) em Hong-Kong, onde a actual directora geral da OMS, Margaret Chan, promoveu a sua carreira como responsável da saúde pública a nível local.

Segundo a sua biografia oficial na Comissão Europeia, em Abril de 2003, em pleno apogeu do pânico provocado por SRAS, Osterhaus foi contratado para participar nas investigações sobre os casos de infecções respiratórias que, naquele momento, eram cada vez mais frequentes em Hong-Kong. A informação da União Europeia dizia o seguinte: «Demonstrou, de novo, o seu talento em reagir rapidamente perante situações graves. Em 3 semanas provou que esta enfermidade é provocada por um coronavirus recentemente descoberto que contamina gatos, morcegos e outros animais carnívoros» [7]

Posteriormente, quando se deixou de falar dos casos de SRAS, Osterhaus dedicou-se a outra coisa, à tarefa de dar envergadura mediática aos perigos daquilo que ele chamava a gripe aviária H5N1. Em 1997, já havia tocado o alarme depois da morte, em Hong-Kong, de uma criança de 3 anos que Osterhaus sabia que tinha estado em contacto com pássaros. Osterhaus desenvolveu o seu trabalho de intriguista na Holanda e em toda a Europa, afirmando que uma nova mutação letal da gripe se havia transmitido aos humanos e que era necessário tomarem-se medidas drásticas. Afirmava ainda que ele era o primeiro cientista em todo o mundo a demonstrar que o vírus H5N1 podia contaminar os seres humanos.[8]

Referindo-se ao perigo que representava a gripe aviária, Osterhaus declarava, numa entrevista que transmitiu a BBC em Outubro de 2005, que: «se o vírus conseguia efectivamente mutar-se de tal forma a poder transmitir-se entre os humanos, estaríamos perante uma situação completamente diferente. Poderíamos estar no princípio de pandemia». E acrescentava: «existe o risco verdadeiro de que as aves disseminem o vírus por toda a Europa. É um risco real que, no entanto, ninguém pôde avaliar até agora, porque não realizámos experiências» [9].

O vírus nunca chegou a mutar-se, todavia Osterhaus estava disposto a «realizar experiências» que seguramente trariam generosas gratificações. Para sustentar o seu cenário alarmante de pandemia e conferir-lhe certa legitimidade científica, Osterhaus e os seus ajudantes de Roterdão, começaram a recolher e a congelar amostras de excrementos de pássaros. Osterhaus afirmou que, segundo os períodos do ano, todas as aves na Europa, até 30%, eram portadoras do mortífero vírus da gripe aviária H5N1. Afirmou também que as pessoas em contacto com galinhas e frangos estavam, portanto, expostas ao vírus.

Osterhaus comunicou tudo isto aos jornalistas e estes tomaram nota da sua mensagem alarmista. Perante os jornalistas, Osterhaus pôs a hipótese de que depois de ter provocado várias mortes nos antípodas asiáticos, o vírus, a que ele pusera a etiqueta de H5N1, se iria propagar até à Europa, possivelmente através das penas ou pelas entranhas das aves mortalmente infectadas. Osterhaus sustentava a tese de que as aves migratórias seriam capazes de trazer para ocidente o novo vírus mortal, até a regiões tão distantes [da Ásia] como a Ucrânia e a Ilha de Rugen [10]. Ele só precisava de fingir que não sabia que as aves não emigram do este para oeste mas sim do norte para sul.

A campanha alarmista de Osterhaus, ao redor da gripe aviária, arrancou realmente em 2003, devido à morte de um veterinário holandês que tinha adoecido. Osterhaus anunciou que a morte tinha sido provocada pelo vírus H5N1. Convenceu o parlamento holandês que exigisse o sacrifício de milhões de frangos. Contudo, não houve nenhuma outra morte provocada por uma infecção semelhante à que tinha sido atribuída à H5N1. Para Osterhaus, isto demonstrava a eficácia da campanha de sacrifícios massivos preventivos. [11]

Para Osterhaus, os dejectos das aves propagavam o vírus ao cair sobre a população e sobre as demais aves em terra. Sustentava firmemente a sua convicção de que aqueles dejectos eram o vector que propagava a nascença mortal do vírus H5N1 a partir da Ásia.

A crescente acumulação de amostras congeladas de dejectos de aves que Osterhaus e os seus associados tinham reunido e conservado no instituto apresentava, sem dúvida, um problema. Nem uma única amostra daquelas conservadas permitiu confirmar a presença do vírus H5N1. Em 2006, por ocasião do congresso da OIE (Organização Internacional de Epizootias), actualmente denominada Organização Mundial de Saúde Animal, Osterhaus e os seus colegas da Universidade Erasmo de Roterdão, não tiveram mais remédio do que admitir que ao analisar as 100.000 amostras de matérias fecais que tão cuidadosamente haviam conservado, não tinham encontrado a menor prova do vírus H5N1. [12]

Em 2008, em Verona, durante a conferência da OMS sobre o tema «A gripe aviária e o intercâmbio homem-animal», Osterhaus fazia uso da sua palavra perante seus colegas da comunidade científica, sem dúvida menos cativados do que o público não científico pelos seus incitamentos à emotividade. Admitia ele então que «no estado actual de conhecimento nada permite formular um alerta contra o vírus H5N1, nem afirmar que este possa provocar uma pandemia.» [13]. Naquele momento, não obstante, o seu olhar dirigia-se já insistentemente para outras possibilidades de coincidir o seu próprio trabalho sobre as vacinas com novas possibilidades de crise pandémica.

Gripe A e corrupção na OMS


Ao comprovar que a gripe aviária não provocava nenhuma vaga de mortes - e depois das companhias Roche, que fabrica o Tamiflu, e a GlaxoSmithKline, que fabrica o Relenza, registarem lucros ascendentes de milhares de milhões de dólares quando os governos decidiram armazenar reservas de vacinas anti-virais cuja eficácia é objecto de polémica - Osterhaus, e os demais conselheiros da OMS, viraram os olhos para campos mais férteis.

Em Abril de 2009, parecia que a sua busca fortificava quando em La Gloria, um pequeno povoado no Estado mexicano de Veracruz, se diagnosticou um caso de um garoto portador da gripe então chamada «suína» ou H1N1. Com uma pressa totalmente fora do habitual, o aparelho propagandístico da Organização Mundial da Saúde, arrancou com todas as suas forças com declarações da sua directora geral, a drª Margaret Chan, sobre a possível ameaça de uma pandemia mundial.

A senhora Chan indicou o procedimento: «urgência de saúde pública de carácter internacional» [14]. Posteriormente, outros casos declarados em La Gloria foram apresentados num portal médico na internet como um «estranho aparecimento de infecções pulmonares e respiratórias agudas, que evolucionam, convertendo-se em broncopneumonias, nalguns casos de crianças. Um habitante de La Gloria descrevia os sintomas: «febre, tosse severa e secreções nasais muito abundantes» [15].

Contudo, esses sintomas não carecem de sentido no contexto ambiental de La Gloria, uma das zonas de maior concentração de criação intensiva de porcos a nível mundial, cujas pocilgas pertencem principalmente ao grupo americano Smithfield. Já há meses que a população local vinha organizando manifestações junto à sede mexicana do grupo Smithfield, a protestar pelas graves deficiências respiratórias provocadas pelas estrumeiras. Esta causa plausível das diversas enfermidades diagnosticadas em La Gloria não pareceu despertar o interesse de Osterhaus, nem dos demais conselheiros da OMS. Aparecia finalmente a tão esperada pandemia, aquela que o próprio Osterhaus vinha predizendo desde 2003, quando participou sobre o SRAS na província chinesa de Guandgong.

Em 11 de Janeiro de 2009, Margaret Chan anunciava que a propagação do vírus H1N1 havia alcançado o nível 6 de «urgência pandémica». Curiosamente, a senhora Chan anunciava nessa mesma comunicação que: «segundo as informações disponíveis até hoje, uma esmagadora maioria de doentes apresenta sintomas benignos, o seu restabelecimento é rápido e total, na maioria dos casos sem recorrer a qualquer tratamento médico». E acrescentava depois: «A nível mundial a quantidade de mortes é pouco importante, não se espera um incremento brusco e espectacular da quantidade de casos graves e mortais».

Posteriormente, veio a saber-se que a senhora Chan tinha actuado dessa forma em consequência dos acalorados debates no seio da OMS, seguindo os conselhos do Grupo Estratégico de Consulta da OMS (SAGE, siglas correspondentes a "Strategic Advisory Group of Experts"). Um dos membros do SAGE, naquele momento e ainda agora, é o nosso «Senhor Gripe», o Doutor Albert Osterhaus.

Osterhaus não só ocupava uma posição estratégica para recomendar à OMS que declare a «urgência pandémica» e para incitar ao pânico, como também era ainda o presidente de uma organização que se encontra na primeira linha no tocante a esse tema. Trata-se do Grupo Europeu de Trabalho Científico sobre a Gripe (ESWI, siglas correspondentes a "European Scientific Working Group on Influenza), que se define como um «grupo multidisciplinar de líderes de opinião sobre a gripe, cujo objectivo é lutar contra as repercussões de epidemia ou de pandemia gripais». Como os seus próprios membros explicam, o ESW é - sob a direcção de Osterhaus - o eixo central «entre a OMS, em Genebra, o Instituto Robert Koch em Berlim e a Universidade de Connecticut nos Estados Unidos».

O mais significativo a respeito do ESWI é que o seu trabalho é inteiramente financiado pelos mesmos laboratórios farmacêuticos que ganham milhares de milhões graças à urgência pandémica, enquanto que os anúncios que fez a OMS obrigam aos governos do mundo inteiro a comprar e armazenar vacinas. O ESWI recebe financiamentos provenientes dos laboratórios e distribuidores de vacinas contra o H1N1, como Baxter Vaccins, Medimmune, GlaxoSmithKline, Sanofi Pasteur e outros, entre os quais se encontra Novartis, que produz a vacina, e o distribuidor do Tamiflu, Hofmann La Roche.

Para manter essa vantagem, Albert Osterhaus, o virólogo mais importante do mundo, conselheiro oficial dos governos inglês e holandês sobre o vírus H1N1 e chefe do Departamento de Virologia do Centro Médico da Universidade Erasmo de Roterdão, fazia parte da elite da OMS reunida no grupo SAGE, ao mesmo tempo que presidia ao ESWI, apadrinhado pela indústria farmacêutica. Por sua vez, o ESWI recomendou medidas extraordinárias para vacinar o mundo inteiro, considerando como elevado o risco de uma nova pandemia que, segundo diziam com insistência, podia ser comparável à aterradora gripe espanhola de 1918.

O banco JP Morgan, presente em Wall Street, estimava que, principalmente graças ao alerta de pandemia declarado pela OMS, os grandes industriais farmacêuticos, que também financiavam o trabalho do ESWI de Osterhaus, podiam acumular entre 7.500 milhões e 10.000 milhões de dólares de lucro [16]

Por sua vez, o dr. Frederick Hayden é membro do SAGE, na OMS, e do Wellcome Trust, em Londres. É também um dos amigos mais chegados de Osterhaus. Por serviços «de consulta», Hayden recebe, além disso, fundos da Roche e da GlaxoSmithKline, de ente outros gigantes farmacêuticos que participam no fabrico de produtos ligados à crise do H1N1,

Outro cientista britânico, o professor David Salisbury, que depende do ministério britânico de saúde, encontra-se à cabeça do SAGE na OMS e dirige, além disso, o Grupo de Consulta sobre o H1N1 na OMS. Salisbury é também um ardente defensor da indústria farmacêutica. No Reino Unido, o grupo de defesa da saúde "One Clic" acusou-o de silenciar a comprovada relação entre as vacinas e o crescimento do autismo entre as crianças, assim como a relação entre a vacina Gardasil e os diferentes casos de paralisia, incluindo mortes [17]

No dia 28 de Setembro de 2009, o professor David Salisbury, que depende do ministério de saúde declarava: «a comunidade científica está de acordo sobre a ausência de risco no tocante à inoculação do Thimerosal (ou Thiomersal)». Esta vacina, utilizada na Grã-Bretanha contra o H1N1, é fabricada principalmente por GlaxoSmithKline. Contém Thimerosal, um conservante à base de mercúrio. Em 1969, como toda uma série de exames, cada vez mais numerosos, mostravam que o Thimerosal presente nas vacinas podia ser a causa de casos de autismo entre crianças nos Estados Unidos, a American Academy of Pediatrics (Academia Americana de Pediatria) e o Public Health Service (Serviço de Saúde Pública) exigiram que [o Thimerosol] fosse retirado da composição das vacinas [18].

Outro membro da OMS, que também manteve estreitos vínculos financeiros com os fabricantes de vacinas que beneficiam das recomendações do SAGE, é o Doutor Arnold Monto, consultor remunerado pelos fabricantes de Medimunne, Glaxo e ViroPharma. Pior ainda, nas reuniões de cientistas «independentes» que organiza o SAGE, participam «observadores», e, entre os que se encontram - por incrível que possa parecer - estão os mesmos produtores de vacinas, GlaxoSmithKline, Novartis, Baxter e companhia. Entretanto, impõe-se a seguinte pergunta: Se supõe que o SAGE é composto pelos melhores peritos da gripe do mundo inteiro, por que é que convidam os fabricantes de vacinas a participar nas suas reuniões?

Durante o último decénio, a OMS criava as chamadas «alianças entre os sectores público e privado», com o objectivo de incrementar os fundos à sua disposição. Mas em vez de receber fundos provenientes apenas dos governos dos países membros da ONU, como estava previsto no princípio, a OMS recebe actualmente das empresas privadas cerca do dobro do orçamento que habitualmente lhe estabelece a ONU, sob a forma de bolsas e ajudas financeiras.

De que empresas privadas provêm esses fundos? Dos mesmos fabricantes de vacinas que beneficiam de decisões oficiais como a adoptada em Junho de 2009 sobre a urgência pandémica da gripe H1N1. À semelhança dos benfeitores da OMS, os grandes laboratórios têm as suas entradas em Genebra com direito a um tratamento de «portas abertas e carpete vermelha» [19].

Numa entrevista concedida ao semanário alemão Der Spiegel, um membro da Cochrane Collaboration, uma organização de cientistas independentes que avaliam todos oe estudos realizados sobre a gripe, o epidemiologista Tom Jefferson, assinalava as consequências da privatização da OMS e da comercialização da saúde, «T.Jefferson (T.J.) : […] uma das características mais surpreendentes desta gripe e de toda a telenovela a que deu lugar é que, ano após ano, há gente que emite previsões cada vez mais pessimistas. Nenhuma se cumpriu até à data, mas essas pessoas continuam a emitir previsões. Por exemplo: o que se passou com a gripe aviária que nos ia matar a todos? Nada. Contudo, isso não impede que essa gente continue a fazer as suas previsões. Às vezes, parece que há toda uma organização que tem a esperança de [ver surgir] uma pandemia.

Der Spiegel: De quem é que está a falar? Da OMS?
T.J.: Da OMS e dos responsáveis da saúde pública, os virólogos e os laboratórios farmacêuticos. Eles construíram todo um sistema à volta da iminência da pandemia. Há muito dinheiro em jogo, assim como redes de influência, carreiras e instituições inteiras! Bastou uma mutação de um dos vírus da gripe para vermos toda a máquina a pôr-se em marcha.»[20]

Quando se lhe perguntou se a OMS tinha declarado a urgência pandémica de forma deliberada com o propósito de criar um imenso mercado para as vacinas e medicamentos contra o H1N1, Jefferson respondeu:

«Não acha estranho que a OMS tenha modificado a sua definição de pandemia? A antiga definição falava de um vírus novo, de rápida propagação, para o qual não há imunidade e que provoca uma alta taxa de enfermos e de mortes. Hoje em dia, esses dois últimos parâmetros sobre as taxas de infecção foram suprimidas, e foi assim como a gripe A entrou na categoria das pandemias.»[21]

Muito judiciosamente, a OMS publicava em Abril de 2009 a nova definição de pandemia, mesmo a tempo para permitir à própria OMS, seguindo os conselhos provenientes, entre outros, do SAGE, do «Senhor Gripe» (aliás Albert Osterhaus) e de David Salisbury, de classificar de urgência pandémica vários casos benignos de gripe, rebaptizada de gripe A H1N1. [22]

Em 8 de Dezembro de 2009, em nota de rodapé de um artigo sobre o carácter grave ou benigno da «pandemia mundial» de H1N1, o Washington Post mencionava que «ao alcançar o seu apogeu nos Estados Unidos a segunda onda de infecção do H1N1, os principais epidemiologistas prevêem que esta epidemia poderá ser uma das mais benignas [que têm havido] desde que a medicina moderna vem documentando as epidemias da gripe»[23].

Igor Barinov, deputado russo e presidente da Comissão de Saúde da Duma (Parlamento russo), exigiu aos representantes russos ante a OMS, acreditados em Genebra, que providenciem uma investigação oficial sobre os numerosos indícios de corrupção massivamente aceites pela OMS e provenientes da indústria farmacêutica.

«Fizeram-se graves acusações de corrupção contra a OMS», afirmava Barinov, acrescentando que: «deve organizar-se uma comissão internacional de investigação o mais depressa possível» [24].

NOTAS:
[1 Tweede Kamer der Staten-Generaal (Segunda Câmara dos Estados Gerais ds Holanda, corresponde à Câmara Baixa)
[2] Artigo em inglês, Martin Enserink, em "Holland, The Public Face of Flu Takes a Hit"(«Holanda, o rosto público da gripe sofre um golpe»), Science, 16 de OPutubro de 2009, Vol.326, nº5951, pp 350-351;DOI: 10.1126/science,326-350b.
[3] «Sunshine Act», referência à denominação americana das leis vinculadas à liberdade de informação.
[4] Artigo em inglês, Science, 3 de Novembro de 2008, "Roundup 11/3-The Brink Edition".
[5] Artigo em holandês, "De Farma maffia Deel 1 Osterhaus BV", 28 de Novembro de 2009.
[6] Artigo em holandês, Ministerie van Volksgezondheid, Welzijn en Sport, "Financiele belangen Osterhaus waren bekend Nieuwsbericht", 30 de Setembro de 2009.
[7] Albert Osterhaus, Comissão Europeia, «Recherche».
[8] ibid.
[9] Artigo em inglês, Jane Corbin, entrevista com o Dr. Albert Osterhaus, BBC Panorama, 4 de Outubro de 2005.
[10] Artigo em alemão, Karin Steinberger, "Vogelgrippe: Der Mann mit der Vogelperspektive", Suddeutsch Zeitung, 20 de Outubro de 2005.
[11] ibid.
[12] Artigo em alemão, "Schweinegrippe-Geldgierig Psychopath Ausloser der Pandemie?", Polskaweb News.
[13] Artigo em inglês, Ab Osterhaus, "External factors influencing H5N1 mutation/reassortment events with pandemic potential", OIE, 7-9 de Outubro de 2008, Verona, Itália.
[14] Artigo em inglês, "Health Advisory", Swine Flu Overview, Abril de 2009.
[15] Artigo em Inglês, Biosurveillance, Swine Flu in Mexico, Timeline of Events, 24 de Abril de 2009.
[16] Citado no artigo em holandês de Louise Voller e Kristian Villesen, "Staerk lobbyisme bag WHO-beslutning om massevaccination", Information, Copenhaga, 15 de Novembro de 2009.
[17] Artigo em inglês, Jane Bryant, et al, "The One Click Group Response: Prof. David Salisbury Threatens Legal Action", 4 de Março de 2009.
[18] Professor David Salisbury citado no artigo em inglês "Swine flu vaccine to contain axed additive, Londres, Evening Standard e Gulf News, 28 de Setembro de 2009.
[19] Artigo em alemão, Bert Ehgartner, "Schwindel mit der Schweinegrippe ist die Aufregung ein Coup der Pharmaindustrie?"
[20] Tom Jefferson, entrevista com o epistemologista Tom Jefferson: «C'est toute une industrie qui espére une pandemie de grippe», Der Spiegel, 21 de Julho de 2009.
[21] ibid.
[22] Artigo em holandês, Louise Voller, Kristian Villesen, "Mystisk aendring af WHO's definition af en pandemi", Copenhagen Information, 15 de Novembro de 2009.
[23] Artigo em inglês, Rob Stein, "The Pandemic Could Be Mild", Washington Post, 8 de Dezembro de 2009.
[24] Artigo em holandês "Russland fordert internationale Untersuchung" Polskanet, 5 de Dezembro de 2009.


* F. William Engdahl, é analista económico e político

http://www.observatoriodaimprensa.com.b ... =573IMQ004
Epidemia de mentiras

As revelações sobre o papel obscuro de instituições multilaterais na história recente do Haiti ajudam a entender o mundo e acabam dando razão a algumas teses conspiratórias que correm sobre o comprometimento da ONU, do FMI e outras organizações com interesses privados.

Desde o ano passado, circula pela internet um documentário produzido pelo jornalista argentino Julián Alterini, denunciando uma possível manipulação de dados sobre a gripe H1N1, a chamada gripe suína. Esses dados teriam sido forjados por interesse de grandes indústrias farmacêuticas.

Na edição de terça-feira (19/1), o Estado de S.Paulo publica reportagem produzida por seu correspondente em Genebra informando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu rever as regras para a declaração de futuras pandemias.

Pressionada pelo Parlamento do Conselho Europeu, a entidade resolveu se antecipar ao resultado de investigações que apontam suspeita de influência indevida de indústrias farmacêuticas em suas decisões. Segundo o Estadão, os parlamentares europeus iniciam nesta semana uma investigação sobre manipulação de dados no caso da gripe suína.

O caso veio à tona quando a imprensa da Dinamarca obteve oficialmente informações de que alguns cientistas da OMS eram financiados por multinacionais do setor de medicamentos. Um deles chegou a receber mais de 9 milhões de dólares em financiamento da GlaxoSmithKline, uma das empresas que fabricam a vacina contra a gripe suína.

GSK, Sanofi, Novartis e outras farmacêuticas aparecem no rol das empresas que teriam influenciado decisões de cientistas ligados à Organização Mundial da Saúde.

O leitor atento há de se lembrar que, há oito meses, a OMS decretou que o vírus H1N1 havia saído de controle, após a ocorrência de alguns casos no México, e que o mundo estava diante da primeira pandemia do século 21.

A imprensa, inclusive no Brasil, embarcou e agitou a onda de pânico, aproveitando para fustigar as autoridades sanitárias brasileiras.

A notícia do Estadão ajuda a esclarecer a epidemia de mentira.

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Adam West
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Re: A vingança dos suinos parte II - Reston-Ebolavirus encontrado em porcos

#370 Mensagem por Adam West » 23 Jan 2010, 11:07

locatario 20 escreveu:(...) banha (menos de porco)(...)
Na verdade, não existe outro tipo de banha. :shock:

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Vlad_Vostok
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#371 Mensagem por Vlad_Vostok » 28 Jan 2010, 17:33


Cinco pessoas morrem na Suíça após serem vacinadas contra gripe A

07/12 - 16:55 - EFE

Genebra, 7 dez (EFE).- Cinco das sete vítimas fatais em decorrência da gripe A registradas na Suíça morreram depois de terem sido vacinadas, segundo os dados divulgados hoje pela Swissmedic, o organismo suíço regulador de remédios.
Em quatro dos casos, a vacina utilizada foi a Pandemrix, fabricada pela empresa farmacêutica GlaxoSmithKline. No entanto, não foi divulgada a marca da administrada no quinto caso.

Todos os pacientes eram maiores de 60 anos (um deles maior que 80) e em quatro dos casos sofriam de doenças crônicas graves. Por isso, "pode ser excluída a relação com a vacina", informou a Swissmedic.

O último caso, referente ao paciente de 80 anos, ainda está sendo analisado.

Também foi registrada a morte de dois fetos no útero após suas mães terem sido vacinadas com Focetria, fabricada pela empresa Novartis.

Em um dos casos, a morte fetal é atribuída a "fatores de risco já existentes", enquanto o segundo caso segue sob análise.

No total, desde o início da vacinação, no final de novembro, foram detectados 197 casos de efeitos secundários da vacina, mas não se sabe o número de pessoas que foram imunizadas.

Do total, 169 casos receberam Pandemrix, 25, Focetria e 3, Celtura, outra vacina fabricada pela Novartis.

O porta-voz da Swissmedic, Joachim Gross, explicou que estes dados não indicam que a Pandemrix seja a vacina que fornece mais riscos, mas é a mais utilizada.

Entre os efeitos secundários, em 44 dos casos foi registrada "uma reação grave e conhecida", ou seja, um efeito que estava previsto no prospecto do remédio, na maior parte reações alérgicas.

Em outros 28 casos houve "efeitos secundários com reação grave e desconhecida", entre elas cinco perdas de consciência após a vacinação e um caso de convulsões.

A metade dos casos, segundo a Swissmedic, "não é atribuível à vacina". EFE vh/pd
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/20 ... 27024.html

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#372 Mensagem por Vlad_Vostok » 30 Jan 2010, 18:20


publicado em 24/11/2009 às 10h16:
Canadá registra casos de alergias graves à vacina da gripe suína

Autoridades investigam causas; número exato de casos não foi divulgado
AFP

Um número incomum de reações alérgicas graves à vacina contra o vírus H1N1 da gripe suína foi registrado recentemente no Canadá, onde um lote do grupo farmacêutico GlaxoSmithKline foi recolhido.

As informações são da Organização Mundial da Saúde e foram anunciadas nesta terça-feira (24).

Segundo um porta-voz da organização, as autoridades canadenses estão investigando as causas da alergia. O número exato de casos de alergia não foi divulgado.

A OMS informou ainda que no momento não recomenda uma vigilância especial das vacinas, nem muda as recomendações a respeito, pois é preciso esperar os resultados das investigações do que ocorreu no Canadá.

http://noticias.r7.com/saude/noticias/c ... 91124.html

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#373 Mensagem por Vlad_Vostok » 31 Jan 2010, 20:14

GSK admite que um lote de vacinas enviado para o Canada pode causar mais reações alergicas que o normal. E realmente causou conforme reportagem da AFP.

GlaxoSmithKline Recalls H1N1 Vaccine in Canada Over 'Life-Threatening' Allergy Risk

Tuesday, November 24, 2009

Print LONDON — The pharmaceutical company GlaxoSmithKline says it has advised medical staff in Canada to not use one batch of swine flu vaccine for fear it may trigger life-threatening allergies.

GlaxoSmithKline spokeswoman Gwenan White said Tuesday the company issued the advice after reports that one batch of the swine flu vaccine might have caused more allergic reactions than normal.

She says the affected batch contains 172,000 doses of the vaccine. She declined to say how many doses had been administered before the advice to stop using them was given.

White says GlaxoSmithKline wrote to Canadian healthcare professionals advising them to stop using the batch on Nov. 18. She says a total of 7.5 million doses of the vaccine have been distributed in Canada.

http://www.foxnews.com/story/0,2933,576526,00.html

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Re: Gripe Suina

#374 Mensagem por Carnage » 14 Mar 2010, 19:20

OMS sob suspeita de Corrupção
http://www.odiario.info/index.php?p=1431



http://www.viomundo.com.br/denuncias/le ... ipe-suina/
Vacine-se contra os "surtos" midiáticos de gripe suína

Atualizado em 10 de março de 2010 às 19:13 | Publicado em 10 de março de 2010 às 17:29

por Conceição Lemes*

O Ministério da Saúde informa: até 21 de maio, o Brasil deverá vacinar pelo menos 80% das 91 milhões de pessoas que devem ser imunizadas contra influenza A, ou gripe A (H1N1), mais conhecida como gripe suína.

São grupos prioritários: trabalhadores da área de saúde, indígenas, grávidas em qualquer período de gestação, crianças, adolescentes e adultos com obesidade grau 3 (antigamente chamada obesidade mórbida), pessoas com doenças crônicas, crianças de seis meses a menos de dois anos, idosos (com mais de 60 anos) portadores de doenças crônicas e adultos saudáveis de 20 a 39 anos.

Grupos prioritários são aqueles que têm maior risco de desenvolver formas graves da doença e de morrer. A prioridade dos trabalhadores de saúde é porque deles dependem todas as estratégias de combate da segunda onda de pandemia da gripe suína.

Adicionalmente, o Viomundo recomenda mais uma “vacina”: é contra eventuais “surtos” de má fé e/ou de desinformação de parte da mídia, a exemplo do ocorreu em 2009. Indicamos aos 197 milhões de brasileiros, pois “os surtos midiáticos” também podem causar danos à saúde, eventualmente até matar.

CRIME CONTRA A SAÚDE PUBLICA BRASILEIRA

Em 24 de abril de 2009, foi manchete no mundo inteiro: a Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta sobre a ocorrência de um novo tipo de gripe, causada por uma variante do vírus da influenza suína A H1N1. Testes laboratoriais haviam confirmado casos da infecção em seres humanos nos Estados Unidos e no México.

Em 11 de junho, a OMS declarou pandemia de gripe suína. O vírus A H1N1 já circulava na Europa, Austrália, América do Norte, Central e do Sul. No Brasil, dos 52 casos confirmados até então, 75% tinham sido adquiridos fora do país.

Em vez de informar a população, parte da mídia brasileira passou a disseminar o pânico. Em 19 de julho, reportagem da Folha de S. Paulo dizia que a gripe suína poderia atingir entre 35 milhões e 67 milhões de brasileiros ao longo das cinco a oito semanas seguintes.

Matéria totalmente furada e irresponsável. Um crime contra a saúde pública brasileira com o objetivo político de atingir o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva em benefício do governador José Serra, de São Paulo, candidato da Folha para presidente em 2010.

Em agosto, alguns “especialistas” e outros desinformados e/ou mal-intencionados reforçaram o terrorismo midiático, disseminando-o nos jornais, nas revistas Época e IstoÉ, nos noticiários de rádios e TV. Exigiram, inclusive via Justiça, que o Ministério da Saúde fornecesse o antiviral Tamiflu (oseltamivir é o nome da droga) a todas as pessoas com sintomas gripais. Um absurdo.

Curiosamente, no início de setembro de 2009, a Roche, fabricante do Tamiflu, único medicamento disponível no Brasil contra a gripe suína até então, patrocinou a ida de quatro jornalistas brasileiros a uma conferência na Basiléia, Suíça, onde fica a sua sede.

A David Reddy, líder da força-tarefa da multinacional farmacêutica contra a pandemia da gripe A, coube a atualização científica sobre o antiviral. Entre os dados apresentados, estes sobre a eficácia do Tamiflu na gripe sazonal, comum.

[ external image ]

Ao contrário do que induzia a apresentação, não há indicação de uso do Tamiflu para prevenir a ocorrência de gripe na população.

Quanto à sua eficácia no tratamento da doença, o laboratório recorreu apenas a publicações antigas, cujos resultados lhe eram mais favoráveis. Deixou de alertar os jornalistas que estudos publicados em agosto de 2009 pelas conceituadas revistas Lancet e British Medical demonstraram, por exemplo, que o oseltamivir reduz a duração dos sintomas da gripe comum em algo próximo a 0,5 dia e não em até dois dias, como alguns especialistas diziam. A Roche também omitiu que o Tamiflu não é eficaz quando usado em pacientes com síndrome gripal sem fatores de risco. E que o seu uso generalizado aumenta o risco de o vírus desenvolver resistência ao medicamento.

Tatiana Pronin, do UOL, esteve lá. Em reportagem veiculada no dia 7 de setembro, informou:

Em situações de pandemia como a da gripe suína, ou influenza A (H1N1), a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que um país tenha medicamento suficiente para tratar pelo menos 25% da população. No Brasil, porém, os estoques disponíveis até agora dariam para suprir apenas 5% dos brasileiros. A informação foi divulgada pela fabricante do antigripal Tamiflu (oseltamivir), a Roche, em uma conferência internacional organizada pela empresa nesta segunda-feira (7) na Basileia, na Suíça, onde fica a sede do laboratório.

O texto do UOL reforça:

"A OMS diz que o estoque deve ser de aproximadamente 25%...", comentou David Reddy.

A OMS desmentiu a história dos 25%. “A quantidade do antiviral dependerá da proporção da população em risco de desenvolver as formas graves da doença e da disseminação do vírus A (H1N1) ao longo do tempo”, disse ao Viomundo Aphaluck Bhatiasevi, do escritório de comunicação da OMS, em Genebra, Suíça. “A OMS recomenda que cada país avalie as suas necessidades com base nos respectivos planos para enfrentar a pandemia.”

Também na Suíça, contatamos David Reddy, para saber se ele confirmava a declaração ao UOL. “Não”, respondeu por e-mail. “O que foi dito era que algumas estimativas iniciais indicavam que ao redor de 25% das pessoas poderiam ser infectadas durante a pandemia. Essa foi a base dos 25%. Porém, aí, entra outro fator: o quão virulento é o vírus e quantas pessoas precisam ser tratadas. São decisões que o próprio governo tem de tomar.”

Notem que o representante da Roche cita “algumas estimativas” de que aproximadamente 25% das pessoas “poderiam ser infectadas” e que isso ocorreria “durante a pandemia”, que dura até hoje. Observem ainda que, implicitamente, nas entrelinhas, ele diz que nem todas precisam de tratamento.

“Então o UOL errou?”, questionamos a Roche no Brasil. “Por que vocês não distribuíram um comunicado dizendo que a informação era equivocada?”

Foram várias tentativas na ocasião e tempos depois. A assessoria de imprensa nunca respondeu essas questões, dando margem a esta incerteza: o UOL se equivocara ou David Reddy dissera mesmo à repórter que para a OMS seria necessário ter em estoque tratamento para, pelo menos, de 25% da população e depois voltou atrás?

A essa dúvida somaram-se outras duas perguntas também não respondidas pela assessoria de imprensa do laboratório. Qual o objetivo da Roche em levar jornalistas brasileiros para um evento que não apresentou nenhuma novidade científica? Afinal, o único fato novo foi o ranking dos países que tinham em estoque tratamentos de antivirais para mais de 5% da população. O Brasil, na tabela apresentada, aparecia na rabeira. Entre os 45 países listados, o Brasil era o 45º. A intenção da Roche ao divulgar o ranking seria forçar os países a fazer novas encomendas, garantindo vendas futuras?

Fazer política partidária ou lobby econômico com notícias de saúde tem “efeitos colaterais”. Lembrem-se da epidemia midiática de febre amarela de 2008. Milhares e milhares de pessoas vacinaram-se desnecessariamente. A vacina tinha contraindicações. Várias acabaram hospitalizadas. Duas morreram.

Portanto, se alguma notícia na mídia sobre gripe suína, vacinação e tratamento, te deixou preocupado, ligue gratuitamente para o Disque Saúde, do Ministério da Saúde (0800 61 1997) ou acesse os sites www.saude.gov.br e www.vacinacaoinfluenza.com.br

Vacine-se já contra os “surtos” midiáticos de gripe suína. Afinal, quanto mais prevenção mais proteção.

*É a jornalista mais premiada em temas de Saúde no Brasil

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Carnage
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Re: Gripe Suina

#375 Mensagem por Carnage » 14 Mai 2011, 21:06

O inverto tá chegando.

Cadê o Armagedon da Gripe Suína??

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