Déficits podem alterar a política e o poder global dos Estados Unidos
por DAVID E. SANGER, no New York Times
Published: February 1, 2010
WASHINGTON — Em um orçamento federal repleto de estatísticas espantosas, dois números se destacam de forma particularmente chocante, por representarem possível mudança na política e no poder americanos.
O primeiro é o déficit projetado para os próximos anos, cerca de 11% de toda a produção econômica do país. Isso tem precedente: durante a guerra civil e as guerras mundiais os Estados Unidos tiveram déficits crescentes, mas em geral com a expectativa de que seriam derrubados uma vez a paz fosse restaurada e os gastos militares reduzidos.
Mas o segundo número, enterrado nas projeções do orçamento, é o que realmente chama a atenção: pelos cálculos otimistas do próprio presidente Obama, os déficits americanos não vão retornar ao que se considera níveis sustentáveis pelos próximos dez anos. Na verdade, em 2019 e 2020 -- anos nos quais o sr. Obama terá deixado a cena, mesmo que cumprir dois mandatos -- os orçamentos começarão a crescer de novo, para mais de 5% do PIB. O orçamento de Obama traça o retrato de uma nação que, como muitos donos de imóveis dos Estados Unidos, simplesmente não consegue manter o nariz acima da linha d'água.
Para o sr. Obama e seus sucessores, o efeito dessas projeções é claro. A não ser que crescimento miraculoso aconteça, ou que acordos políticos miraculosos criem mudanças inesperadas na próxima década, não há espaço para novas iniciativas domésticas do sr. Obama e de seus sucessores. Além disso fica a possibilidade de que os Estados Unidos poderiam começar a sofrer da mesma doença que afetou o Japão na última década. Com o crescimento da dívida maior que o da renda, a influência do país no mundo pode sofrer uma erosão.
E, como o assessor-chefe do sr. Obama, Lawrence H. Summers, costumava perguntar antes de entrar no governo um ano atrás, "como pode o maior devedor do mundo permanecer o maior poder do mundo?".
A liderança chinesa, que empresta muito do dinheiro que financia os gastos do governo americano, e que fez perguntas duras sobre o orçamento do sr. Obama quando alguns membros dela visitaram Washington no verão passado, diz que pensa que a resposta para a pergunta do sr. Summers é auto-evidente. Os europeus também dizem que essa é a grande preocupação da próxima década.
O sr. Obama em pessoa deu sinais de preocupação quando anunciou no início de dezembro que planejava mandar 30 mil soldados americanos para o Afeganistão, mas insistiu que os Estados Unidos não poderiam ficar por muito tempo lá.
"Nossa prosperidade cria a fundação para nosso poder", ele disse a cadetes da academia de West Point. "Paga nossos militares. Banca nossa diplomacia. Tira proveito do potencial de nosso povo e permite investimento em novas indústrias".
E então ele explicou que mesmo uma "guerra necessária", como chamou a do Afeganistão no verão passado, poderia durar muito.
"É por isso que nosso compromisso com o Afreganistão não pode indefinido", ele disse então, "porque a nação que mais me interessa construir é a nossa própria nação".
O orçamento do sr. Obama merece crédito por sua franqueza. Não tenta disfarçar com açúcar, pelo menos excessivamente, a magnitude potencial do problema. O presidente George W. Bush costumava repetir, até o fim de seu mandato, que deixaria o governo com um orçamento equilibrado. Nem chegou perto; na verdade, o deficit disparou em seus últimos anos de governo.
O sr. Obama publicou as previsões para os próximos dez anos, em parte, para argumentar que a paralisação política dos últimos anos, na qual a maioria dos republicanos não quer falar de aumento de impostos, enquanto os democratas não discutem o corte de programas sociais, é insustentável. A receita do sr. Obama é de primeiro piorar o problema, fazendo gastos para combater a taxa de desemprego, antes de agir para que o deficit seja derrubado.
O sr. Summers, em uma entrevista na tarde de segunda-feira, disse que "o orçamento reconhece os imperativos de criar empregos e incentivar o crescimento no curto prazo e toma medidas significativas para aumentar a confiança no médio prazo".
Ela estava se referindo ao congelamento de gastos domésticos não relacionados à segurança nacional, à tentativa de cortar custos de saúde e à decisão de deixar expirar os cortes de impostos do governo Bush para as corporações e as famílias que ganham mais de 250 mil dólares anuais.
Mas o sr. Summers disse que "através das comissões fiscal e de orçamento, o presidente deu espaço para que se faça novos ajustes, se necessários para evitar algum tipo de crise".
Transformar isso em ação política, no entanto, tem se mostrado cada vez mais difícil para Washington. Os republicanos ficaram calados durante os anos de dívida de Bush. Os democratas descreveram o déficit como mal necessário durante a crise econômica que definiu o primeiro ano de governo do sr. Obama. O interesse em uma solução de longo prazo é limitada. Ou, como disse Isabel V. Sawhill, da Brookings Institution, na MSNBC, "o problema aqui não é honestidade, mas vontade política".
Uma fonte dessa falta de vontade é que os alertas políticos são contrários aos sinais emitidos pelo mercado. O Tesouro tem emprestado dinheiro para financiar os déficits do governo a taxas surpreendentemente baixas, um indicador forte de que os mercados acreditam que serão pagos em dia e sem desconto.
A falta de vontade política também é facilitada pelo fato de que, como o professor James K. Galbraith, da Universidade do Texas, colocou, "previsões para 10 anos não tem credibilidade".
Ele está certo. No início do governo Clinton, as projeções do governo indicavam grandes deficits -- acima do nível "sustentável" de 3% do PIB -- até 2000. Mas quando chegou essa data, Clinton tinha um superavit modesto de cerca de 200 bilhões de dólares, um ponto lembrado pelo sr. Obama na segunda-feira quando ele disse ao país que aquele momento foi desperdiçado quando "o governo e o Congresso passados criaram um programa de drogas caro, aprovaram cortes de impostos maciços para os ricos e financiaram duas guerras sem pagar por elas".
Mas com este orçamento o sr. Obama agora é dono do deficit. Como o sr. Galbraith notou, é possível que as previsões sombrias para 2020 se provem igualmente falsas.
Simplesmente projetar que os custos de saúde vão aumentar sem teto é um exercício perigoso.
"Muito vai depender da gente promover reformas que reconstruam um sistema financeiro que funcione", o sr. Galbraith disse, para com isso promover o crescimento no setor privado -- o tipo de crescimento que salvou o sr. Clinton de suas próprias projeções.
Sua maior esperança, disse o sr. Galbraith, é a lei de Stein, nomeada em homenagem a Herbert Stein, presidente do Conselho de Assessores Econômicos dos governos Richard M. Nixon e Gerald R. Ford.
A lei de Stein tem várias versões diferentes. Mas todas em torno de um ponto em comum: se uma tendência não pode continuar, ela é interrompida.
O mito da competência americana
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HAITI
Soldados americanos intimidam fotógrafo
em 9/2/2010
O fotógrafo haitiano Homère Cardichon, que trabalha para o jornal Le Nouvelliste, teve sua câmera confiscada por soldados americanos na semana passada, quando cobria um protesto do lado de fora da embaixada dos EUA em Porto Príncipe. "Seis soldados me renderam e pegaram a minha câmera. Uma hora depois, voltaram e tiraram uma foto minha, devolvendo a câmera. Vi que algumas fotos tinham sido apagadas", contou.
A organização Repórteres Sem Fronteiras [4/2/10] pediu à ministra da Cultura e Comunicações, Marie-Laurence Jocelyn-Lassègue, que exija uma explicação das autoridades americanas. Há um grande descontentamento na capital do Haiti com países envolvidos na ajuda humanitária, incluindo os EUA. No caso de Cardichon, parece que os soldados reagiram da pior maneria possível em uma tentativa de proteger sua imagem. Além da ação poder ser classificada de censura, prejudica a reputação dos EUA aos olhos dos haitianos. As notícias são vitais para a reconstrução do país após o terremoto de 12 de janeiro, afirma a RSF.
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Internacional| 31/01/2010 | Copyleft
EUA: o melhor Congresso que o dinheiro pode comprar
A decisão radical da Suprema Corte dos Estados Unidos, em 21 de janeiro deste ano permite às companhias gastarem dinheiro ilimitadamente na política. Anulando 100 anos de restrições aos gastos corporativos, os dois juizes mais novos, John Roberts e Samuel Alito, indicados pelo Presidente George W. Bush, tornaram a Suprema Corte um aliado das grandes corporações. Os insípidos debates em Davos sobre a questão capitalismo versus socialismo foram suplantados pela conquista da democracia das corporações.O artigo é de Hazel Henderson.
Hazel Henderson
A visão fantástica dessa mais alta Corte dos Estados Unidos defende que o dinheiro é equivalente à livre expressão sob a Primeira Emenda, e que a corporações são “pessoas” equivalentes a seres humanos. A irrealidade dessa visão também equipara corporações com sindicatos, sem reconhecer que sindicatos representam pessoas reais, enquanto corporações são entidades legais com o propósito de fazer dinheiro para os seus acionistas.
Os efeitos dessa apertada decisão por 5 a 4 na Suprema Corte incluem a permissão de acesso à Política do país através de vários investidores internacionais que detêm ações em corporações estadunidenses. Por exemplo, o Príncipe Alaweed bin Talal da Arábia Saudita é um dos maiores investidores do Citibank e da New Corporation, que tem o Wall Street Journal, a Rede de Televisão Fox, a Sky News e uma outra mídia global. Os Fundos Soberanos da Noruega, da China, de Cingapura, do Kuwait e de outros países podem agora influenciar a política dos EUA como jamais ocorreu antes.
Advogados constitucionalistas estão assombrados, inclusive o Presidente Obama, que observou: “A Suprema Corte deu luz verde para a avalanche de interesses especiais do dinheiro em nossa política. Essa é uma grande vitória do Petróleo, dos banqueiros de Wall Street, das companhias de seguro de saúde e de outros interesses que manobram diariamente o poder em Washington e abafa, cotidianamente, as vozes dos americanos”.
Muitos projetos de lei foram apresentados no Congresso para passar por cima da decisão da Corte, a maior parte com foco no direito corporativo e na governança. Eles incluíram o reforço das regulações e o controle pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC – Securities and Exchange Comission). Tais projetos exigiriam a aprovação dos acionistas pelos conselhos diretores das corporações antes que elas liberassem seus fundos de ações para apoiar ou se opor a questões políticas e candidatos. Limitariam os gastos pelas corporações que sejam substancialmente de propriedade de grupos de investidores internacionais e cidadãos não-estadunidenses. Muitos críticos acrescentaram que os políticos cujas eleições se devem aos fundos corporativos deveriam ser convocados para tornarem públicos as logomarcas dessas corporações em suas roupas e em todas as suas manifestações públicas, por exemplo, como o senador da Microsoft, da Halliburton, do Citibank ou do Goldman Sachs.
Outros críticos apresentaram detalhadamente a idiotia da equiparação entre corporações e seres humanos reais. Eles disseram: “se isso é verdade, não seria uma forma de escravidão ter uma corporação?”. Poderiam as corporações agora, então, também usarem armas e votarem? Corporações já têm muitos dos direitos de cidadania estadunidense, só que muito menos responsabilidades do que o têm as pessoas reais. Corporações são protegidas por leis que limitam suas dívidas; desfrutam de vida perpétua e ainda carregam um poder imenso – evidenciado por sua captura dos reguladores e políticos.
Os insípidos debates no Fórum Econômico de Davos sobre a questão capitalismo versus socialismo foram suplantados pela conquista da democracia das corporações. Os lobistas das corporações dos grandes bancos estão lutando contra reformas financeiras necessárias. Lobistas de seguros de saúde e das companhias farmacêuticas conduziram os projetos da reforma da saúde para novas traições substanciais. Lobistas das companhias de energia distorceram os projetos sobre clima e energia, tornando-os novas frutas podres, em defesa do carro-chefe do combustível fóssil e das companhias de energia nuclear. Em todo o planeta, o lobby das corporações militares dirige a compra de armas.
À opinião absurda do juiz da Corte Suprema John Robert, de que as corporações são em vários aspectos “amordaçadas” ou de que necessitam de mais dos direitos garantidos na Primeira Emenda somou-se a divergência do juiz Stevens, em nome dos juízes Ginsberg, Sotomayor e Breyer: “A democracia americana é imperfeita, mas poucos fora desta Corte teriam pensado que ela definha até a morte, com o dinheiro corporativo na política”.
De fato, um grupo de corporações dos EUA respondeu com uma Carta Aberta ao Congresso, opondo-se à ameaça de tirar dinheiro dos candidatos de ambos os partidos políticos e optando pela destinação desse dinheiro para a corrida armamentista. Tomara que esse tipo de liderança socialmente responsável das companhias progressistas possa ser apoiada por investidores institucionais, como aqueles dos Princípios para o Investimento Responsável, da ONU (representando portfolios de $19 trilhões em ações das companhias). Eles podem, juntos, com as 3000 companhias signatárias do Pacto Global da ONU, desenvolver proteções para impedir o investimento nessas companhias que tomam as decisões da Suprema Corte como licença para jogar ainda mais dinheiro em lobies e para arrancar o poder do processo democrático.
O efeito cascata do dinheiro adicional na política dos EUA e na propaganda acelerará a sinistra tomada do governo, bem como da mídia de massa, pelas corporações – a definição clássica de fascismo. Uma resposta é o Mercado Ético para a propaganda ética e a campanha do Mercado Ético com a Academia Mundial de Negócios (http://www.worldbusiness.org/) para parar o neuromarketing e sua manipulação de consumidores.
Como essa conquista corporativa dos Estados Unidos da América afeta seu padrão de mundo? A ganância e a cultura da obsessão pelo dinheiro de Wall Street já danificaram todo o mundo e causaram milhões de vítimas inocentes da fome, das adversidades, de perdas de empregos, meios de vida e infligiu um enorme dano ambiental.
Essa decisão da Suprema Corte causará uma perda futura de critério e autoridade moral, no mundo. A arrogância do unilateralismo dos EUA vêm causando danos desde a queda do Muro de Berlim. Esse momento unipolar acabou. Para a sorte da comunidade internacional, outros países, Índia, Brasil e a União Européia estão assumindo a liderança democrática. A irresponsável decisão da Suprema Corte dos EUA sobrepujou os esforços do Presidente Barack Obama para restaurar o multilateralismo. Foi um golpe na democracia dos EUA e fornece um mau exemplo ao avanço da democracia mundo afora.
Hazel Henderson é presidente do Ethical Markets Media (EUA e Brasil) e da Green Transition Scoreboard, companhia signatária dos Princípios do Investimento Responsável, da ONU. É fundadora e co-diretora da Academia Mundial de Negócios MercadoÉtico para a propaganda ética, autora de vários livros e co-criadora do Indicadores de Qualidade de Vida Calvert-Henderson www.ethicalmarkets.com
Tradução: Katarina Peixoto
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Internacional| 06/02/2010 | Copyleft
"EUA lêem erroneamente a política externa do Brasil"
Os Estados Unidos parecem não ter aprendido nada com os seus erros do passado em matéria de política externa. A principal jogada geopolítica de Obama até aqui foi converter a reunião do G-8 em uma reunião de um G-20. O grupo crucial que foi adicionado à reunião é o formado pelos chamados países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). O que os EUA oferecem ao Brasil é “associar-se” (na condição de sócio menor), a mesma oferta feita à Europa Ocidental e ao Japão no início dos anos 70. Desta vez, não se passarão 20 anos para que esse intento se mostre fracassado. O artigo é de Immanuel Wallerstein.
Immanuel Wallesrtein
Quando, por volta de 1970, os Estados Unidos se deram conta pela primeira vez que sua dominação hegemônica era ameaçada pela crescente força econômica (e, por conseqüência, geopolítica) da Europa Ocidental e do Japão, trataram de mudar sua postura, buscando evitar que assumissem uma posição demasiado independente nos assuntos mundiais.
Os EUA enviaram a seguinte mensagem, ainda que não com palavras: até agora temos tratado vocês como satélites e exigido que nos sigam sem questionamento algum na cena mundial. Mas agora vocês estão mais fortes. Assim, os convidamos para ser sócios, sócios menores, que tomarão parte conosco na tomada de decisões coletivas, sempre e quando não se afastem demasiado por conta própria. Esta nova política estadunidense foi institucionalizada de diferentes maneiras – especialmente com a criação do G-7, o estabelecimento da Comissão Trilateral e a invenção do Fórum Econômico Mundial de Davos como espaço de encontro da “amigável” elite mundial.
O objetivo principal dos EUA era desacelerar a decadência de seu poder geopolítico. A nova política funcionou durante cerca de 20 anos. Dois eventos sucessivos causaram o seu fim. O primeiro foi a desintegração da União Soviética (1989-1991), que desmantelou o argumento principal que os EUA tinham usado com seus “sócios”, a saber, que não deviam ser demasiado “independentes” no cenário mundial. O segundo evento foi o militarismo “macho” unilateral e auto-derrotado do regime de Bush. Em vez de restaurar a hegemonia estadunidense resultou no devastador fracasso dos EUA em 2003, quando não conseguiu obter o respaldo do Conselho de Segurança da ONU para a invasão do Iraque.
As políticas neoconservadoras de Bush foram um absoluto tiro pela culatra e converteram o lento declínio do poder geopolítico estadunidense em uma queda precipitada. Hoje, quase todos reconhecem que os EUA não têm a influência que já tiveram uma vez.
Poderia se pensar que os EUA teriam aprendido algumas lições com os erros do governo Bush. Mas parece que hoje está tentando repetir o mesmo cenário com o Brasil. Desta vez, não passarão 20 anos para que esse intento se mostre fracassado. A principal jogada geopolítica de Obama até aqui foi converter a reunião do G-8 em uma reunião de um G-20. O grupo crucial que foi adicionado à reunião é o formado pelos chamados países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). O que os EUA oferecem ao Brasil é “associar-se”. Isso fica muito claro em um informe recente do grupo de trabalho do Conselho de Relações Exteriores chamado de “US-Latin America Relations: A New Direction for a New Reality” (As relações Estados Unidos-América Latina:uma nova direção para uma nova realidade). O Conselho de Relações Exteriores é a voz do establishment e este informe, provavelmente, reflete o pensamento da Casa Branca.
Há duas frases cruciais neste informe relacionadas ao Brasil. A primeira diz: “o Grupo de Trabalho considera que aprofundar as relações estratégicas com Brasil e México e reformular os esforços diplomáticos com Venezuela e Cuba não só estabelecerão uma maior interação frutífera com estes países, como também transformarão positivamente as relações Estados Unidos-América latina. A segunda frase do documento refere-se diretamente ao Brasil: “O Grupo de Trabalho recomenda que os EUA construam sua colaboração existente com o Brasil no que diz respeito ao etanol para desenvolver uma sociedade mais consistente, coordenada e ampla que incorpore um amplo leque de assuntos bilaterais, regionais e globais”.
Este informe foi publicado em 2009. Em dezembro, o Centro de Relações Exteriores organizou com a Fundação Getúlio Vargas um seminário sobre o “Brasil emergente”. Coincidentemente, o seminário foi realizado justamente no momento em que ocorriam a crise política hondurenha e a visita do presidente Mahmud Ahmadinejad ao Brasil. Os participantes estadunidenses no seminário não falavam a mesma linguagem que os brasileiros. Eles defendiam que o Brasil deveria atuar como uma potência regional, ou seja, como um poder subimperial. Não conseguiam entender a desaprovação do Brasil frente aos acordos militares e econômicos da Colômbia com os EUA. Pensavam que o Brasil deveria assumir algumas responsabilidades para a manutenção da “ordem mundial”, o que significava unir-se aos EUA em sua pressão sobre as políticas nucleares do Irã, enquanto os brasileiros achavam que a posição dos EUA sobre o Irã era “hipócrita”. Finalmente, enquanto os participantes dos EUA olhavam a Venezuela de Chávez como “longe de ser democrática”, os brasileiros faziam eco à caracterização da Venezuela feita pelo presidente Lula: a de que o país sofre de “um excesso de democracia”.
Em janeiro de 2010, Susan Purcell, uma analista estadunidense conservadora, publicou no jornal Miami Herald uma crítica à política de seu país sobre o Brasil, a qual denominou de “pensamento ilusório”. Ela pode ter razão. Desde seu ponto de vista, “Washington precisa repensar suas suposições acerca do grau em que pode depender do Brasil para lidar com problemas políticos e de segurança na América Latina, de um modo que seja compatível com os interesses estadunidenses”. Também em janeiro, Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT, o partido de Lula, disse que a intenção estadunidense de constituir um G-20 era “uma tentativa de absorver e controlar os pólos alternativos de poder...uma tentativa de manter a multipolaridade sob controle”. Ele insistiu que, diante do conflito entre respaldar os interesses capitalistas no mundo como poder subimperial e apoiar “os interesses democrático-populares”, o Brasil terminaria assumindo esta segunda postura.
Dada a maior força da Europa Ocidental e do Japão, no início dos anos 70, os EUA lhes ofereceram o status de sócios menores. A França e a Alemanha optaram, em 2003, por prosseguir na direção de um papel mais independente no mundo. O Japão, em suas eleições nacionais de 2009 e na eleição municipal de 2010 na ilha de Okinawa (que teve a vitória de um político que se opõe à instalação de uma base norte-americana), parece optar pelo mesmo caminho. Dado o crescimento de sua força, ofereceram ao Brasil, em 2009, a condição de “sócio menor”. Parece que o país insistirá, quase de imediato, em manter um papel independente no mundo.
Tradução: Katarina Peixoto
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Re: O mito da competência americana
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Economia 14/03/2010
Por que estamos com medo de taxar os super-ricos?
Ao não taxarmos os super-ricos, estamos cavando ainda mais fundo em uma sociedade de socorros bilionários, em que os ricos continuam jogando com o nosso dinheiro, sabendo que vamos socorrê-los se perderem. Sim, temos necessidade de regulamentar Wall Street. Mas também temos de reconhecer que esses viciados em jogos de azar têm muito dinheiro em seus bolsos. E a sociedade necessita desse dinheiro para investimentos produtivos, não para esse jogo. O artigo é de Les Leopold.
Les Leopold - Huffington Post
Nossa nação (EUA) já está profundamente endividada. Como podemos nos dar ao luxo de investir em infra-estrutura, energia renovável, saúde, escolas - e criar os milhões de empregos que os nossos desempregados precisam desesperadamente?
Dizem-nos que já estamos vivendo bem além dos nossos meios - que programas como o Medicare e da Segurança Social irão nos levar à falência. Esqueça os painéis solares, as classes baixas e novos postos de trabalho - nós temos que cortar em programas de governo em todos os níveis.
Enquanto isso, os super-ricos continuam "com a bola embaixo do braço". Em sua carta anual de acionistas, o mega-investidor Warren Buffett, escreveu: "Nós colocamos um monte de dinheiro para trabalhar durante o caos dos últimos dois anos. Quando está chovendo ouro, busque um balde, e não um dedal". E a Forbes Magazine acrescenta: "Muitos plutocratas fizeram exatamente isso. Na verdade, nos últimos anos a “terra devastada da riqueza” (1) se tornou um paraíso dos bilionários. A maioria das pessoas mais ricas do planeta viu as suas fortunas sumirem no ano passado."
O que nos leva de volta para o orçamento federal. Há dois lados para cada “livro de registro” (2): as despesas e as receitas. Precisamos começar a olhar para o lado das receitas. Com um sistema fiscal mais justo, poderíamos recuperar um pouco dessa chuva de dinheiro que a elite foi desviando de nós por décadas.
Na década de 1950 a taxa marginal de imposto sobre os que ganham mais de US$ 3 milhões por ano (em dólares de hoje) foi de 91%. Em 1990 era 28%. O IRS diz que os 400 mais ricos pagaram efetivamente uma taxa de apenas 16% de impostos em 2007 (são os números mais recentes que temos). Sim! os assalariados mais ricos - pessoas com uma média acima de 343 milhões de dólares cada - provavelmente pagam uma taxa mais baixa do que você. Algo a considerar enquanto você faz sua declaração de imposto de renda de 2009.
A propósito, as 400 pessoas que tão corretamente pagam seus impostos em dia têm um imposto sobre o patrimônio líquido de cerca de 1,37 trilhão de dólares. (Segundo a revista Forbes, sua fortuna aumentou, em média, mais de 16% sobre o ano passado - o pior ano econômico desde a Grande Depressão, durante o qual 29 milhões de americanos estão sem trabalho ou em regime de tempo parcial).
Como nossas mentes podem compreender um número tão grande? Aqui está um exemplo que me traz de volta à terra. Se tivéssemos impostos progressivos e reduzíssemos a sua riqueza a um insignificante nível de US$ 100 milhões para cada um, teríamos dinheiro suficiente para criar um fundo fiduciário cujo rendimento poderia custear o ensino superior gratuito para os estudantes em todas as faculdades e universidades eternamente. Imagine isso. Nossos filhos poderiam realmente deixar a faculdade sem levar dezenas de milhares de dólares de dívida em suas costas.
Poderiam estas 400 pessoas especiais serem capazez de viver com apenas US$ 100 milhões por ano? Eu acho que eles poderiam.
Então por que estamos tão temerosos de tributação dos super-ricos? Aqui estão os argumentos que eu ouvi.
1. Eles mereceram.
Sério? O conceito de "ganhar" é obscuro quando se considera o conjunto de programas de bem-estar das empresas. As empresas petrolíferas têm subsídios de esgotamento (3). Grandes produtores de açúcar têm os seus doces subsídios. A indústria de seguros de saúde está isenta de leis anti-truste.
Uma forma que as empresas gastam são os bônus, proporcionando pacotes de compensação para a alta gerência incompreensíveis. Por exemplo, em 2009, nossos magos financeiros arrecadaram cerca de US$ 150 bilhões em bônus - como se fosse uma recompensa por quebrarem a economia. Se não fossem os nossos 10 trilhões de dólares (não bilhões) em fundos de ajuda, eles não teriam ganho nada. Na verdade, o jogo imprudente do setor financeiro nos tirou mais de US $ 6 trilhões em riqueza. Mas os executivos ficaram muito bem, graças à generosidade do contribuinte.
Você pensaria que nós estaríamos chorando por um imposto sobre lucros inesperados (4) para recuperar o nosso dinheiro. Mas não.
2. Redistribuição de renda é algo “não-americano” .(5)
Durante a campanha de 2008, Joe, o encanador (6), conseguiu seus 15 minutos de fama quando criticou Obama por ter ousado pronunciar a frase "redistribuição de renda". Naturalmente, isso significa redistribuir rendimento principalmente através da tributação progressiva - obrigando os ricos a pagar impostos mais elevados.
Joe não mencionou que já vivemos em um mundo de redistribuição maciça. Só que a partir de baixo para cima. Continuamos a ouvir sobre como o pessoal pobre engana o sistema e utilizam de graça os nossos suados gastos com impostos. Eles vão para salas de emergência e não pagam. Eles recebem o Medicaid gratuitamente. E muitos não pagam os impostos em tudo (principalmente porque seus rendimentos são tão incrivelmente baixos). Mas tudo isso é um pequena quantia de dinheiro comparado ao jogo que acontece no outro extremo da escala econômica.
Basta pensar em todas as fraudes e golpes das grandes corporações e dos ricos que estão acontecendo: as sempre crescentes taxas de cartão de crédito, empréstimos hipotecários predatórios, as taxas de juros usurários, desconto de cheques plagiados (7), os preços de monopólio. Eles transformam em renda as isenções dos impostos sobre ganhos de capital (8) , encontram abrigos de impostos através dos paraísos fiscais (9) , coletam subsídios para suas lojas em fuga. E, então, fazem sua grande jogada: o salvamento de Wall Street. Após o socorro, essas "empresas-grandes-demais-para-quebrarem" estão ficando cada vez maiores. Tudo isso acrescenta-se a um plano de redistribuição importante – dos muitos para os poucos.
Durante o boom do pós-Segunda Guerra Mundial, tivemos uma das distribuições de renda mais justas no mundo. Não mais. Hoje, o fosso entre ricos e pobres é maior do que em qualquer momento da história dos EUA. Aqui está uma estatística dizendo: Em 1970, a diferença de ganho dos 100 CEOs em relação ao trabalhador médio foi de 45 para um. Até 2008 era 1.071 para um. Você acha que eles estão muito mais inteligentes?
3. Se taxarmos os ricos, nós vamos prejudicar o investimento e matar empregos.
Esta foi a justificativa usada por políticos e especialistas quando começaram a cortar impostos e eliminar regulamentações no final de 1970. Os cortes nos impostos deviam criar uma classe de investimento robusta cujo dólares seriam o combustível da nova economia de serviços. Uma vez que só os ricos podem fazer tais investimentos, o argumento passou, temos que garantir que eles tenham o dinheiro que precisam para investir. Caso contrário, de onde virão os novos postos de trabalhos?
Em teoria, isso parece bom. Mas nós tentamos essa experiência, e não funcionou. Quando cortamos impostos sobre os super-ricos, nós tivemos um tipo diferente de "boom" de investimento do que os políticos e economistas tinham prometido. Os ricos, literalmente, correram para fora dos investimentos em fábricas, equipamentos e até mesmo serviços. Assim, eles reuniram-se a aplicações financeiras - que eram supostamente mais seguros e mais rentáveis de qualquer maneira. Os super-ricos jogaram o seu dinheiro no cassino de Wall Street, e depois ajudam a inchar bolha após bolha. Os lucros do setor financeiro subiram. Em 1960, o setor representou cerca de 15 por cento de todos os lucros corporativos. Até 2008 (antes do acidente, se é pode ser assim chamado), era de quase 40%. O setor financeiro quebrou como o resultado direto da redução de impostos para os super-ricos e a desregulamentação de Wall Street.
4. O Governo já é grande demais. Devemos promover cortes no setor público, não aumentar os impostos para expandi-lo.
Muitas pessoas (como aqueles em torno do Tea Party (10)) não gostam das fraudes fiscais dos ricos, mas gostam do governo menos ainda. Eles estão indignados que os trabalhadores do setor público geralmente têm melhores salários e pensões do que as pessoas no setor privado. Eles atacam os funcionários públicos no mais novo esporte nacional.
Com o desemprego tão alto, os trabalhadores do setor público são um alvo fácil. Por que os contribuintes (muitos dos quais que não têm pensões) devem financiar as pensões dos trabalhadores do setor público? Por que devemos proteger os empregos no setor público, quando nós mesmos estamos desempregados?
Aqui está uma razão: porque o corte estadual e local das folhas de pagamento significaria efetivamente aumentar os nossos problemas econômicos. Se nós demitirmos trabalhadores do setor público, eles vão parar de pagar impostos - o que só contribuirá para aumentar a carga fiscal sobre as pessoas que ainda têm emprego.
Trabalhadores demitidos do setor público - e mesmo aqueles cujos salários e benefícios forem cortados - não irão comprar muitos bens e serviços. Essa queda na demanda provoca demissões no setor privado - e ainda uma queda de receitas fiscais. Em suma, os cortes do setor público contribuiriam para uma espiral da morte econômica: queda das receitas de impostos e cortes cada vez mais.
Ao não taxarmos os super-ricos, estamos cavando ainda mais fundo em uma sociedade de socorros bilionários, em que os ricos continuam jogando com o nosso dinheiro, sabendo que vamos socorrê-los se perderem. Sim, temos necessidade de regulamentar Wall Street. Mas também temos de reconhecer que esses viciados em jogos de azar têm muito dinheiro em seus bolsos. E a sociedade necessita desse dinheiro para investimentos produtivos, não para esse jogo.
No final, a verdadeira crise fiscal está em nossas mentes. Nós não temos que continuar brigando pelos restos que os ricos nos deixaram. Podemos construir um novo tipo de economia, mas só se mobilizarmos um pouco de coragem. Será que temos a coragem para taxar os super-ricos?
(*) Artigo publicado originariamente no The Hunffington Post
(**) Les Leopold é aAutor do livro "The Looting of America" Conheça o autor e leia mais artigos dele em: http://www.huffingtonpost.com/les-leopold Siga no twitter: http://twitter.com/les_leopold
(1) Em 12.03.2009 a Forbes publicou matéria em que falava em seu título sobre a “Terra devastada da riqueza”, em que dizia que “no último ano <2008> havia 1,125 billionários, enquanto em 2009 restaram apenas 793 pessoas ricas o suficiente para fazer parte dessa lista” e ainda complementou: “Tal como o resto de nós, as pessoas mais ricas do mundo têm sofrido um desastre financeiro em relação ao ano passado.” Acessado em: http://www.cbc.ca/money/story/2009/03/1 ... aires.html
(2) No original Ledger: Segundo a wikipédia: A ledger[1] is the principal book for recording transactions. Originally, the term referred to a large volume of Scripture/service book kept in one place in church and accessible.
http://en.wikipedia.org/wiki/Ledger Acessado em 13.03.2010 às 19:15
(3) “Subsídio de esgotamento: No direito tributário, são deduções da receita bruta permitidas a investidores em commodities esgotáveis (tais como minerais, petróleo ou gás) para o esgotamento das jazidas. O subsídio destina-se esgotamento como um incentivo para estimular o investimento neste sector de alto risco, embora os críticos argumentam que os depósitos minerais são importantes o suficiente para justificar altos níveis de investimento, mesmo sem incentivos fiscais.” Em http://www.answers.com/topic/depletion-allowance Consultado em 13.03.2010 às 19:30
(4) Windfall profits tax: Um imposto sobre lucros inesperados é uma taxa mais elevada de impostos sobre os lucros que decorrem de um ganho inesperado súbita de uma determinada empresa ou indústria. http://en.wikipedia.org/wiki/Windfall_profits_tax Em http://en.wikipedia.org/wiki/Windfall_profits_tax consultado em 13.03.2010 às 19:40
(5) Un-American: Termo pejorativo de discurso político, que é aplicado a pessoas ou instituições nos Estados Unidos, visto como desvio das normas E.U.. O uso mais famoso é o título do House Un-American Activities Committee, que nasceu para combater nazistas e Ku Klux Klan (KKK) e que posteriormente investigou as atividades de supostos comunistas nos EUA. Nos últimos anos o termo tem sido aplicado pelos liberais. É mais freqüentemente utilizado por uma pessoa comentando sobre as crenças ou ações de outros que acreditam que é contrário aos "valores americanos." http://en.wikipedia.org/wiki/Un-American
(6) Joe, o encanador, ficou famoso ao abordar o então candidato, Barack Obama, dizendo que era proprietário de uma pequena empresa e que temia ter seus impostos aumentados caso Obama se elegesse, ao que Obama respondeu que iria aumentar os impostos de maneira progressiva, conforme o tamanho da renda das pessoas e Joe afirmou que ele iria taxar o sucesso. O episódio se tornou central durante a campanha eleitoral e foi utilizado pelo candidato Maccain em todos os debates que se seguiram, como prova de que Obama iria aumentar os impostos contra todos os americanos e desestimular o sucesso das pessoas. Assista o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=BRPbCSSX ... r_embedded
(7) No original Ripoff: (ou rip-off) É uma má operação financeira. Normalmente, refere-se a um incidente no qual uma pessoa paga equivocadamente para alguma coisa. Um plágio se distingue de um scam na medida em que envolve um esquema de irregularidades, tais como fraude; Em um sentido relacionado, uma ripoff é uma cópia descarada e sem escrúpulos ou imitação. http://en.wikipedia.org/wiki/Ripoff Acessado em 13.02.2010 às 23:05.
(8) No original taxed capital gains: A imposto sobre ganhos de capital (abreviado: CGT) É uma fiscal cobrado sobre ganhos de capital. Os ganhos de capital mais comum são realizados com a venda de ações, títulos, metais preciosos e bens. Os impostos são cobrados pelo Estado sobre as operações, dividendos e ganhos de capital na mercado de ações. No entanto, estas obrigações fiscais podem variar de acordo com a jurisdição, porque, entre outras razões, pode-se supor que tributação já está incorporada no preço das ações através das diferentes empresas pagam impostos para o Estado, ou que o imposto sobre operações de mercado de royalties são úteis para aumentar crescimento econômico. http://en.wikipedia.org/wiki/Capital_gains_tax
(9) A Receita Federal divulgou a lista com 53 locais classificados como "paraísos fiscais". A relação consta da Instrução Normativa nº 188, de 6 de agosto, publicada no Diário Oficial da União. São considerados "paraísos fiscais" os países que tributam a renda com alíquota inferiora 20%, bem como aqueles cuja legislação protege o sigilo relativo à composição societária das empresas. Conheça a lista em http://www.blindagemfiscal.com.br/offsh ... raisos.htm
(10) Tea Party é o nome de um movimento conservador, que realiza diversos protestos durante um dia, especialmente em Washingont, (este ano ocorrerá no dia 16 de março), e que tem como lema: responsabilidade fiscal, governo limitado, mercado livre. E o seu slogan é “junte-se aos milhões de cidadãos americanos na luta pela liberdade contra a opressão do governo” Conheça a página do evento: http://www.teapartypatriots.org/
“O Tea Party, ganhou visibilidade em abril do ano passado com a convocação de centenas de manifestações simultâneas em todo o país em protesto contra a política da Casa Branca em relação a crise financeira (leia-se: as políticas sociais e de promoção de emprego). Seu nome faz referência ao motim de 1773 dos colonos americanos. Naquele ano, cansados dos impostos cobrados pelo Governo britânico, eles jogaram cargas de chá no porto de Boston. Este ano, através do facebook, surgiu o Coffee Party com o objetivo de se opor ao Tea Party e que organizou, no dia de hoje (13.02.2010), reuniões em 400 cafeterias em todo os Estados Unidos, e que defende que “o Governo federal não é o inimigo do povo, mas a expressão da vontade coletiva".” Publicado em http://br.noticias.yahoo.com/s/13032010 ... e-nos.html, consultado em 13.03.2010, às 23:45
Tradução: Alberto Kopittke
http://www.cartamaior.com.br/templates/ ... na_id=4564
Colunistas 10/03/2010
DEBATE ABERTO
Os EUA estão doentes
Os EUA são o único país do mundo desenvolvido em que a saúde foi transformada em mercadoria e o seu provimento entregue ao mercado privado das seguradoras. Os resultados são assustadores. 49 milhões de cidadãos não têm seguro de saúde e 45 mil morrem por ano por falta dele.
Boaventura de Sousa Santos
Em sentido metafórico, a sociedade norte-americana está doente por muitas razões. Há mais de trinta de anos passo alguns meses por ano nos EUA e tenho observado uma acumulação progressiva de "doenças", mas não é delas que quero escrever hoje. Hoje escrevo sobre doença no sentido literal e faço-o a propósito da reforma do sistema de saúde em discussão final no Congresso. As lições desta reforma para o nosso país são evidentes. Os EUA são o único país do mundo desenvolvido em que a saúde foi transformada em mercadoria e o seu provimento entregue ao mercado privado das seguradoras. Os resultados são assustadores. Gastam por ano duas vezes mais em despesas de saúde que qualquer outro país desenvolvido e, apesar disso, 49 milhões de cidadãos não têm qualquer seguro de saúde e 45 mil morrem por ano por falta dele. Mais, a cada passo surgem notícias aterradoras de pessoas com doenças graves a quem as seguradoras cancelam os seguros, a quem recusam pagar tratamentos que lhes poderiam salvar a vida ou a quem recusam vender o seguro por serem conhecidas as suas — condições pré-existentes“, ou seja, a probabilidade de virem necessitar de cuidados de saúde dispendiosos no futuro.
A perversidade do sistema reside em que os lucros das seguradoras são tanto maiores quanto mais gente da classe média baixa ou trabalhadores de pequenas e médias empresas são excluídos, ou seja, grupos sociais que não aguentam constantes aumentos dos prémios de seguro que nada têm a ver com a inflação. No meio de uma grave crise econômica e alta taxa de desemprego, a seguradora Anthem Blue Cross - que no ano passado declarou um aumento de 56% nos seus lucros - anunciou há semanas uma alta de 39% nos preços na Califórnia, o que provocaria a perda do seguro para 800.000 pessoas. A medida foi considerada criminosa e escandalosa por alguns membros do Congresso.
Por todas estas razões, há um consenso nos EUA de que é preciso reformar o sistema de saúde, e essa foi uma das promessas centrais da campanha de Barack Obama. A sua proposta assentava em duas medidas principais:criar um sistema público, financiado pelo Estado, que, ainda que residual, pudesse dar uma opção aos que não conseguem pagar os seguros; regular o sector de modo que os aumentos dos planos não pudessem ser decididos unilateralmente pelas seguradoras. Há um ano que a proposta de lei tramita no Congresso e não é seguro que a lei seja aprovada até à Páscoa, como pede o Presidente. Mas a lei que será aprovada não contém nenhuma das propostas iniciais de Obama. Pela simples razão de que o lobby das seguradoras gastou 300 milhões de euros para pagar aos congressistas encarregados de elaborar a lei (para as suas campanhas, para as suas causas e, afinal, para os seus bolsos). Há seis lobistas da área de saúde registrados por cada membro do Congresso. Lobby é a forma legal do que no resto do mundo se chama corrupção. A proposta, a ser aprovada, está de tal modo desfigurada que muitos setores progressistas (ou seja, setores um pouco menos conservadores) pensam que seria melhor não promulgar a lei. Entre outras coisas, a leib "entrega" às seguradoras cerca de 30 milhões de novos clientes sem qualquer controle sobre o montante dos planos. Os EUA estão doentes porque a democracia norte-americana está doente.
Que lições? Primeiro, é um crime social transformar a saúde em mercadoria. Segundo, uma vez dominantes no mercado, as seguradoras mostram uma irresponsabilidade social assustadora. São responsáveis perante os acionistas, não perante os cidadãos. Terceiro, têm armas poderosas para dominar os governos e a opinião pública. Em Portugal, convém-lhes demonizar o SNS só até ao ponto de retirar dele a classe média, mais sensível à falta de qualidade, mas nunca ao ponto de o eliminar pois, doutro modo, deixariam de ter o "caixote do lixo" para onde atirar os doentes que não querem.Os mais ingênuos ficam perplexos perante os prejuízos dos hospitais públicos e os lucros dos privados. Não se deram conta de que os prejuízos dos hospitais públicos, por mais eficientes que sejam, serão sempre a causa dos lucros dos hospitais privados.
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).
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Re: O mito da competência americana
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/ ... liberdade/
Mídia americana: a verdade caiu e levou a liberdade com ela
Hoje em dia os americanos são governados pela propaganda. Os americanos dão pouco valor à verdade, têm pouco acesso a ela, e têm pouca habilidade para reconhecê-la.
Por Paul Craig Roberts*
A verdade é uma entidade não bem-vinda. É perturbante. É de acesso interdito. Aqueles que falam verdade correm o risco de serem marcados como “antiamericanos”, “anti-semitas” ou “teóricos da conspiração”.
A verdade é inconveniente para o governo e para os grupos de interesses cujas contribuições de campanha controlam o governo.
A verdade é inconveniente para os procuradores, que querem ter condenações e não a descoberta da inocência ou da culpa.
A verdade é inconveniente para os ideólogos.
Hoje em dia, muitos que dantes tinham como objetivo a descoberta da verdade são agora generosamente pagos para escondê-la. “Economistas do mercado livre” são pagos para vender serviços de offshore ao povo americano. Alta produtividade, empregos americanos de alto valor acrescentado, são denegridos e classificados como velhos e sujos empregos industriais.
São relíquias de outros tempos, o melhor é livrarmo-nos delas. O lugar delas foi ocupado pela “Nova Economia”, uma economia mítica que alegadamente consiste em empregos de colarinho branco de alta tecnologia, nas quais os americanos inovam e financiam atividades que ocorrem em offshores. Tudo o que os americanos precisam para participar nesta “nova economia” são licenciaturas em finanças tiradas em universidades Ivy League e depois irão trabalhar em Wall Street em empregos de milhões de dólares.
Economistas que foram, em tempos, pessoas respeitáveis recebem agora dinheiro para alimentar este mito da “Nova Economia”.
E não são só os economistas quem vendem as almas pelos nojentos lucros. Recentemente, têm-nos falado de médicos que, por dinheiro, publicaram em jornais revistos por outros médicos das mesmas especialidades “estudos” forjados que enaltecem este ou aquele medicamento produzido por empresas farmacêuticas que pagaram pelos “estudos”.
O Conselho da Europa está a investigar o papel das empresas de drogas na publicidade enganosa na pandemia da falsa gripe suína com o fim de ganhar milhões de dólares nas vendas da vacina.
Os media ajudaram a propaganda do aparelho militar norte-americano na sua recente ofensiva no Afeganistão ao descreverem Marja como uma cidade de 80.000 habitantes sob controle do taliban. Acontece que Marja não é uma cidade, mas um aglomerado de quintas agrícolas numa aldeia.
E ainda há o escândalo do aquecimento global, em que ONGS, as Nações Unidas e a indústria nuclear se conluiaram na manufatura de um cenário de Juízo Final para criar lucro na poluição.
Para onde quer que olhemos, a verdade vai ter ao dinheiro.
Onde quer que o dinheiro não seja suficiente para enterrar a verdade, a ignorância, a propaganda e as memórias curtas fazem o trabalho.
Lembro-me quando, seguindo o testemunho do diretor da CIA William Colby ante a Comissão Church em meados dos anos 70, o presidente Gerald Ford e Ronald Reagan emitirem ordens executivas para impedir que a CIA e os grupos “black-op” assassinassem lideres estrangeiros. Em 2010, Dennis Blair, responsável pela espionagem nacional, disse ao Congresso dos Estados Unidos, que agora os EUA assassinam os seus próprios cidadãos além dos líderes estrangeiros.
Quando Blair informou a Comissão de Serviços Secretos da Câmara de Representantes que cidadãos dos EUA já não precisavam ser presos, acusados, julgados e condenados por crimes muito graves, apenas assassinados por suspeita de serem uma “ameaça”, ele não foi impugnado. Não se seguiu uma investigação. Não aconteceu nada. Não houve uma Comissão Church.
Nos meados dos anos 70 a CIA teve complicações devido a conspirações para matar Castro. Hoje, são cidadãos americanos que estão na lista para ser abatidos. Quaisquer objeções que se levantem não trazem consigo qualquer peso. Ninguém no governo se preocupa com assassínios de cidadãos norte-americanos pelo governo dos Estados Unidos.
Como economista, fico espantado que a profissão de economistas americanos não tenha qualquer tipo de consciência de que a economia dos EUA tenha sido destruída pelo recurso às operações de PIB americano em offshores estrangeiros. As empresas americanas, procurando vantagens absolutas ou custos mais baixos possíveis na mão-de-obra e os máximos “prêmios no desempenho” por diretores executivos, deslocaram a produção de bens e serviços do mercado americano para a China, Índia e outros sítios no estrangeiro. Quando leio economistas a descrever o recurso a offshores como mercado livre baseado em vantagem comparativa é que percebo que não há inteligência ou integridade na profissão americana de economistas.
Inteligência e integridade foram compradas por dinheiro. As empresas transnacionais ou globais dos EUA pagam pacotes de muitos milhões de dólares de compensações aos gerentes de topo que atingem estes “prêmios de desempenho” pela substituição de trabalhadores americanos por mão-de-obra estrangeira. Ao mesmo tempo em que Washington se preocupa com a “ameaça muçulmana” as empresas de Wall Street e os intrujões do “mercado livre” destroem a economia dos EUA e as esperanças de dezenas de milhões de americanos.
Os americanos, ou a maioria deles, têm provado ser massa de vidraceiro nas mãos do estado policial.
Os americanos reivindicam do governo que a segurança exige que se suspendam as liberdades civis e que o governo não tenha que prestar contas do que faz.. Surpreendentemente, os americanos, ou a maioria deles, acreditam que as liberdades civis, como habeas corpus e o seu processo, protegem “terroristas” e não eles próprios. Muitos acreditam também que a Constituição é um documento velho e cansado, que impede o governo de exercer o gênero de poderes de estado policial necessários para conservar a América segura e livre…
É pouco provável que a maioria dos americanos escute alguém que lhes diga algo de diferente.
Fui editor associado e colunista do Wall Street Journal Fui o primeiro colunista exterior dos “Negócios da Semana”, posição que desempenhei durante 15 anos. Fui colunista durante uma década no Scripps Howard News Service, que representava 300 jornais. Fui colunista no Washington Times e em jornais em França e Itália e numa revista na Alemanha. Fui colaborador do New York Times e escrevi regularmente no Los Angeles Times Hoje, não consigo publicar ou ser mencionado nos “media dominantes” americanos.
Fui banido, nos últimos seis anos, dos “media dominantes”. A minha última coluna no New York Times apareceu em Janeiro de 2004 e teve como co-autor o Senador do Partido Democrático, Charles Schumer, representando Nova Iorque. Tratamos do assalto dos EUA às operações offshore. O nosso artigo, oposto à página editorial, resultou numa conferência na Brookings Institution em Washington e teve cobertura pelo C-Span (”Cable Satelite Public Affairs Network”). Teve lugar um debate. Hoje, isto não podia ter acontecido.
Durante anos fui um pilar do Washington Times, criando credibilidade para esse jornal “Moony”(NT: jornal conservador fundado em 1982 pela Igreja da Unificação; criação de Sun Myong Moon) como colunista de “Negócios da Semana”, antigo editor do Wall Street Journal e ex- Secretário Adjunto do “Treasury”. Mas quando comecei a criticar as guerras de agressão de Bush a ordem para cancelamento da minha coluna foi dada a Mary Lou Forbes.
Os media das empresas americanas não servem a verdade. Servem o governo e os grupos de interesses que mandam no governo.
O destino da América ficou selado quando o público e o movimento anti-guerra compraram a teoria da conspiração do 11 de Setembro. A descrição pelo governo do 11 de Setembro é contrariada por muitas provas. Contudo, este determinante acontecimento do nosso tempo, que lançou os EUA em guerras de agressão intermináveis e num estado policial, é um tópico tabu para investigação pelos media. Não vale a pena queixarmo-nos da guerra e do estado policial quando aceitamos a premissa sobre a qual estão assentes.
Estas guerras de milhões de dólares criaram problemas de financiamento para os déficits de Washington e ameaçam o papel do dólar como moeda de reserva mundial. As guerras e a pressão que os déficits do orçamento põem no valor do dólar colocam a Segurança Social e os cuidados de saúde numa posição delicada. Goldman Sachs, ex-presidente, e Hank Paulson, Secretário de Finanças, procuram estas proteções para os idosos. O presidente federal Bernanke também. Os Republicanos também querem. A estas proteções chamam-lhes “direitos devidos”, como se fossem uma espécie de previdência social para o qual o povo não tenha pago em descontos nos salários durante toda a sua vida de trabalho.
Com mais de 21% de desemprego, medido pela metodologia de 1980, com os empregos nos EUA, o PIB e a tecnologia dada à China e à Índia, com a guerra a ser a maior responsabilidade de Washington, com o dólar sobrecarregado de dívida, com a liberdade civil sacrificada à “guerra ao terror”, a liberdade e a prosperidade do povo americano foram atiradas para o caixote do lixo da história.
O militarismo dos EUA e do Estado de Israel, a gula das empresas e de Wall Street, seguem agora o seu curso, Quando a caneta é censurada e o seu poder é extinto, retiro-me de cena…
* Paul Craig Roberts foi editor do Wall Street Journal e Secretário-assistente do Tesouro dos EUA, este texto foi publicado no infowars.com de 24 de Março de 2010, Tradução de João Manuel Pinheiro
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A British Petroleum, após causar o maior desastre ecológico da história dos Estados Falidos, falhou em suas tentativas de conter o vazamento de petróleo no Golfo do México.
A empresa contratou alguns pescadores para ajudar na contenção do óleo de modo que ele não atingisse a costa, numa tentativa de melhorar a imagem da BP. Agora, há notícias de internação hospitalar por envenenamento químico. Mais indenizações a ser pagas.
Os afetados dizem que a BP não forneceu máscaras ou outros dispositivos de proteção, e que está tentando escorregar alegando que o que eles sofreram foi intoxicação alimentar. A empresa confiscou as roupas usadas por eles, para evitar que sejam examinadas. Além disso, avisou que quem fizer declarações à imprensa poderá ser demitido.
Está certo. Não queremos que os Estados Falidos se transformem numa outra Coréia do Norte, certo? Pra que os trabalhadores querem dar declarações à imprensa?
A empresa contratou alguns pescadores para ajudar na contenção do óleo de modo que ele não atingisse a costa, numa tentativa de melhorar a imagem da BP. Agora, há notícias de internação hospitalar por envenenamento químico. Mais indenizações a ser pagas.
Os afetados dizem que a BP não forneceu máscaras ou outros dispositivos de proteção, e que está tentando escorregar alegando que o que eles sofreram foi intoxicação alimentar. A empresa confiscou as roupas usadas por eles, para evitar que sejam examinadas. Além disso, avisou que quem fizer declarações à imprensa poderá ser demitido.
Está certo. Não queremos que os Estados Falidos se transformem numa outra Coréia do Norte, certo? Pra que os trabalhadores querem dar declarações à imprensa?
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Re: O mito da competência americana
Imagina essa maré negra no Rio ou no litoral paulista. Após esse mega-desastre que não pára de aumentar, no Brasil já se fala em medidas preventivas: http://info.abril.com.br/noticias/tecno ... 2010-1.shl
É que a BP investiu nos últimos meses 7 bilhões de dólares para operar em 10 blocos exploratórios no Brasil situados em águas profundas (precisamente o tipo de exploração em que ocorreu esse desastre no Golfo do México). Petróleo também é muita sujeira...
Neste caso, o mito da competência foi o britânico
É que a BP investiu nos últimos meses 7 bilhões de dólares para operar em 10 blocos exploratórios no Brasil situados em águas profundas (precisamente o tipo de exploração em que ocorreu esse desastre no Golfo do México). Petróleo também é muita sujeira...
Neste caso, o mito da competência foi o britânico

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De acordo com o Wall Street Journal, conhecida publicação pró-PT, a Petrobrás é muito mais cuidadosa nesse sentido:
http://online.wsj.com/article/SB1000142 ... 36798.html
Apesar de não ser da área, acredito que o Eike Batista esteja falando merda, como sempre. Ele entende de petróleo o mesmo tanto que entende de minério de ferro ou telefonia celular.
A incompetência é americana, porque o acidente foi provocado pelo descaso das autoridades. A BP segue as normas estabelecidas pelo país onde atua. Neste caso, as petroleiras gringas pressionaram o Congresso americano a manter os requisitos de segurança bem baixos, de forma a aumentar seus lucros.
http://online.wsj.com/article/SB1000142 ... 36798.html
Apesar de não ser da área, acredito que o Eike Batista esteja falando merda, como sempre. Ele entende de petróleo o mesmo tanto que entende de minério de ferro ou telefonia celular.
A incompetência é americana, porque o acidente foi provocado pelo descaso das autoridades. A BP segue as normas estabelecidas pelo país onde atua. Neste caso, as petroleiras gringas pressionaram o Congresso americano a manter os requisitos de segurança bem baixos, de forma a aumentar seus lucros.
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Re: O mito da competência americana
A Petrobrás também sofreu um desastre com o afundamento da plataforma P-36 em 2001 (na época, a maior plataforma de exploração petrolífera do mundo), felizmente sem maré negra comparável à da BP. Talvez em virtude desse grave acidente tenham implementado melhorias nas explorações petroliferas. Espero que nunca tenham de ser testadas
Quanto à BP, a sua competência detém um curioso e distinto currículo de derrames e desastres ecológicos... Só para falar nos mais recentes, em 2005 numa refinaria no Texas e logo no ano seguinte num pipeline no Alasca. Resultado: admitiram a culpa por negligência óbvia, foram provados os seus descasos em relação aos avisos que receberam e pagaram multas mixurucas no totalzinho de 485 milhões de dólares. Para uma multinacional dessa dimensão, isso são centavos.
Neste caso do Golfo do México, a BP discordou da exigência do Serviço Federal de Mineração que propunha maior frequência nas auditorias aos programas de segurança das empresas operando nas suas águas. Isso em vez do sistema voluntário até então em curso. Ou seja, os Estads Falidos estavam dependentes da própria empresa entregar o seu próprio programa de segurança, aliviando o seu controle pelas autoridades.
Apesar dos 73 bilhões de dólares gerados anualmente, os britânicos não encontraram maneira nenhuma de estancar essa porcaria que se transformou no maior atentado ambiental de que há memória. Não contentes com essa merda, os britânicos andam oferecendo 5.000 dólares a todos os cidadãos prejudicados pela maré negra, em troca do seu silêncio e da desistência de procedimentos legais contra a petrolífera. Aí tens razão, os britânicos exibem a melhor competência no cinismo perante o desastre. Afinal, a conta ainda só vai nos 6 ou 7 bilhões de dólares e até à conclusão de todos os litígios e apuramentos, daqui por uns anos, a BP já terá bolsos cheios e cotações altas depois de foder outro bonito litoral, talvez, quem sabe o brasileiro?
Mais infos:
http://www.independent.co.uk/news/world ... 49167.html
http://www.petroleumnews.com/pntruncate/573947058.shtml
Moral da história: não tem moral, apenas preferem pagar a merda do que fazer bem feito do princípio ao fim. É mais baratim

Quanto à BP, a sua competência detém um curioso e distinto currículo de derrames e desastres ecológicos... Só para falar nos mais recentes, em 2005 numa refinaria no Texas e logo no ano seguinte num pipeline no Alasca. Resultado: admitiram a culpa por negligência óbvia, foram provados os seus descasos em relação aos avisos que receberam e pagaram multas mixurucas no totalzinho de 485 milhões de dólares. Para uma multinacional dessa dimensão, isso são centavos.
Neste caso do Golfo do México, a BP discordou da exigência do Serviço Federal de Mineração que propunha maior frequência nas auditorias aos programas de segurança das empresas operando nas suas águas. Isso em vez do sistema voluntário até então em curso. Ou seja, os Estads Falidos estavam dependentes da própria empresa entregar o seu próprio programa de segurança, aliviando o seu controle pelas autoridades.
Apesar dos 73 bilhões de dólares gerados anualmente, os britânicos não encontraram maneira nenhuma de estancar essa porcaria que se transformou no maior atentado ambiental de que há memória. Não contentes com essa merda, os britânicos andam oferecendo 5.000 dólares a todos os cidadãos prejudicados pela maré negra, em troca do seu silêncio e da desistência de procedimentos legais contra a petrolífera. Aí tens razão, os britânicos exibem a melhor competência no cinismo perante o desastre. Afinal, a conta ainda só vai nos 6 ou 7 bilhões de dólares e até à conclusão de todos os litígios e apuramentos, daqui por uns anos, a BP já terá bolsos cheios e cotações altas depois de foder outro bonito litoral, talvez, quem sabe o brasileiro?
Mais infos:
http://www.independent.co.uk/news/world ... 49167.html
http://www.petroleumnews.com/pntruncate/573947058.shtml
Moral da história: não tem moral, apenas preferem pagar a merda do que fazer bem feito do princípio ao fim. É mais baratim

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Re: O mito da competência americana
HAHAHA!!!!!!!!!
SE os americanos fossem tão COMPETENTES comos e imagina, já teriam resolvido isso há muito tempo atrás com um bom plano emergencial e de contigência.
E ademiais, como não tem um plano "B", ficam estagnados nas suas próprias "burrices agudas"...
E só agora que depois de um longo e tenebroso inverno é que o presidente Obama, que é um grande falasário na minha opnião, pois como todo bom advogado mente pacas, se tocou que precisa urgente de rever planos energéticos de medidas alternativas urgentes.
Ele mesmo sabe que o petróleo um dia vai acabar e precisa investir em eólicas, hidroelétricas, solares, bio, etc.......
AH VÁ!!!!!!
Fodam-se gringos do caralho!
Eu imagino que os EUA com toda aquela "SUPREMACIA IMPERIALISTA" não mandam em mais porra nenhuma. e estão pagando um preço muito alto pelo que está acontecendo em eles e com o mundo:
*** Crise fincanceira
*** Dólar lá em baixo
*** e agora amerda do óleo que vazou!
Sem contar os outros históricos que não são nada bons...
SE os americanos fossem tão COMPETENTES comos e imagina, já teriam resolvido isso há muito tempo atrás com um bom plano emergencial e de contigência.
E ademiais, como não tem um plano "B", ficam estagnados nas suas próprias "burrices agudas"...
E só agora que depois de um longo e tenebroso inverno é que o presidente Obama, que é um grande falasário na minha opnião, pois como todo bom advogado mente pacas, se tocou que precisa urgente de rever planos energéticos de medidas alternativas urgentes.
Ele mesmo sabe que o petróleo um dia vai acabar e precisa investir em eólicas, hidroelétricas, solares, bio, etc.......
AH VÁ!!!!!!
Fodam-se gringos do caralho!
Eu imagino que os EUA com toda aquela "SUPREMACIA IMPERIALISTA" não mandam em mais porra nenhuma. e estão pagando um preço muito alto pelo que está acontecendo em eles e com o mundo:
*** Crise fincanceira
*** Dólar lá em baixo
*** e agora amerda do óleo que vazou!
Sem contar os outros históricos que não são nada bons...
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Re: O mito da competência americana
Tudo bem que a supremacia norte-americana esteja ameaçada, principalmente no que se refere a sua economia (com trilhões de dólares em déficit público e afins). Só que eu vejo que os EUA ainda continuam dando as cartas no cenário mundial. Na América Latina, por exemplo, que se orgulha de uma possível "independência" dos interesses norte-americanos (temos a UNASUL e a recém criada 'OEA do B'), hoje é perceptível que sofre uma série de intervenções dos EUA. Começou com as bases na Colômbia, reativação da Quarta Frota, apoio ao Golpe de Honduras, controle da "ajuda humanitária no Haiti"... é o que eu me lembro agora ^^Pinter escreveu: Eu imagino que os EUA com toda aquela "SUPREMACIA IMPERIALISTA" não mandam em mais porra nenhuma. e estão pagando um preço muito alto pelo que está acontecendo em eles e com o mundo:
*** Crise fincanceira
*** Dólar lá em baixo
*** e agora amerda do óleo que vazou!
Sem contar os outros históricos que não são nada bons...
Sei lá, as eleições no Chile e na Colômbia também indica que a fase de confronto contra os EUA pode estar passando...
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Re: O mito da competência americana
http://www.tijolaco.com/?p=20497
A América Top Secret , segundo o Washington Post.
julho 19th, 2010 às 13:55
http://www.youtube.com/watch?v=3uPhkKys ... r_embedded
O mundo ultra-secreto que o governo norteamericano criou após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, tornou-se tão grande e tão pesado e tão secreto que ninguém sabe quanto custa, quantas pessoas envolve, quais são suas atividades e quem faz o que dentro dele.
Estas são algumas das conclusões de uma investigação de dois anos pelo jornal The Washington Post, que está sendo publicada a partir de hoje. O jornal diz que há uma geografia alternativa dos Estados Unidos, uma Top Secret América escondida da opinião pública e sem fiscalização.. Após nove anos de gastos sem precedentes de crescimento, o resultado é que o sistema criado para manter os Estados Unidos seguro é tão grande que é impossível de ser controlado.
Outras conclusões do estudo, realizado pelos experientes repórteres Dana Priest. vencedora de um Premio Pulitzer e Willian Arkin, colunista de assuntos de segurança, incluem:
* 1271 organizações governamentais e 1931 empresas privadas trabalham em programas relacionados ao combate ao terrorismo, segurança nacional e inteligência em cerca de 10 mil localidades em todo os Estados Unidos.
* Estima-se que 854 mil pessoas, quase 1,5 vezes mais pessoas do que vivem em Washington, tenham a atividades de segurança classificadas como top-secret.
* Em Washington e arredores, há 33 complexos de edifícios para o trabalho de inteligência top-secret – em construção ou construídos a partir de setembro de 2001. Juntos, eles ocupam o equivalente a quase três edifícios do Pentágonos ou a 22 edifícios do Capitólio – cerca de 1,5 milhão de metros quadrados de espaço.
Tudo isso para, como diz o general da reserva dos EUA John R. Vines, dizer: “não podemos avaliar se isso nos trouxe mais segurança”.
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Re: O mito da competência americana
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve ... perio.html11 de agosto de 2010 às 0:19
Crise nos EUA: Como é de perto o colapso do império
Friday, Aug 6, 2010 12:07 ET
What collapsing empire looks like
By Glenn Greenwald, no Salon
No momento em que entramos no nono ano da Guerra do Afeganistão com uma tropa reforçada e continuamos a ocupar o Iraque indefinidamente e alimentamos o Estado de Vigilância sem fim, notícias tem surgido de que a Comissão do Déficit Público está trabalhando num plano para cortar benefícios da Previdência Social, do Medicare [programa de atendimento aos idosos] e até mesmo no congelamento dos salários dos militares. Mas um artigo do New York Times de hoje ilustra vividamente com o que se parece um império em colapso, ao mostrar os tipos de cortes de orçamento que cidades de todo o país tem sido forçadas a fazer. Aqui vão alguns exemplos:
Muitas empresas e negócios congelaram as contratações de funcionários este ano, mas o estado do Havaí foi além — congelou os estudantes. As escolas públicas de todo o estado ficaram fechadas em 17 sextas-feiras do mais recente ano escolar, dando aos estudantes o ano acadêmico mais curto do país.
Muitos sistemas de transporte público reduziram serviços para cortar gastos, mas o condado de Clayton, na Geórgia, um subúrbio de Atlanta, adotou o corte total e acabou com todo o sistema público de ônibus. Os últimos ônibus circularam no dia 31 de março, deixando sem transporte 8.400 usuários por dia.
Mesmo a segurança pública não ficou imune ao facão no orçamento. Em Colorado Springs, a crise vai ser lembrada, literalmente, como a idade da escuridão: a cidade apagou um terço dos 24.512 postes de rua para economizar dinheiro em eletricidade, além de reduzir a força policial e vender os helicópteros da polícia.
Há algumas ótimas fotos acompanhando o artigo, inclusive uma mostrando como fica uma rua do Colorado na escuridão causada pelo corte de energia. Enquanto isso, a pequena porção dos mais ricos — aqueles que causaram nossos problemas — continua a se dar bem. Vamos relembrar o que o ex-economista chefe do Fundo Monetário Internacional escreveu na revista Atlantic sobre o que acontece em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento quando surge uma crise financeira causada pela elite:
“Apertar os oligarcas, no entanto, é poucas vezes a escolha dos governos de países emergentes. Ao contrário: no início da crise, os oligarcas são normalmente os primeiros a conseguir ajuda-extra do governo, como acesso preferencial a moedas estrangeiras ou talvez um corte de impostos ou — aqui vai uma técnica clássica do Kremlin — a assunção pelo governo de obrigações de dívidas privadas. Sob pressão, a generosidade para com os amigos assume formas inovadoras. Enquanto isso, se é preciso apertar alguém, a maior parte dos governos de países emergentes primeiro olha para as pessoas comuns — pelo menos até que os protestos se tornem grandes demais”.
A questão real é se o público estadunidense é muito apático e treinado em submissão para que isso aconteça aqui.
Nota: É também importante considerar um artigo publicado no Wall St. Journal no mês passado — com o subtítulo “De volta à Idade da Pedra”– no qual é descrito como “estradas pavimentadas, emblemas históricos de conquistas dos Estados Unidos, estão sendo desmanteladas em regiões rurais do país e substituídas por estradas de cascalho ou outros pavimentos, já que os condados enfrentam orçamentos apertados e não há verbas estaduais ou federais”. O estado de Utah está considerando seriamente eliminar um ano da escola secundária ou torná-lo opcional. E foi anunciado esta semana que “Camden [Nova Jersey] está se preparando para fechar definitivamente seu sistema de bibliotecas até o final do ano, potencialmente deixando os residentes da cidade entre os poucos dos Estados Unidos sem condições de emprestar um livro de graça.”
Alguém duvida que quando uma sociedade não pode mais pagar por escolas, transporte, estradas asfaltadas, bibliotecas e iluminação pública — ou quando escolhe que não pode pagar por isso em busca de prioridades imperiais ou a manutenção de um Estado de Segurança e Vigilância Nacional — um grande problema surgiu, que as coisas desandaram, que o colapso imperial, por definição, é algo inevitavelmente iminente? De qualquer forma, eu apenas queria deixá-los com alguma luz e pensamentos positivos para o fim-de-semana.
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O exemplo de incompetência americana de hoje relaciona-se com o assassinato do ex-Primeiro Ministro libanês Hafik Hariri em 2005.
Como todos se lembram, os Estados Falidos pressionaram a ONU a instituir uma comissão para investigar esse crime. O que aconteceu imediatamente.
Como todos se lembram, os Estados Falidos pressionaram a comissão a acusar a Síria do crime, mesmo sem que as investigações tivessem sequer começado. O que aconteceu imediatamente.
Como todos se lembram, os Estados Falidos pressionaram a Síria a retirar suas tropas do Líbano, tropas que estavam lá a pedido do próprio governo libanês, para defender o país de uma invasão israelense, mesmo sem que as investigações tivessem apontado qualquer indício de responsabilidade síria no caso. O que aconteceu imediatamente.
O que vocês não lembram é que a comissão nunca conseguiu encontrar qualquer evidência da participação síria no crime. É porque não foi noticiado pela imprensa venal.
O que vocês não lembram é que outra comissão foi nomeada, em 2009, pra ver se esta conseguia encontrar qualquer evidência da participação síria no crime. É porque não foi noticiado pela imprensa venal.
O que vocês não lembram é que essa outra comissão decidiu acusar não mais a Síria pelo crime, e sim o Hezbollah. Talvez isso tenha sido noticiado pela imprensa venal.
Acontece que o Hezbollah foi obrigado a se defender, e então revelou que desde 1997 eles conseguem interceptar as imagens que os aviões israelenses que sobrevoam o Líbano mandam de volta às suas bases. E exibiu imagens de um deles voando muito próximo ao local do crime, na mesma data e na mesma hora em que o carro de Hariri voou pelos ares. Será que isso será noticiado pela imprensa venal?
Como todos se lembram, os Estados Falidos pressionaram a ONU a instituir uma comissão para investigar esse crime. O que aconteceu imediatamente.
Como todos se lembram, os Estados Falidos pressionaram a comissão a acusar a Síria do crime, mesmo sem que as investigações tivessem sequer começado. O que aconteceu imediatamente.
Como todos se lembram, os Estados Falidos pressionaram a Síria a retirar suas tropas do Líbano, tropas que estavam lá a pedido do próprio governo libanês, para defender o país de uma invasão israelense, mesmo sem que as investigações tivessem apontado qualquer indício de responsabilidade síria no caso. O que aconteceu imediatamente.
O que vocês não lembram é que a comissão nunca conseguiu encontrar qualquer evidência da participação síria no crime. É porque não foi noticiado pela imprensa venal.
O que vocês não lembram é que outra comissão foi nomeada, em 2009, pra ver se esta conseguia encontrar qualquer evidência da participação síria no crime. É porque não foi noticiado pela imprensa venal.
O que vocês não lembram é que essa outra comissão decidiu acusar não mais a Síria pelo crime, e sim o Hezbollah. Talvez isso tenha sido noticiado pela imprensa venal.
Acontece que o Hezbollah foi obrigado a se defender, e então revelou que desde 1997 eles conseguem interceptar as imagens que os aviões israelenses que sobrevoam o Líbano mandam de volta às suas bases. E exibiu imagens de um deles voando muito próximo ao local do crime, na mesma data e na mesma hora em que o carro de Hariri voou pelos ares. Será que isso será noticiado pela imprensa venal?
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