http://www.youtube.com/watch?v=aI3p7ixM ... sw&index=1
Esse filme acima é muito interessante, pois é real. Ele nos mostra como as máfias organizam a prostituição de rua na Espanha.
Ao assisti-lo, entretanto, devemos ter o cuidado de depurar aquilo que é mentira do que é verdade. Como o filme foi produzido pelos abolicionistas religiosos, a finalidade dele é desestimular a putaria e aí eles inventam um monte de mentiras que somente as pessoas que desconhecem o assunto acreditam.
Ao assistir ao filme eu notei algumas coisas:
1. Quando o policial José Nieto diz que os serviços são de cinco minutos ele está exagerando, o pessoal paga 20 euros por um serviço de entre vinte a trinta minutos (uma gozada). Evidentemente, se o cara quiser mais ou coisas diferentes de uma chupada e uma gozada vaginal ele vai pagar a parte;
2. O nome do filme é pejorativo, já chamam o líder de cabeça de porco (cabeza de cerdo), para desmerecê-lo e criar rejeição contra a sua figura;
3. As putas andam todas de salto alto, sinal que no local eles imprimem uma visão negocial a putaria, coisa que eu acho muito positiva. Tem lugares aqui em São Paulo que eles pedem para as mulheres andarem de salto alto, dá mais tesão;
4. A cobrança que eles fazem, no filme dizem que é de 200 euros semanais para trabalhar no local, eu acho que é isso mesmo. Esse valor paga o ponto, o marketing que fazem do local, a segurança para as putas, o salário dos administradores, os exames médicos (dizem que fazem também exames de saúde nas mulheres), etc. Por 20 euros meia hora, por dia, eu estimo que elas façam entre 5 a 8 atendimentos, o que dá entre 100 a 160 euros por dia. Em uma semana de 5 dias elas fariam, se atendessem no máximo, uns 800 euros e pagariam 200 pelo ponto. Essa grana elas não conseguiriam fazer em qualquer lugar; tem de ser um lugar conhecido, onde já exista uma clientela, onde o atendimento seja bom, etc. Isso derruba em parte a afirmação de que elas são exploradas, porque elas podem fugir e ir trabalhar em outro local, em uma estrada, por exemplo, onde não iriam faturar nada. Então, elas querem ficar no local, porque significa grana, mesmo tendo de pagar os 200 euros;
5. Aparece um especialista em marketing no filme afirmando que eles usam algumas técnicas dessa especialidade, eu acho que sim, algumas clínicas em São Paulo, normalmente as melhores, também agem dessa forma, buscando atender bem ao forista. Isso é positivo;
6. A jornalista abolicionista religiosa do El País, busca caracterizar aquilo como fábrica, mas não é fábrica, é uma empresa moderna que busca o lucro. Inclusive as mulheres preferem trabalhar nesse esquema. Por que essa jornalista não vai se preocupar com as prostitutas da estrada, que não trabalham nesse esquema e não tem ninguém que as cobre, mas que também ganham muito pouco? Eu respondo: porque o objetivo da jornalista não é ajudar as mulheres, mas sim acabar com a prostituição, coisa impossível;
7. É mentirosa qualquer afirmação de que as mulheres fazem isso obrigadas ou que foram enganadas ao deixarem a Romênia. Elas fazem porque ganham bem na putaria e, como as brasileiras, pretendem faturar durante uns três anos, ajudar a família, comprar uma casinha e depois arrumar um marido, casar e terem filhos;
8. Tem uma passagem em que três homens colocam uma mulher dentro de um cobertor e ficam batendo nela, para mim aquilo é fantasia;
9. Tem uma mulher que é agredida porque colocou o telefone de alguns clientes nos favoritos (certamente queria formar carteira para depois atender por fora), também não acredito nisso;
10. A lei das máfias é a lei da obediência, quem não obedece corre risco de morrer, isso sim. Por esse motivo é que seria ideal que a prostituição fosse legal, pois assim seria assumida por empresários;
11. O filme mostra onde Ion Klamparu foi preso quando jovem na Romênia e mostra um monte de presidiários com tatuagens, isso visa criar uma visão monstruosa dele; aqui mais uma vez, por que não legalizam para o negócio ser assumido por empresários? É óbvio que algo ilegal vai ser assumido somente por gente ligada ao crime, um empresário não vai querer saber de se meter em algo ilegal, correndo o risco de ter de enfrentar a polícia, já um criminoso está acostumado a isso. Deixar como está é pior para as mulheres, na medida que elas seriam melhor administradas por gente acostumada a negócios;
12. Não adianta a polícia perseguir a putaria, pois fecha aqui, mas abre ali, o negócio é legalizar. Pelo que andei lendo existem outros pontos de rua em Madrid mesmo que cobram das mulheres os mesmos 200 euros semanais. São concorrentes;
13. As mulheres são orientadas a atenderem somente espanhóis, nada de africanos e mesmo romenos. Isso é feito para evitar a concorrência, para não levarem as mulheres para outro local. Nisso eu acredito;
14. No filme eles mostram que a máfia atua também falsificando cartões de crédito, isso é história. Como é crescente a utilização de cartões de crédito para pagar na putaria, eles colocam isso com o evidente intuito de amedrontar os possíveis clientes. Quem está em São Paulo sabe que paga tudo com cartão de crédito e nunca teve nenhum problema. Algumas garotas também possuem a maquininha de cartão, pode ser que eles tenham introduzido essa novidade também na prostituição de rua da Espanha e os abolicionistas se antecipam criando mentiras. Sempre é bom dizer que putaria é uma coisa, a discussão de drogas, crimes e outras coisas deve ser feita em outro tópico, pois são coisas diferentes;
15. O lamentável da putaria é o pessoal ganhar dinheiro para depois ir gastar com carrão, casas luxuosas, etc. Eu acho isso uma bobeira, mas enfim tem gosto pra tudo..
Por enquanto é isso, depois vou tentar analisar mais. Tentem vocês acrescentar algo, conforme o conhecimento que tenham do assunto.