Olímpiada e Copa ou Jogos Mortais?

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Olímpiada e Copa ou Jogos Mortais?

#1 Mensagem por v_sh » 10 Mai 2011, 22:58

Em artigo, ESPN critica Rio-2016 e Copa de 2014
10 de Maio de 2011 19:08

[ external image ]

Um artigo assinado pelo jornalista Wright Thompson, da rede americana ESPN, publicado no site espn.com, criticou com veemência as candidaturas do Brasil para a Copa de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016.

Segundo a reportagem, intitulada "Deadly Games" (Jogos Mortais, na tradução livre do inglês), foi vendida uma imagem do país para o restante do mundo durante os processos de seleção mas, por outro lado, a organização brasileira escondeu problemas, sobretudo no Rio de Janeiro.

O artigo aponta que, diferentemente do que foi passado quando da época da candidatura brasileira, o Rio de Janeiro é uma cidade que convive constantemente com problemas de violência, principalmente por causa das organizações criminosas que comandam a periferia da cidade.

Alguns dados também foram trazidos pelo texto, como o número de pessoas que foram assassinadas no Rio de Janeiro. O montante, sozinho, é quatro vezes maior do que a quantidade de pessoas mortas em todo o território americano em 2010.

"O Rio de Janeiro tem menos de três anos para corrigir uma crise que já dura um século. O relógio está correndo", alerta a publicação.

Fontes:
http://sports.espn.go.com/espn/eticket/ ... 110510/Rio
http://br.esportes.yahoo.com/colunas/em ... -1708.html

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Re: Olímpiada e Copa ou Jogos Mortais?

#2 Mensagem por Caubói/38 » 11 Mai 2011, 10:24

Vamos e venhamos e sejamos sinceros, nóis num tem a menor condição de sediar nenhum dos dois eventos!
Não da forma como eles são tratados nos dias atuais.
Talvez daqui a vinte anos, quando todas as obras de infra estrutura necessárias estiverem prontas ou em vias de acabar ..., antes disso é ler esses artigos, sentir enorme vergonha por ter que concordar....

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negaodamochila
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Re: Olímpiada e Copa ou Jogos Mortais?

#3 Mensagem por negaodamochila » 11 Mai 2011, 12:14

Acho outra coisas, estes eventos serão turismo sexual, drogas, e crimes. É isto que este eventos irão nos proporcionar. :evil: Além de outras constatações, como não temos infra-estrutura área, e rodoviária. muito menos hoteleira para tais eventos...

Morri de rir vendo o Kassab dando entrevista para o Canal Livre na Band, tudo é dificil, mas está a caminho, espero que sim.

http://videos.band.com.br/Exibir/Gilber ... hannel=626

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old owl
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Re: Olímpiada e Copa ou Jogos Mortais?

#4 Mensagem por old owl » 11 Mai 2011, 12:40

Caubói/38 escreveu:Vamos e venhamos e sejamos sinceros, nóis num tem a menor condição de sediar nenhum dos dois eventos!
Não da forma como eles são tratados nos dias atuais.
Talvez daqui a vinte anos, quando todas as obras de infra estrutura necessárias estiverem prontas ou em vias de acabar ..., antes disso é ler esses artigos, sentir enorme vergonha por ter que concordar....
:lol: :lol: :lol:
Cauboi é muito engraçado ler o que vc escreveu vendo ao mesmo tempo o seu avatar!!!

Na minha opinião o governo brasileiro deu uma tacada de alto risco competido para os dois eventos...Se a coisa acabar ocorrendo de forma satisfatoria, demostrara ao mundo que, sim, somos capazes e competentes, porem se...

Talvez estejam pensando de utilizar mais ou menos o esquema do Jose Serra 'inaugurando" estações de metrô que ate hoje não atendem a população ou trecho de rodoanel com 50 kilometros sem nenhuma estrutura de apoio...Complicado sera convencer quem ja esta cheio de vontade de falar mal ou pelo menos sem a menor vontade de falar bem à concordar com isto.

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O Pastor
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Re: Olímpiada e Copa ou Jogos Mortais?

#5 Mensagem por O Pastor » 11 Mai 2011, 20:16

Altas!!

Seguinte...a Copa do Mundo não é lá grandes coisas. Basta reformar os estádios e acertar os aeroportos. O Brasil tem condições de sediar a Copa. Já as Olimpíadas...aí o buraco é mais embaixo. O Rio com todos os seus problemas de EXCLUSÃO, somado a burocracia brasileira, vai ser uma VERGONHA.

A Copa do Mundo que é um evento mais tranquilo, já ameaça ser um desastre. Eu pelo menos não vejo nada ser feit, ao menos aqui em São Paulo. SErá que se constroi estádios em 3 anos, fora a infra-estrutura de acesso e melhoria minima em aeroportos e hospitais??

Sei lá, nesse ritmo acho que faremos pior que a África do Sul...

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Curitiba-Gatas
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Re: Olímpiada e Copa ou Jogos Mortais?

#6 Mensagem por Curitiba-Gatas » 12 Mai 2011, 00:04

Seila, se a África conseguiu sediar, é uma puta vergonha o Brasil não conseguir, ainda mais pelo fato de ser o "país do futebol" - vai entender? alias, eles provavelmente vão resolver tudo de última hora e tbm gastar muito mais que o previsto, e no final das contas, quem se fode? a não ser que você tenha um hotel ou um site de acompanhantes nas cidades escolhidas, ai blz :(

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Piruca
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Re: Olímpiada e Copa ou Jogos Mortais?

#7 Mensagem por Piruca » 12 Mai 2011, 01:32

Curitiba-Gatas escreveu:Seila, se a África conseguiu sediar, é uma puta vergonha o Brasil não conseguir, ainda mais pelo fato de ser o "país do futebol" - vai entender? alias, eles provavelmente vão resolver tudo de última hora e tbm gastar muito mais que o previsto, e no final das contas, quem se fode? (

talvez o perigo esteja aqui => Os doutrinadores justificam estas hipóteses de dispensa de licitação pelo fato do custo de um procedimento licitatório ser superior ao benefício que dele poderia ser extraído .

Agora já existe uma pressão, imagine faltando 12 meses...

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#8 Mensagem por Tricampeão » 12 Mai 2011, 21:07

Piruca escreveu:talvez o perigo esteja aqui => Os doutrinadores justificam estas hipóteses de dispensa de licitação pelo fato do custo de um procedimento licitatório ser superior ao benefício que dele poderia ser extraído
Pensei que todas as licitações já tivessem sido realizadas. Qual está faltando?

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Re:

#9 Mensagem por Piruca » 17 Jun 2011, 23:08

Tricampeão escreveu:
Piruca escreveu:talvez o perigo esteja aqui => Os doutrinadores justificam estas hipóteses de dispensa de licitação pelo fato do custo de um procedimento licitatório ser superior ao benefício que dele poderia ser extraído
Pensei que todas as licitações já tivessem sido realizadas. Qual está faltando?
Depois de uma batalha para conseguir me logar...veja que interessante isso :oops: :

Prestação de contas da Copa exclui novas obras e serviços
http://www1.folha.uol.com.br/poder/9312 ... icos.shtml

Sigilo em licitações da Copa do Mundo evita formação de cartéis, diz governo
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa- ... verno.jhtm

Para procurador-geral, segredo de orçamento da Copa é 'absurdo'
http://www1.folha.uol.com.br/poder/9310 ... urdo.shtml

Na boa, já passou da hora de transferirem essa Copa para a Alemanha...

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Re: Re:

#10 Mensagem por negaodamochila » 19 Jun 2011, 15:27

Piruca escreveu:
Tricampeão escreveu:
Piruca escreveu:talvez o perigo esteja aqui => Os doutrinadores justificam estas hipóteses de dispensa de licitação pelo fato do custo de um procedimento licitatório ser superior ao benefício que dele poderia ser extraído
Pensei que todas as licitações já tivessem sido realizadas. Qual está faltando?
...
Na boa, já passou da hora de transferirem essa Copa para a Alemanha...
Disto eu duvido, FIFA e CBF não são instituições que se preocupem com tais práticas...

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#11 Mensagem por Tricampeão » 19 Jun 2011, 20:39

Piruca escreveu:Depois de uma batalha para conseguir me logar...veja que interessante isso :oops: :

Prestação de contas da Copa exclui novas obras e serviços
http://www1.folha.uol.com.br/poder/9312 ... icos.shtml

Sigilo em licitações da Copa do Mundo evita formação de cartéis, diz governo
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa- ... verno.jhtm

Para procurador-geral, segredo de orçamento da Copa é 'absurdo'
http://www1.folha.uol.com.br/poder/9310 ... urdo.shtml
Realmente interessante. Ao contrário da maioria, eu li as matérias, não apenas as manchetes.
Como de hábito, a mídia venal escreve uma coisa e faz com que as manchetes digam outra, para iludir os incautos.
O governo decidiu manter em sigilo o valor que orçou para cada obra, antes de licitar. Depois que licitar, o valor deixará de ser mantido em sigilo. Não há nada de errado nisso. Aliás, toda empresa privada que vai fazer uma concorrêcia age dessa forma. Ninguém abre o preço para os fornecedores. Seria muita mamata.

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Re:

#12 Mensagem por Piruca » 19 Jun 2011, 21:55

Tricampeão escreveu: Realmente interessante. Ao contrário da maioria, eu li as matérias, não apenas as manchetes.
Como de hábito, a mídia venal escreve uma coisa e faz com que as manchetes digam outra, para iludir os incautos.
O governo decidiu manter em sigilo o valor que orçou para cada obra, antes de licitar. Depois que licitar, o valor deixará de ser mantido em sigilo. Não há nada de errado nisso. Aliás, toda empresa privada que vai fazer uma concorrêcia age dessa forma. Ninguém abre o preço para os fornecedores. Seria muita mamata.
A missão retrógrada de algumas(?) empresas que ainda permeia em boa parte, todos sabem...

e o dos nossos representantes, qual seria???

aqui na roça é do meu bolso primeiro...

Trica, nada contra vc ok!

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Re: Olímpiada e Copa ou Jogos Mortais?

#13 Mensagem por Carnage » 24 Jun 2011, 20:00

http://www.conversaafiada.com.br/pig/20 ... -e-pra-ja/
RDC: PiG é porta-voz das empreiteiras.
A Copa é prá já !


Na primeira página, o Estadão, a Folha (*), e o Globo na pág. 25 parecem tão indignados quanto o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel Brindeiro, que não considerou escandaloso o enriquecimento do Tony Palocci, mas está escandalizado com o novo regime de concorrência para a Copa e as Olimpíadas (RDC).

(A bem da verdade, a indignação do neo-Brindeiro foi precedida da observação “desconheço detalhes”. Ou seja, o Dr Ophir da OAB fez escola.)

Mas, vamos ao RDC aprovado na Câmara.

1) Sobre o valor da obra

Hoje, o Governo tem que dizer quanto está disposto a pagar.

(Entre a Copa e as Olimpíadas serão mais de 100 obras.)

O que acontece, hoje ?

Movidos pelo salutar espírito da competição smithiana, que ilumina o capitalismo brasileiro, as empreiteiras se reúnem, calculam quanto o Governo tem para gastar, e acertam entre si que obra vai para quem e por quanto.

Concorrência na veia !

O que muda ?

Muda para ficar igual ao botequim da esquina, aquele do Gilmar Dantas (**).

Quando o Zé Mané vai comprar uma cachacinha, ele pergunta: quanto custa ?

Se for muito caro, ele vai ao botequim ao lado.

Como funciona hoje, no feroz capitalismo brasileiro ?

O Zé Mané entra no boteco do Gilmar e o Gilmar pergunta: quanto você tem aí para me pagar ?

E o preço da cachacinha será fixado de acordo com o que o Zé Mané está disposto a pagar, não é isso ?

Agora vai ser diferente.

O Governo não vai dizer quanto tem para aquela obra.

Só quem vai ter a informação – sigilosa – é o Tribunal de Contas da União.

Se vazar do Tribunal de Contas da União, aí, são outros quinhentos – é coisa para a Polícia Federal.

A empreiteira vencedora será aquela que oferecer o maior desconto sobre um preço que ela não conhece.

Se as empreiteiras só oferecerem acima do que o Governo tiver para gastar, o Governo re-abre a concorrência e contrata outras empreiteiras.

Simples, não ?

Tem uma cachacinha, aí, Gilmar ?

Quem está escandalizado ?

Os empreiteiros, o PiG e o neo-Brindeiro.

2) O responsável pelo projeto básico tem que fazer a obra.

O que acontece hoje ?

A empresa que vai executar o projeto descobre um erro no projeto.

Aí, tome aditivo.

Mais dinheiro para o bolso da empreiteira.

Ah, mas o projeto básico estava errado ! diz a empreiteira.

Sai o Governo às pressas a dar mais dinheiro para a empreiteira corrigir o erro.

O problema inicial da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco foi exatamente um erro no projeto básico.

Como vai ser agora (para as escandalizadas empreiteiras )?

A mesma empresa faz o projeto básico e a obra.

Deu erro no projeto básico ?

Dirá o Governo à escandalizada empreiteira: problema seu !

3) Esse á uma jaboticaba, como costuma dizer o PiG , uma invenção brasileira ?

Não.

A União Européia, os Estados Unidos e a África do Sul criaram legislação especial para obras que abrigassem mega-eventos esportivos.

O Brasil vai realizar dois: a Copa e a Olimpíada do Rio.

4) A sociedade vai ficar no escuro ? As contas serão tão sigilosas quanto os segredos do Collor e do Sarney ?

Não !

Desde o início, o Tribunal de Contas da União saberá quanto o Governo tem para gastar em cada obra.

Quem não vai saber são as empreiteiras.

Concluída a concorrência e proclamado o vencedor, todas as contas serão públicas – para a tranquilidade do Procurador Geral da República !

Para conferir ainda mais credibilidade ao RDC, o Governo Dilma poderia mandar a base de apoio subscrever o pedido de CPI do Ricardo Teixeira.

Aí, seria a sopa no mel !


Paulo Henrique Amorim


Leia a seguir nota à imprensa que refuta a Folha:
ORÇAMENTO SECRETO – Notícias publicadas na Folha de S. Paulo ontem e hoje acusam, de forma equivocada, o governo de querer “esconder orçamento da Copa 2014 e das Olimpíadas de 2016”. Diz ainda que o dispositivo foi introduzido na “última hora no novo texto da MP 527”, aprovada no final da noite de quarta-feira (15).

A informação correta é que o orçamento previamente estimado para cada contratação sempre será fornecido, mas somente após o encerramento da licitação. A leitura do artigo 6º é clara e não dá margem à interpretação dada pelas matérias de que “não será possível afirmar se a Copa-2014 estourou ou não o orçamento”. Igualmente não é possível afirmar que os órgãos de controle só terão acesso quando o governo considerar conveniente. Os órgãos de controle terão acesso permanentemente, antes e depois da licitação. A partir do encerramento, tanto os órgãos de controle interno e externo quanto qualquer interessado terão acesso irrestrito ao orçamento estimado.

Diferente do afirmado nas reportagens, o dispositivo já estava previsto no projeto de lei de conversão redigido para a MP 521 pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

O procedimento de não dar publicidade ao orçamento estimado é expressamente recomendado no documento “Diretrizes para Combater o Conluio entre concorrentes em contratações públicas” divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico em fevereiro de 2009. No tópico intitulado “ELABORAR O PROCESSO DE CONTRATAÇÃO DE FORMA A REDUZIR EFICAZMENTE A COMUNICAÇÃO ENTRE CONCORRENTE”, consta, entre outras, a seguinte recomendação: “Recorrer à utilização de preços máximos de aquisição apenas quando estes se baseiam numa cuidadosa pesquisa de mercado e se as entidades adjudicantes estiverem convencidas de que se tratam de preços muito competitivos. Esses preços mínimos não devem ser publicados, antes devem ser mantidos confidenciais durante o processo ou depositados noutra autoridade pública.”

Além dessa recomendação da OCDE, na Diretiva 2004/18/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho – norma que está em vigor e traça as diretrizes a serem seguidas pela legislação doméstica dos países da UE. Nos contratos de empreitada (diferentemente dos de serviços e de fornecimento), não há obrigatoriedade de divulgar o orçamento estimado. Além disso, há um dispositivo que expressamente permite a não-publicação de informações se puder prejudicar uma concorrência leal.

Cid Queiroz
Assessor de Imprensa da Liderança do Governo na Câmara dos Deputados

P.S.: Ouça entrevista do Secretário do Min. Esportes dada hoje à CBN.

—-


Entenda o Regime Diferenciado de Contratações, texto enviado pelo gabinete do líder do PT na Câmara, Cândido Vaccareza:

MP 527 – Regime Diferenciado de Contratação (RDC)

Institui o Regime Diferenciado de Contratação aplicável às licitações e contratos necessários à realização dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo a se realizarem no Brasil em 2014 e 2016.

Objetivos do RDC:
Dar mais eficiência às contratações públicas
Promover melhor relação custo-benefício para o Estado
Incentivar a inovação tecnológica

Mas por que um Regime Diferenciado de Contratação para esses eventos?

A Copa e as Olimpíadas são eventos que atraem os olhos de todo o mundo para o país, aumentando investimentos estrangeiros e o reconhecimento político global.

O Modelo de contratação proposto é mais rigoroso na fiscalização dos gastos governamentais e garante melhoria na qualidade dos serviços contratados.

A inversão de fases e a utilização de meios eletrônicos de contratação permitem que qualquer interessado participe da concorrência, ampliando a competitividade em busca de economia e busca de melhor qualidade no serviço contratado.

O processo de contratação integrada obriga a empresa a entregar as obras em plenas condições de funcionamento, o que evita sucessivos aditivos que causam atrasos e encarecem os serviços. Esse modelo também favorece a inovação tecnológica por parte das empresas, que buscarão o meio mais eficiente para a prestação dos serviços no limite orçamentário contratado previamente.

O RDC introduz a possibilidade de remuneração variável para a contratação de serviços. Com a possibilidade de receber um bônus, a empresa contratada terá incentivos para entregar serviços de qualidade superior, ao mesmo tempo em que poderá ter sua remuneração descontada caso o resultado não seja satisfatório.

A proibição da divulgação antecipada do orçamento que o Governo pretende pagar pelo serviço incentiva que as empresas ofereçam preços menores e evitando acordos entre as empresas concorrentes para manter preços mais altos.

A padronização de minutas de contratos permitirá que seja utilizada uma minuta padrão para contratações, acelerando o processo hoje demorado e ineficiente.

A experiência do RDC permitirá revermos futuramente os meios de contratação do setor público na busca por maior eficiência e qualidade.

Regime Diferenciado de Contratações – RDC
Principais Aspectos/Inovações

A) Aspectos Gerais:

O RDC será aplicado exclusivamente às licitações e contratos necessários à realização da COPA e das Olimpíadas e incluídos nas respectivas carteiras de projetos. Sua utilização pelo órgão contratante é facultativa e afasta a aplicação da Lei n.º 8.666/93;
No regime do RDC é assegurado o acesso total e irrestrito dos órgãos de controle (controladorias, tribunais de contas, etc) às informações relativas à contratação;
O RDC prevê regras específicas relativas à proteção ao meio ambiente, do patrimônio histórico/cultural e da acessibilidade;

B) Objeto da Licitação:

Nos termos do PL, o orçamento estimado somente será divulgado após o encerramento da licitação, assegurado o acesso à informações aos órgãos de controle (TCU, CGU, etc.);
Os órgãos contratantes poderão exigir o fornecimento de amostras, certificação dos produtos e/ou careta de solidariedade dos fabricantes;

C) Regimes de Licitação:

Previsão de cinco regimes de licitação para obras e serviços de engenharia: (i) empreitada por preço unitário; (ii) empreitada por preço global; (iii) contratação por tarefa; (iv) empreitada integral; e (v) contratação integrada;
No caso, o custo global será definido com base nas tabelas do SINAPI/SICRO, respeitadas as diferenças regionais;

- C1) Contratação Integrada: Nas licitações para obras e serviços de engenharia poderá ser utilizada a contratação integrada, na qual:

O licitante vencedor deverá elaborar o projeto básico e o executivo com base em um anteprojeto de engenharia fornecido pela Administração Pública (transferência dos riscos);
No RDC é admitida a apresentação de projetos com metodologia diferenciada de execução pelos licitantes (absorver o know-how privado);
Fica vedada a celebração de termos aditivos, salvo para a recomposição do equilíbrio econômico financeiro, caso fortuito/força maior e/ou alterações imprescindíveis do projeto (por necessidade da Administração Pública);

- C2) Remuneração variável: O RDC permite o estabelecimento de remuneração variável por desempenho, com base em metas, padrões de qualidade, sustentabilidade ambiental, etc.

- C3) Contratação de mais de uma empresa: O RDC admite a contratação de mais de uma empresa para a execução de um mesmo tipo de serviço quando: (i) o objeto da contratação puder ser executado de forma concomitante por mais de um contratado, sem perda de economia de escala; ou (ii) a contratação for conveniente para a Administração Pública, desde que justificado tecnicamente;
Preocupação central: Evitar o risco de descontinuidade em serviços essenciais no caso a interrupção de um dos contratos (ex.: contratação de mais de uma empresa de telefonia);
Não haverá prestação em duplicidade de serviços mas mais de uma empresa apta a prestar o mesmo serviço;
O controle deverá ser feito de forma individualizada;

D) Procedimento licitatório (incorpora a lógica do ‘pregão’):

Inversão de fases: É adotada como regra geral a inversão de fases (propostas e habilitação);
Prazos: O RDC prevê uma adaptação da sistemática de prazos para a apresentação das propostas em comparação com a Lei n.º 8.666/93;
Modos de disputa: O RDC possibilita a combinação dos modos de disputa ‘aberto’ e ‘fechado’;
Lances intermediários e reabertura de disputa: O RDC prevê a possibilidade da apresentação de lances intermediários e a reabertura de disputa aberta entre os licitantes;
Critérios de julgamento: O RDC prevê como critérios de julgamento: (i) menor preço ou maior desconto; (ii) técnica e preço; (iii) melhor técnica ou conteúdo artístico; (iv) maior oferta de preço; e (v) maior retorno econômico;
Técnica e preço: O RDC prevê a possibilidade da fixação de ponderação distinta à técnica e preço, limitada a 70%;
Contrato de eficiência: O RDC prevê a possibilidade da celebração de contratos de eficiência, que é a contratação de obras, bens e serviços remunerados com base na maior economia gerada para a Administração Pública (redução de despesas correntes);
Desempate: O RDC inova nos critérios de desempate ao admitir a possibilidade do desempate com base em disputa final entre os licitantes e avaliação de desempenho contratual prévio;
Negociação: A Administração Pública poderá negociar as condições contratuais com o licitante vencedor;
Fase recursal: É prevista uma fase recursal única, na qual serão analisados conjuntamente os recursos referentes ao julgamento das propostas e da habilitação;
Procedimentos auxiliares: São previstos como procedimentos auxiliares: (i) a pré-qualificação permanente; (ii) o cadastramento; (iii) o sistema de registro de preços; e (v) o catálogo eletrônico de padronização


E) Contratos administrativos:

Os contratos administrativos celebrados com base no RDC seguirão a Lei n.º 8.666/93, com algumas exceções:
Possibilidade da convocação do segundo colocado para a celebração do contrato e/ou contratação remanescentes, nas condições da proposta original;
Possibilidade da celebração de contratos de serviços continuados até o prazo final de vigência da APO (2018);

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#14 Mensagem por Tricampeão » 24 Jun 2011, 20:48

Carnage escreveu:Como vai ser agora (para as escandalizadas empreiteiras )?
A mesma empresa faz o projeto básico e a obra.
Isso, eu acho impossível de acontecer. Ou a lei está errada ou foi mal interpretada. Como vão licitar sem projeto básico?
O governo tem que fazer o projeto básico e ele tem que estar certo. Se estiver errado, é correto que o governo pague pelo seu erro.
A lei que rege as concorrências já protege o erário público nesses casos, estabelecendo um teto para a correção, acho que uns 25% ou 33% do total. Se o erro for menor que o teto, a empreiteira recebe a correção. Se for maior, cancela-se o processo e faz-se novo edital.

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Re: Olímpiada e Copa ou Jogos Mortais?

#15 Mensagem por Carnage » 07 Set 2011, 15:34

Depois da faladeira sobre o Regime de Contratação Diferenciado, agora se descobriu que é sim uma ótima idéia e que a culpa pelas críticas sem pensar é do governo, "que não explicou direito" pras bestas entenderem...

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassi ... esenfreada
RDC: o álibi da politização desenfreada
Enviado por luisnassif, ter, 06/09/2011 - 18:40


É risível a alegação de Merval Pereira, de que a campanha irracional contra o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) foi culpa da má comunicação do governo. Como assim? Quando foi anunciado, aqui mesmo fomos atrás de explicações técnicas sobre o modelo, levantamos a experiência em outros países, mostramos os ganhos de barganha para o poder público. As críticas foram pavlovianas. Agora, manipulação política de qualquer tema virou uma mera questão de "má comunicação"? Tenha paciência!


Merval Pereira agora acha que sigilo do RDC "pode ser um fator importante para impedir conluios nas licitações"
Por Franclécio

Jornalista culpa governo por não ter se antecipado para explicar ponto polêmicos do regime de licitações para a Copa e Olimpíadas.

Ontem, no TCE-RJ, em palestra-debate sobre o tema “Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) – a organização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro”, Merval Pereira fez comentários e críticas sobre a nova lei e destacou que, a seu ver, o governo falhou na comunicação. Mas nada disse sobre se os jornalistas, inclusive os do jornal em que trabalha, haviam falhado na sua missão de levar informações de qualidade aos leitores e telespectadores.

A seu ver, a cláusula mais polêmica no RDC é a que trata do sigilo.

“Ficou claro depois que há países que utilizam esse sigilo e que esse sigilo pode ser um fator importante para impedir conluios nas licitações. Mas o governo lançou o RDC e não entendeu que certos pontos dele podiam ser polêmicos e mal interpretados; não se antecipou para explicar esses pontos polêmicos e acabou criando uma sensação de que havia uma tentativa de criar normas para esconder malversação de recursos”, avaliou Merval.

A palestra sobre a nova lei, que completou hoje um mês de existência, foi apresentada pelo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Benjamin Zymler.

Ao abrir sua palestra, o ministro Benjamin Zymler deixou claro que emitiria opiniões como cidadão e especialista, e não como presidente do TCU. Começou destacando que a lei do Regime Diferenciado – Lei 12.462, de 5 de agosto de 2011 – completou um mês e ainda não foi aplicada. Segundo ele, como toda lei, o RDC tem aspectos positivos e negativos e, ao longo de sua apresentação, fez alguns prognósticos acerca do futuro do novo dispositivo legal e da possibilidade que ele tem de, bem aplicado, produzir resultados interessantes.

“Realmente, esse foi um regime que surgiu por medida provisória e houve uma crítica muito grande por parte de partidos da oposição, da sociedade como um todo e de alguns expoentes da área. Fiquei perplexo com as críticas e a intensidade da retórica utilizada para criticar esse regime diferenciado de licitações. Parecia algo extremamente casuístico, elaborado pelo governo para permitir que as contratações para a Copa do Mundo e as Olimpíadas pudessem ser feitas de forma rápida, apressada e sem controle. Com todo respeito aos críticos, essa não é a característica desse regime diferenciado. Ele é, ao contrário, excelente regime no seu maior percentual. Ele traz inovações interessantes que são basicamente de dois tipos. Primeiro, boas ideias já experimentadas e que agora são concretizadas. Muita coisa colocada nesse regime nada mais é do que a sedimentação de práticas bem sucedidas, principalmente na aplicação da lei do pregão. E existem outras normas, criações do legislador, que muito provavelmente podem vir a ser boas ideias, concretizadas ou não, dependendo da aplicação da lei”, observou Zymler.

Ainda segundo ele, uma lei é um processo contínuo de experimentação.

http://www.tce.rj.gov.br/main.asp?View= ... C3A705A%7D

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