Alcoolismo e problemas com a bebida

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Ragazzo ; cwb
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Alcoolismo e problemas com a bebida

#1 Mensagem por Ragazzo ; cwb » 30 Ago 2005, 17:51

Aproveitando um outro post:

Ser um alcoolista e ter problemas com bebida são duas coisas diferentes. Aprendi esta verdade durante um longo processo, com ajuda profissional, de pelo menos dois profissionais de competência renomada aqui em Curitiba.

Durante este processo, descobri que, ao menos no meu caso, que o alcool era um poderoso ansiolítico.

Somente para completar,

Retirado de http://www.psicosite.com.br/tra/drg/alcoolismo.htm

"Tolerância e Dependência
A tolerância e a dependência ao álcool são dois eventos distintos e indissociáveis. A tolerância é a necessidade de doses maiores de álcool para a manutenção do efeito de embriaguez obtido nas primeiras doses. Se no começo uma dose de uísque era suficiente para uma leve sensação de tranqüilidade, depois de duas semanas (por exemplo) são necessárias duas doses para o mesmo efeito. Nessa situação se diz que o indivíduo está desenvolvendo tolerância ao álcool. Normalmente, à medida que se eleva a dose da bebida alcoólica para se contornar a tolerância, ela volta em doses cada vez mais altas. Aos poucos, cinco doses de uísque podem se tornar inócuas para o indivíduo que antes se embriagava com uma dose. Na prática não se observa uma total tolerância, mas de forma parcial. Um indivíduo que antes se embriagava com uma dose de uísque e passa a ter uma leve embriaguez com três doses está tolerante apesar de ter algum grau de embriaguez. O alcoólatra não pode dizer que não está tolerante ao álcool por apresentar sistematicamente um certo grau de embriaguez. O critério não é a ausência ou presença de embriaguez, mas a perda relativa do efeito da bebida. A tolerância ocorre antes da dependência. Os primeiros indícios de tolerância não significam, necessariamente, dependência, mas é o sinal claro de que a dependência não está longe. A dependência é simultânea à tolerância. A dependência será tanto mais intensa quanto mais intenso for o grau de tolerância ao álcool. Dizemos que a pessoa tornou-se dependente do álcool quando ela não tem mais forças por si própria de interromper ou diminuir o uso do álcool. "

"Abuso de Álcool
A pessoa que abusa de álcool não é necessariamente alcoólatra, ou seja, dependente e faz uso continuado. O critério de abuso existe para caracterizar as pessoas que eventualmente, mas recorrentemente têm problemas por causa dos exagerados consumos de álcool em curtos períodos de tempo. Critérios: para se fazer esse diagnóstico é preciso que o paciente esteja tendo problemas com álcool durante pelo menos 12 meses e ter pelo menos uma das seguintes situações: a) prejuízos significativos no trabalho, escola ou família como faltas ou negligências nos cuidados com os filhos. b) exposição a situações potencialmente perigosas como dirigir ou manipular máquinas perigosas embriagado. c) problemas legais como desacato a autoridades ou superiores. d) persistência no uso de álcool apesar do apelo das pessoas próximas em que se interrompa o uso."

Complementando:

" O estresse não determina o alcoolismo, mas estudos mostraram que pessoas submetidas a situações estressantes para as quais não encontra alternativa, tornam-se mais freqüentemente alcoólatras. O álcool possui efeito relaxante e tranqüilizante semelhante ao dos ansiolíticos. O problema é que o álcool tem muito mais efeitos colaterais que os ansiolíticos. Numa situação dessas o uso de ansiolíticos poderia prevenir o surgimento de alcoolismo. Na verdade o que se encontra é a vontade de abolir as preocupações com a embriaguez e isso os ansiolíticos não proporcionam, ou o fazem em doses que levariam ao sono. O homem quando submetido a estresse tende a procurar não a tranqüilidade, mas o prazer. Daí que a vida sexualmente promíscua muitas vezes é acompanhada de abuso de álcool e drogas. O fato de uma pessoa não encontrar uma solução para seu estresse não significa que a solução não exista. A Logoterapia, por exemplo, ajuda o paciente a encontrar um significado na sua angústia. Não suprime a fonte da angústia, mas a torna mais suportável. Quando uma dor adquire um sentido, torna-se possível contorná-la, continuar a vida com um sorriso, desde que ela não seja incapacitante. Sob esse aspecto a logoterapia pode ajudar a vencer o alcoolismo nas suas etapas iniciais, quando ainda não surgiu dependência química. Uma situação de estresse real que passamos atualmente é o desemprego. Este problema social é de difícil resolução e geralmente faz com que as pessoas se ajustem às custas de elevação da tensão emocional prolongada, que é a mesma coisa de estresse. "

De acordo com o pessoal que consultei, o fato de eu, após cerca de 1 ano de redução da bebida ter apresentado uma brutal queda na tolerância à bebida era um claro índicio de que o alcoolismo propriamente dito, ou seja a dependência, não estava instalada.Reduzi a quantidade de alcool ingerido com relativa facilidade, ao longo de cerca de 1 ano, talvez um ano e meio. Tanto que ainda bebo meu ansiolítico, em pequenas doses. Também não tive problemas para reduzir as doses de bebida, creio que a maior dificuldade estava relacionada a velhos hábitos e a algumas companhias.

Ragazzo

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#2 Mensagem por DUK7 » 31 Ago 2005, 15:45

AMIGO,

Sem querer falar da minha vida pessoal, mas hj em dia se vejo uma mulher com quem quero me relacionar que tem alta tolerância ao alcool ou que gosta muito da coisa, saio somente uma vez e nunca mais..

Drogas e alcool destroem a vida de qualquer um e dependendo da idade da pessoa, a ilusão de que a cura pode ser alcançada mais tarde é o pior inimigo para abstinência!!

Vou mais longe.. A única certeza que o uso de drogas e alcool dá ao usuário é que em algum dia no futuro ela vai perder tudo.. Tanto no aspecto emocional como no material!!

Acho que beber com responsabilidade é o segredo da coisa!!

Tenho medo de ver como será o Brasil em 5 , 10 anos..
Drogas sintéticas cada vez mais poderosas com efeitos prolongados causando destruição do cerebro.. Deixando sequelas psiquicas seríssimas.. PP, Bipolaridade, TOC, surtos psicóticos..
Nas baladas se vende alcool a rodo pra qq um e 90% dos presentes usa Doce, bala, coca, ecstasy, ice, ruffy etc...
Tive um amigo que ficou milionário mandando ruffy pro USA.. Rape Drug!!
A mesma droga que o reporter Amaral Neto foi preso em NY por que tinha 1 cartela na pasta.. 2 comprimidos sem receita nos USA da 20 anos de cadeia!!

Fui

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Re: Alcoolismo e problemas com a bebida

#3 Mensagem por pepsicool » 26 Fev 2013, 00:42

Ragazzo ; cwb escreveu:Aproveitando um outro post:

Ser um alcoolista e ter problemas com bebida são duas coisas diferentes. Aprendi esta verdade durante um longo processo, com ajuda profissional, de pelo menos dois profissionais de competência renomada aqui em Curitiba.

Durante este processo, descobri que, ao menos no meu caso, que o alcool era um poderoso ansiolítico.

Somente para completar,

Retirado de http://www.psicosite.com.br/tra/drg/alcoolismo.htm

"Tolerância e Dependência
A tolerância e a dependência ao álcool são dois eventos distintos e indissociáveis. A tolerância é a necessidade de doses maiores de álcool para a manutenção do efeito de embriaguez obtido nas primeiras doses. Se no começo uma dose de uísque era suficiente para uma leve sensação de tranqüilidade, depois de duas semanas (por exemplo) são necessárias duas doses para o mesmo efeito. Nessa situação se diz que o indivíduo está desenvolvendo tolerância ao álcool. Normalmente, à medida que se eleva a dose da bebida alcoólica para se contornar a tolerância, ela volta em doses cada vez mais altas. Aos poucos, cinco doses de uísque podem se tornar inócuas para o indivíduo que antes se embriagava com uma dose. Na prática não se observa uma total tolerância, mas de forma parcial. Um indivíduo que antes se embriagava com uma dose de uísque e passa a ter uma leve embriaguez com três doses está tolerante apesar de ter algum grau de embriaguez. O alcoólatra não pode dizer que não está tolerante ao álcool por apresentar sistematicamente um certo grau de embriaguez. O critério não é a ausência ou presença de embriaguez, mas a perda relativa do efeito da bebida. A tolerância ocorre antes da dependência. Os primeiros indícios de tolerância não significam, necessariamente, dependência, mas é o sinal claro de que a dependência não está longe. A dependência é simultânea à tolerância. A dependência será tanto mais intensa quanto mais intenso for o grau de tolerância ao álcool. Dizemos que a pessoa tornou-se dependente do álcool quando ela não tem mais forças por si própria de interromper ou diminuir o uso do álcool. "

"Abuso de Álcool
A pessoa que abusa de álcool não é necessariamente alcoólatra, ou seja, dependente e faz uso continuado. O critério de abuso existe para caracterizar as pessoas que eventualmente, mas recorrentemente têm problemas por causa dos exagerados consumos de álcool em curtos períodos de tempo. Critérios: para se fazer esse diagnóstico é preciso que o paciente esteja tendo problemas com álcool durante pelo menos 12 meses e ter pelo menos uma das seguintes situações: a) prejuízos significativos no trabalho, escola ou família como faltas ou negligências nos cuidados com os filhos. b) exposição a situações potencialmente perigosas como dirigir ou manipular máquinas perigosas embriagado. c) problemas legais como desacato a autoridades ou superiores. d) persistência no uso de álcool apesar do apelo das pessoas próximas em que se interrompa o uso."

Complementando:

" O estresse não determina o alcoolismo, mas estudos mostraram que pessoas submetidas a situações estressantes para as quais não encontra alternativa, tornam-se mais freqüentemente alcoólatras. O álcool possui efeito relaxante e tranqüilizante semelhante ao dos ansiolíticos. O problema é que o álcool tem muito mais efeitos colaterais que os ansiolíticos. Numa situação dessas o uso de ansiolíticos poderia prevenir o surgimento de alcoolismo. Na verdade o que se encontra é a vontade de abolir as preocupações com a embriaguez e isso os ansiolíticos não proporcionam, ou o fazem em doses que levariam ao sono. O homem quando submetido a estresse tende a procurar não a tranqüilidade, mas o prazer. Daí que a vida sexualmente promíscua muitas vezes é acompanhada de abuso de álcool e drogas. O fato de uma pessoa não encontrar uma solução para seu estresse não significa que a solução não exista. A Logoterapia, por exemplo, ajuda o paciente a encontrar um significado na sua angústia. Não suprime a fonte da angústia, mas a torna mais suportável. Quando uma dor adquire um sentido, torna-se possível contorná-la, continuar a vida com um sorriso, desde que ela não seja incapacitante. Sob esse aspecto a logoterapia pode ajudar a vencer o alcoolismo nas suas etapas iniciais, quando ainda não surgiu dependência química. Uma situação de estresse real que passamos atualmente é o desemprego. Este problema social é de difícil resolução e geralmente faz com que as pessoas se ajustem às custas de elevação da tensão emocional prolongada, que é a mesma coisa de estresse. "

De acordo com o pessoal que consultei, o fato de eu, após cerca de 1 ano de redução da bebida ter apresentado uma brutal queda na tolerância à bebida era um claro índicio de que o alcoolismo propriamente dito, ou seja a dependência, não estava instalada.Reduzi a quantidade de alcool ingerido com relativa facilidade, ao longo de cerca de 1 ano, talvez um ano e meio. Tanto que ainda bebo meu ansiolítico, em pequenas doses. Também não tive problemas para reduzir as doses de bebida, creio que a maior dificuldade estava relacionada a velhos hábitos e a algumas companhias.

Ragazzo


excelente post .........

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Re: Alcoolismo e problemas com a bebida

#4 Mensagem por B1 » 26 Fev 2013, 07:20

Ragazzo ; cwb escreveu:Aproveitando um outro post:

Ser um alcoolista e ter problemas com bebida são duas coisas diferentes. Aprendi esta verdade durante um longo processo, com ajuda profissional, de pelo menos dois profissionais de competência renomada aqui em Curitiba.

Durante este processo, descobri que, ao menos no meu caso, que o alcool era um poderoso ansiolítico.
O alcool é o mais potente antidepressivo e ansiolitico que existe na face da terra.
Ragazzo ; cwb escreveu:De acordo com o pessoal que consultei, o fato de eu, após cerca de 1 ano de redução da bebida ter apresentado uma brutal queda na tolerância à bebida era um claro índicio de que o alcoolismo propriamente dito, ou seja a dependência, não estava instalada.Reduzi a quantidade de alcool ingerido com relativa facilidade, ao longo de cerca de 1 ano, talvez um ano e meio. Tanto que ainda bebo meu ansiolítico, em pequenas doses. Também não tive problemas para reduzir as doses de bebida, creio que a maior dificuldade estava relacionada a velhos hábitos e a algumas companhias.

Ragazzo
Se você procurar noticias, informações, pesquisas, estudos sobre a dependência do alcool, tem quase 100 anos que estão sendo publicados com profusão. Até com contribuições dos fundadores da Psicanalise. Sobre a "cura" (bem entre aspas) só tem seculos que estão tentando.

Se, por acaso, a ajuda profissional no futuro não se revelar determinante, podem existirem outras saídas, ao menos a nivel de conhecimento:

http://www.alcoolicosanonimos.org.br/

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