Tem que ter bola de cristal? Pelo que eu vejo, é justamente o contrário! Muitos teriam sua bola de cristal e o radar delas apitam como nunca quando avistam algum negro ou pardo a ter "atitude suspeita". Lembrando, mais uma vez, que eu estava perdido num local e pedindo informação aos moradores locais. Quem nunca se perdeu? Isso é atitude suspeita? Bem, pode ser, dependendo de quem estiver praticando e dependendo da situação, pelo visto... Se fosse alguém que não tivesse as características fenotípicas que eu tenho (leia-se branco, oriental, seja homem ou mulher, idoso e por ai vai), esta pessoa poderia ser abordada? Creio que poderia, sim. Não seria impossível. Mas, não tão facilmente quando um "neguin ou pardin", que são mais alvos de suspeita. Não é a toa que a maioria dos presos são pertencentes às minorias étnicas, o que os caracterizam como principais alvos de suspeita. E é só lembrar de um caso famoso que aconteceu em Campinas, eu acho, onde saiu uma espécie de documentação, orientando policiais a fazer uma vistoria mais ostensiva em locais onde parecia que estava tendo um grande número de casos de assaltos ou coisas do tipo, e enfatizava pra ficarem de olho, principalmente, em quem fosse negro ou pardo. E ai? Caso isolado? Acredite, conforme a sua conveniência. Exemplos de tratamento diferenciado já foram expostos aos montes por ai.ursão escreveu:Agora policial tem q ter bola de cristal?rapaz solitário escreveu:... Bom seria se os policiais fossem mais precisos e conseguissem abordar apenas criminosos de fato. ...
Repito: como não existem super heróis na vida real, é a Polícia quem devemos apoiar, pois eles estão pra defender a sociedade e é isso que eu espero deles: como cidadão de bem, de ser protegido por eles. Mas, infelizmente, fica notório que, em muitos casos, há casos de dois pesos e duas medidas com relação ao tratamento, que nem sempre é o mesmo, onde nem toda pessoa é vista como cidadão de bem. Se o tratamento sempre fosse igual, desde o morador de favela até o rico de área nobre e os intermediários entre tais postos, seria outra história, e eis que o comandante da ROTA corrobora isso com os dizeres de ser necessário uma abordagem diferente, dependendo da área em que eles atuam e, pelo visto, dependendo de quem for o abordado, também.
Essa sua resposta e postura é típica de "branco cidadão de bem" que sabe bem que não será visto tão facilmente como bandido por ser branco, em relação a quem é índio, negro e suas respectivas misturas.